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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
SONETO SONORO
Badalaram na garganta do encontro
Os olhos brilharam no casal que se ama
Na reluzente magia do sagrado canto
Canto de amor, sem arpa ou violino
No trilhar do coração, estrada sonora
O hino de amor, na farpa do destino
É rastilho de pólvora no que sinto agora
O viço de quem sussurra berrando
É o ardor que eu mesmo escuto
Neste momento em que vou lembrando
Na perpétua saudade, do pausado minuto
Hoje eu morri contigo, sucumbi te amando
Resta-me relatar, neste soneto enxuto
Decimar Biagini
domingo, 30 de agosto de 2009
SONETO AO ANJO
O amor tranqüilizou-me tão de repente
Rolava no ar uma voz em tumulto
Ao escutá-la, ajoelhei-me em indulto
As cabeças turvas, meros vultos
Apenas o anjo em alta definição
Sobre as pessoas, eu corri absoluto
Em sua direção, em doce obsessão
Enquanto corria, o passado me puxava
Fingia que não via, e na corrida continuava
Na mais profunda comunhão de meu desejo
Em frente ao destino, o anjo segurava uma rosa
Segurou-me pela mão e com o espinho fez um corte
Era um pacto de sangue, e do amor fiz meu norte
Decimar Biagini
SONETO CONSELHEIRO DO AMOR
Cada alma é mundo a sós
Até a 1ª pincelada em cor
O fosco predomina em nós
Na resolução de velhos problemas
Em busca do seu teletransporte
As almas são mesmo tão pequenas
Deixam de achar um elo mais forte
O que precisamos está logo ali
Na pincelada do improviso
Que isso sirva então de aviso
O amor pode tocar até o indeciso
Mas ele precisa logo se decidir
Pois o trem da vida já vai partir
Decimar Biagini
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
SONETO AO BIG BANG DO AMOR
Nasce então a sensualidade dos astros
O sol se aproxima rapidamente da terra
E teu calor incita-me aos desejos devassos
Amo-te, a exaltar o mapa astral do beijo
Domino-te, no cingir de um verso enovelado
Venero-te, na devoção sem igual do desejo
Abraço-te, no fugir de meu infeliz passado
O impacto que fizestes, astro rei de minha alma
Fez da dor que falece, o surgimento de um novo planeta
E nossas novas vidas que ali residem, encontram nele a calma
E fazem com que invejosos duvidem por telescopia obsoleta
Mas o casal, a sorrir, na palpitação de sua nova atmosfera
Cria das juras de amor, no resplendor ardente, uma nova era
Decimar Biagini
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
SONETO TRISTE
Alarga o peito nesse instante
Uma sorte que se lança
No lapidar de um diamante
A alma sedenta de perfilamento
O peito esquenta em aborrecimento
Tão triste o fim de noite do poeta
Sem sua amada, é obra incompleta
Vara os versos como ser errante
Para no perverso e triste instante
E nessa pausa se vê mal resolvido
Sente a agrúria do ser esquecido
O amanhã é sufocado pelo durante
E o escriba na solidão se vê vencido
Decimar Biagini
SONETO AOS OITO MESES
Fiz da melhora dos meus beijos versos e rimas
Tentei fazer do amor um soneto perfeito
Tratei de refazer minha vida sem doutrinas
Apenas acreditando num único argumento
Aquele que vence tudo, inclusive a inveja
O amor, sim, a maior poesia em sentimento
O dono da felicidade que não se planeja
Há oito meses fui descobrindo quem eu era
Mas ainda é preciso dar o último passo
O crer no amor é lindo, é um vôo livre em quimera
Quem tem amor não se vence pelo cansaço
O destino me deu inúmeras chances
E na última, quero da amada o perdão e o abraço
Decimar Biagini
terça-feira, 25 de agosto de 2009
OS OLHOS DA SERPENTE
Só tem mesmo a perder
Deixe o invejoso falar
Ele tem muito a aprender
Ser mesquinho e de pouca luz
Materialista, invejoso e futriqueiro
Depois que perde, carrega a cruz
De remoer derrota a toda maneira
A nossa vitória é tão simples
Estamos por cima em nosso próprio céu
Pode ser vista como sem requintes
Mas é no simples doce que se vê o puro mel
Eu afirmarei sempre
De cara limpa e coração aberto
Que só tenho você em mente
Ao contrário do dito "esperto"
Agora, quanto ao alcoviteiro,
Deixo que caiam algumas palavras
Que ele junte e faça o que quiser
Enquanto ele as refaz em mágoas
Nosso amor vai enfrentando o que vier
Decimar Biagini
domingo, 23 de agosto de 2009
Não sou eu a inspiração
Sinto ciúme dos versos
Parece até mera piração
Mas gostei dos manifestos
Nosso improviso do subconsciente
Segue de aviso ao poeta inocente
Mas somos tão calejados
Que até os versos ficam alejados
Quisera eu me aquecer agora
De todo frio da solidão que assola
O destino do mundo lá fora
Pouco me importa agora
Quero você, leitor amigo
Quero dormir feliz, contigo
Agradecido Biagini
RODOVIÁRIA DO PENSAR
Fui na rodoviária, esperar o Rio Grande
Buscar meus pais, sim, agora é minha vez
Antes eram eles a me esperar, no nono mês
Eu pensei em tantas coisas enquanto aguardava
No por que o tempo ligeiramente passava
Tudo que tenho hoje, são eles, minha essência
As folhas, o vento, estreitamente são nada
Mas o sangue que corre deles, são a permanência
Liguei as chaves, num relance, escutei suas falas
Pensava no por que de meu pai ser tão igual
Minha mãe indagando-me sobre coisas normalas
Meu pai a falar do tempo, e eu a pensar no final
Sim, sempre pensativo, na reles existência
Mas a cativar o que tenho pela verdade
No puro sangue de minha sublime descendência
E o pensar, é verbo, a se estender pela idade
Decimar Biagini
O VELHO POETA
- Uma caneta, urgente!!!
Dizia o poeta careta
Com sua voz estridente
De repente, num desenferrujar
Voltou a ter inspiração nova
Retornando a ter o gosto pelo versejar
Ressurgiu de sua velha cova
Infelizmente, já não existiam canetas
O Escriba, perdido em um cyber café
Tinha que enfrentar um bicho de teclas
-Tudo passou tão rápido, sabe como é!
Trêmulo, como um trator em ponto morto
Proferiu tal frase, em gélida caricatura
Tudo parou naquele momento, o público envolto
Alguns a rirem daquela mão dura
Foi quando o Poeta proferiu em verso solto
- De que valem essas malditas criações humanas,
se sequer um iniciante pode transpor seus versos
Foi então que o Poeta se ausentou por semanas
Os críticos jovens, foram extremamente perversos
Um belo dia o Velho Poeta voltou com uma caneta
Uma caneta diferente e um notebook de renome
A máquina aberta, eis que tracejou na tela sua letra
Todos a sua volta a perguntar seu nome
Perguntavam se havia pago caro, ele respondera que sim
Ele dissera em um tom de sarcasmo:
- Salve o dinheiro das minhas obras, salve o touch screen
E o poeta então criou sites, comunidades, canais...
E um belo dia, antes de morrer, decidiu dizer nunca mais
Deletou tudo, e ninguém mais lembrou do velho poeta
Um absurdo, mas os livros palpáveis, estão lá na biblioteca
Decimar Biagini
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
A BUSCA NO LAGO DA ALMA
Que joguei em uma vida passada
Na remoção da pedra ou da mágoa
A minha manga estava enxarcada
Tentei largar uma linha de fundo
Mas a pedra rasgou a minha rede
Lá embaixo era tudo tão imundo
E a superfície não matava a sede
O que fazer então naquela busca?
Qual o melhor método para remoção?
No poema que a sonoridade ofusca
Ouviu-se no tiploft uma só canção
A canção do exílio de quem cansa
Ao resgatar de si mesmo a explicação
Decimar Biagini
Inspirado no vídeo-poema da Audiverimus, "A Busca".
http://www.youtube.com/watch?v=Nr0bDW6jqcE
ACORDEI COM AS ESTRELAS
Não é sempre que se é agraciado com essa cena brilhante
Tudo o que desejei, extasiado ao vê-las, eu propus com alegria
O quão comovente é o ser tocado pela plena vida apaixonante
O seguir do dia é tão tranquilo no sorver de boas lembranças
As estrelas devem estar agora em outro lugar, não como antes
Mas sentir a energia naquilo que pude ver, ajuda-me nas andanças:
DE UMA VIDA MAIS ILUMINADA
Como que querendo completar a graça conquistada
Pedi as estrelas que viessem a me tocar no meio da tarde
Foi tão intenso o nosso energizar, o tempo virou em nada
Mas suficiente para perceber que não sou de Vênus, nem de Marte
Sou do mundo dos que valorizam a constelação amada
UM MUNDO DE POEMAS REAIS
CUJO RESTO, NÃO ME APRAZ
Decimar Biagini
terça-feira, 18 de agosto de 2009
SONETO AO TEMPO E O VENTO II
O vento veio novamente a correr
Não gosto dele, tenho meu motivo
Pois trás-me o medo de morrer
Resta-me a internet e alguns livros
A fim de no feriado local me entreter
A leitura boa me ceda com seus alívios
Na experiência da vida que quero sorver
Mas sabe que o vento continua
Nem mesmo os versos puderam pará-lo
E o tempo corre de forma crua
Só Deus, Luz desconhecida, pode alcançá-lo
E eu, a buscar no soneto da vida, a verdade nua
Vou correndo atrás do tempo, sem cavalo
Decimar Biagini
NOVA ORDEM DOS POETAS AMIGOS
Na vitória sobre mim mesmo
No trunfo da vida em atalhos
Percorrendo versos a esmo
Tento imaginar nosso crescer
Vocês em suas casas a me ler
E eu a lê-los, num só aprender
Só assim, conseguimos vencer
Os tempos são difíceis, caros poetas
Tudo parece mais interessante
As drogas, pelas crianças já descobertas
A banalização da cultura apelante
Não quero duvidar do que já existe
Quero apenas romper meus objetivos
Pode ser que eu nada na vida conquiste
Mas posso ter certeza que tive amigos
Poucos, mas de qualidade, mesmo que virtuais
Loucos, mas de verdade, em poemas majestrais
A substituir, com virtualidade, as penas dos ancestrais
Decimar Biagini
NOVA ORDEM DOS POETAS AMIGOS
Na vitória sobre mim mesmo
No trunfo da vida em atalhos
Percorrendo versos a esmo
Tento imaginar nosso crescer
Vocês em suas casas a me ler
E eu a lê-los, num só aprender
Só assim, conseguimos vencer
Os tempos são difíceis caros poetas
Tudo parece mais interessante
As drogas pelas crianças já descobertas
A banalização da cultura apelante
Não quero duvidar do que já existe
Quero apenas romper meus objetivos
Pode ser que eu nada na vida conquiste
Mas posso ter certeza que tive amigos
Poucos, mas de qualidade, mesmo que virtuais
Loucos, mas de verdade, em poemas majestrais
A substituir, com virtualidade, as penas dos ancestrais
Decimar Biagini
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Não seria o cão
Também o vento
Uiva na imensidão
No triste momento
No cimo dos altos
Sem nenhum conhecimento
Arrombando túmulos
Com voz em estremecimento
Não me parecia pequena ventura
Diante dos refúgios da alma
Ver o cão e o vento em plena loucura
A tirarem com uivos minha calma
Medito profundamente
Quais seriam as suas feridas
O vento, por ser termitente
E o cão pelas vidas antigas
Decimar Biagini
CHORO POÉTICO
Sucumbi no medo
Hoje eu gritei
Pois temi tão cedo
Hoje eu não sei
Apenas me atrevo
A falar do que não sei
Mas só sei que temo
Hoje eu chorei
Não previ o desastre
Com medo fiquei
De morrer por amar-te
Hoje me assustei
No espinho o alicate
Hoje me machuquei
Na notícia que abate
Não pergunte por que chorei
Venha cá e apenas me abrace
Agora que a ti me juntei
Oremos, para curar nosso corte
Decimar Biagini
domingo, 16 de agosto de 2009
IRÔNICA SOLIDÃO
Ora em função de meu estilo sonhador e poético
Ora em função de não me encaixar com o mundano
Sinto-me vagando entre o moderno e o socrático
Muito me encontro sozinho, não gosto nada da solidão
Quando me perdi pelo caminho, o amor me estendeu a mão
Sem escadas nas portas, entro pela janela, feito ladrão
Em linhas tortas, roubo da vida o prazer por poema e declamação
Amo a paz como meio de novas guerras, mas a paz me amedronta
As vezes fico lutando com internas feras, minha alma fica tonta
Meio que querendo fugir para novas quimeras, sem calma e solta
Buscava na vida paz, guerra, conhecimento
Encontrei o amor da minha vida sem escolher
Em razão disso estou sozinho no momento
E é nesse instante que tenho medo de morrer...
Decimar Biagini
SAUDADE DESAJEITADA
Em você e na sua ausência
Tão difícil não introspectar
É preciso muita sapiência
Fico então, olhando o nada
Arrumando ocupação senil
A saudade é tão desajeitada
Esbarra e finge que ninguem viu
Mas eu a vi, tal desalmada
E o pior é que minha alma sumiu
Foi procurar a minha amada
Decimar Biagini
DOMINGO - DIA DE DESCOBRIR NOSSO VAZIO
Ao menos no domingo
FORMADO EM GOLPE CIRÚRGICO
No ano passado perdi o apêndice
Não sei para que serve isso
Mas o médico me disse
Que gastaria um dinheiro nisso
Uma semana após
Eu perdi o dito cujo
E ele pagou sua pós
Na segunda cirurgia
Por complicação pós cirurgica
O médico me estorquia
Com sua luva toda suja
Perdi 20 kg na verdade
E o médico nem aparecia
Estava na universidade
Aprendendo a teoria
Fugi então do Hospital
E passei de novo mal
Meu dinheiro se exauria
Fui para o SUS no final
E o médico lá, com dois erros
Mas com um novo diploma
Pós em finanças hospitalares
E eu lá, mais uma vez em coma
Sem convênio e sem "dinares"
Decimar Biagini
sábado, 15 de agosto de 2009
O RESGATE DA PÁGINA RASGADA
E espalhou-se aos 4 cantos
Mas no seguir da sua estrada
Terá amigos em cúmplices prantos
Estamos aqui a refazer sua obra
Percorrendo os rascunhos da sua alma
Afim de achar outra manobra
Num trevo da vida que trará calma
No bom retorno ao poema perdido
Ou ao soneto que ficou esquecido
Por certo não será página virada
Nem tampouco ou quase nada
O que buscamos no teu livro
É o consolo da obra acomunada
Decimar Biagini
SOBRE DIAMANTES BRUTOS
Acho que lapidar é questão de prazer,
Se é feliz com lavra, vá então lavrar,
Se vai então criticar, pense no que dizer,
Se prefere versejar, não há no que pensar,
Conte com o instinto, e escreva para valer...
O negócio é ter estilo, sem ter que argumentar
Pois o que é um poeta, sem ser livre ao escrever?
Decimar Biagini
PINCELANDO UM POEMA
Olá meu caro poeta principiante
O caminho é árduo! É mesmo?
Mentira, eu lhe diria que é viciante
Escolha uma música antes de escrever
De preferência uma sem nada a dizer
Pois a música ambiental é o estompim
Ela tem a força da flecha de um querubim
Escutava só uma, em poemas primários
Se bem lembro, foi na primeira semana
Era a reflexiva "Ordem dos Templários"
Da explêndida banda Legião Urbana
Comecei como um pseudo poeta amador
Sinceramente, não mudei meu estilo
Nem mesmo diria que sou um professor
Minha voz irritava mais que o som do grilo
Então comecei a declamar o que escrevia
Para ver se lapidava as arestas da sonoridade
E então que o verso soltamente se expandia
Nas cordas vocais, fui imprimindo minha verdade
Decidi então editar no movie maker
Dividi o tempo, pois o trabalho me atrapalha
Então um por um, fui upando até crescer
Hoje tenho mais de 140 declamações, em batalha
Pois é uma luta constante o vício de poetar
Tem vezes que esqueço até de quem sou
Ou olho e vejo no que me tornei ao acordar
Mas há meses vejo que muito de mim melhorou
Quem diria que escrevendo poderia a vida relatar?
Mas então meu caro amigo leitor e aprendiz de poeta
Abra o coração, no faro do fervor ao que diz a descoberta
Ela diz: - Vai poeta mirim,
percorra os caminhos intocáveis
Aprenda por você, não por mim,
relate o simples na ótica dos memoráveis
E faça isso, sem sentir prazer no fim,
mas no feedback dos leitores adoráveis
Decimar Biagini
PENSO
Penso no espaço
No meu regaço
Na minha dor
Penso no sofrer
Penso no braço
Penso no cansaço
Penso no viver
Penso na graça
Penso no recreio
Penso na praça
Penso no devaneio
Penso na estrada
Penso no incauto
Penso na caminhada
Penso no asfalto
Penso no mergulho
Penso no afogamento
Penso no barulho
Penso no momento
Penso no orgulho
Penso no resgate
Penso na alma
Penso no desgaste
Penso na calma
Penso no bar
Penso na fila
Penso no mar
Penso na ilha
Penso nas raízes
Penso nos dispersos
Penso nos versos
Penso nos países
Penso nos perversos
Penso nos felizes
Penso na flor
Penso na inspiração
Penso no anjo
Penso no amor
Penso sem arranjo
Penso com o coração
Decimar Biagini
O Grande Sacharuk, o Mestre dos Mestres
Me deu incunbência na altura do ciprestre
Culpa da minha mania de escrever
Delegou-me o poder de o Editorial fazer
Mas o que é um editorial, que missão é essa?
Assustado, primeiramente busquei no Google (coloco em maiúsculo pois é Santo)
Descobri que é com teses que se começa
Mas que tese utilizaria, alguma coisa rude?
Então pensei, poderíamos falar da arte virtual
Talvez da arte na acepção ampla da palavra
Poderíamos falar do Repentista ou do Trovador Bagual
Ou então da inclusão digital do Poeta sem capa (aquele que não tem livros publicados)
Pois bem, pensei na tese da teoria da conspiração
Mas por que diabos alguém conspiraria contra nós?
Simples poetas loucos que não tem segurança na publicação!!!
Foi então que surgiu uma luz, e peço ao orkut, "Rogai por nós"
Falar sobre o tema escrever nas nuvens
Como proteger nossos dados?
Quais as ferramentas que estão disponíveis?
Bom, quanto aos tópicos postados
Estes não tem solução, são excluíveis
Cai o perfil, cai tudo por terra
A idéia do blog, me parece mais útil
É lá que o poeta berra
Grita para o mundo, sem ser volúvel
Basta clicar no blog, em configurações
E haverá um item chamado download do blog
É claro que perde as formatações
Mas o formato xml ajuda a manter um backup
Que ajudará para outras migrações
Como a de exportar para um outro blog
Mas aí vem outro problema
Como criar segurança nas comunidades
Sem perder a iteratividade serena?
Infelizmente, não tenho novidades
Deixo então em aberto
Para que alguém ajude
Se tiver descoberto
De a razão que alude
Mostre quais as ferramentas tecnológicas
Que você descobriu e que podem contribuir
Para nossa segurança, não valem coisas lógicas
Pois não existe muita lógica na atividade poética
É uma Arte... Um Dom .... Um exercício prazeroso...
Quando não sentir mais adrenalina no escrever
Aconselho que pendure o velho teclado no pescoço
E saia em busca da internação, antes de padecer
Mas e o editorial?
Por que não fiz afinal?
Qual seria a melhor argumentação em cima da tese?
Acho que o melhor argumento, é não ter argumento...
Assim não pesa qualquer responsabilidade, e caso pese...
Decimar Biagini
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Este espaço, eu destinarei, aos colegas que leram
Com entusiasmo, algum soneto pelos livros da vida,
Eu acho, que assim verei, outras regras que já teceram
Estilos, livres, métricas, regionais, ou em forma dividida
Não tenho a pretensão de me dizer um sonetista
Mas acho que o que já escrevi, já pendeu para isso
Faço sonetos livres, da alma, do improviso otimista
O que faço, é sobre o que vivi, ou o que cresceu no vício
Vício de quem se sente a vontade num terceto
Enfileirando alguns relatos ou até mesmo sonhos
Versos, por hora alegres, ou em estilos tristonhos
O que não vale é ficar quieto, ler e só ver defeito
O desbravar é algo repleto, de rascunhos da alma
Busca que só se findaria no final de um soneto
Decimar Biagini
Então Segue um Soneto que Releio direto:
DUALISMO
Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, em maldiçoes e preces,
Como se, a arder, no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.
Pobre, no bem como no mal, padeces;
E, rolando num vórtice vesano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.
Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas das virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes;
E, no perétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora.
Olavo Bilac
FERRAMENTAS LITERÁRIAS
Com a enxada apontada para o peito
A escavar o que não tem mais jeito
Em reverberações e rimas a esmo
Rolando as pedras no vórtice da alma
Varrendo os ciscos de minha pele
Remoendo o ódio, na busca da calma
Suando em riscos que a pele repele
No microcosmo da gripe Poética
Pensando em turbilhões de armadilhas
Cavando, a minha ousadia patética
Na fuga da confiança sem entusiasmo
Nos canais de distribuição de informação
Na conclusão da febre profética
Decimar Biagini
O PLÁGIO DO FEIJÃO CARIOCA
Pelo que vi o que poeta se dizia, era Barrabás
O feijão que dizia ser carioca, era do banhado
A criatividade que ele provoca, era um apanhado
A obra que ele pariu, era criança morta
Longe da auto-firmação, nada lhe importa
Quem lhe fornecer outra vez um escuro canto
Será o demônio da mentira, que o torturará em pranto
O seio da inspiração pelo qual ele mamava
Era podre, divagação desleal, de quem nos invejava
E nós, pobres poetas mortais da Internet
Que por culpa da TV sem SKY ou sem net
Nada mais tecemos, que o lamento ao bandido
E assim nos vemos, mais uma vez esquecidos
No grito do desabafo, numa comunidade do escondido
Decimar Biagini
SONETO LIVRE SEM TRÓPICOS
Não impediu-me de ler o grande mago
Pode ser que ele me leia até a alvorada
A fim de beber na nova fonte que trago
É uma àgua, onde os gigantes se banham
Monstros, mamutes, magos e dinossauros
Encontros de abutres, afagos de centauros
Um lugar onde todos os sonetistas ganham
Lá não existe duelo, nem trópico, nem fronteira
O elogio não é singelo, ´é sem colóquio, sem maneira
Não é tão belo, nem utópico, é de cósmica poeira
É o big bem, dos Deuses do soneto Livre
Onde os pensamentos são ultrasônicos
Onde o melhor soneto é o que não tive
Decimar Biagini
OURO E COBRE (AMOR E ÓDIO)
O mais pobredos sentimentos
O amor cobre os bons momentos
O ódio é cobre em ruins filamentos
A energia se disssipa
Na matéria envolvida
O coração se agita
Na entrega à outra vida
E os que amam são protegidos
Do ódio que se manifesta
Pois em ouro foram revestidos
Imunes ao que não presta
E os que odeiam são contorcidos
Maliáveis pelo próprio ódio
E logo são esquecidos
Como vilões de um episódio
Decimar Biagini
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
ADORÁVEL ROTINA
A mesma voz a me acordar
Lembro do hoje como se ontem
A mesma mão a me desejar
E o resto deixo que os versos contem
O mesmo bolo a se devorar
O mesmo chocolate quente
O mesmo casal a se olhar
A mesma paz, tão comovente
Então que a manhã se inicia
Ao casal que sonha com a rotina
Que se cumpra então a profecia
E que o amor seja sua sina
Mas a lua, se manifesta
Outra vez, tão diferente
E o poeta a vê pela fresta
Sozinho, novamente
Mas amanhã, se fizer sol
Estaremos frente a frente
A cantar como o roxinol
Na doce rotina da gente
Decimar Biagini
JUSTIÇA TRABALHISTA
O pobre homem do campo
Tremendom nas mãos da Excelência
Em calvário sacro-santo
Após longa espera pela audiência
O olhar a fugir de canto
No sorver da mágoa com o patrão
A justiça, seu único manto
A cobrir a penúria da exploração
Os Advogados a se degladiar
Em disputa de egos e autofirmação
O Juiz, de olhar corrido ao folear
A manter a ordem na discussão
Mensuram-se riscos em perícias
Do acidentário ao insalubre
Se eram bichos de pelúcia
Ou se a vaca tinha ubre
O homem, sem entender nada
Sem poder abrir a boca
A audiência se faz encerrada
O trabalhador assina com dificuldade
Para ele, a ata é coisa solta
Não importa sua realidade
Depois vem a prova contestada
E a sentença então será dada
As rugas e sua vasta idade
A mão tão calejada
Isso não valerá nada
Que venha o papel
A trazer sua vida sentenciada
Que o Homem lá do céu
Já tem opinião formada
Decimar Biagini
COISAS DO AMOR
Eu ando a perseguir-te
Nos sonhos e na vida
Não escolhi amar-te
Nem vi outra saída
Simplesmente aconteceu
De repente o céu se abriu
Meu coração agora é teu
Na estrada que escolhi
Tu serás minha mulher
Tu és tudo que pedi
Agora venha o que vier
Que tu tenhas um bom dia
Minha doce querida
Estaremos em sintonia
Pelo elo de nossas vidas
Decimar Biagini
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
SAUDADE AVASSALADORA
Que maldita vontade
De sentir teu aroma
Estou febril em coma
Minha alma virou escrava
Nosso encontro sempre breve
A pouco eu te deslumbrava
Agora o vazio me persegue
Enquanto o tempo voava
Agora é pura neve
E nesse frio, de ti lembrava
Bom final de semana
Tanto quanto a semana sublime
Do teu poeta que te ama
Decimar Biagini
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
UM LIVRO ROMÂNTICO

Acho que no livro da minha vida
Lá onde o romance se esconde
A personagem era bem conhecida
Era uma morena linda e angelical
Cada dia que a via era sem igual
Ela me surpreendia com seu amor
Amávamos-nos sempre com fervor
Vivíamos em glória, em pleno bem querer
Ao aceitarmos o que a paixão nos trazia
Nossas almas conseguiam se entender
Viviamos com grande prazer e alegria
Quando juntos, era pleno fortalecer
Sonhávamos um com o outro
Mesmo quando na mesma cama
Quando separados, em pensamento solto
A saudade guardava nosso assunto
Para que transmitíssemos no novo encontro
Agora, ao relatar esse livro, de repente
Percebi que lembro da melhor página
Era a que dizia: “felizes para sempre”
Decimar Biagini
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
LITURGIA DO AMOR
domingo, 2 de agosto de 2009
SONETO AO SONETISTA ANDRÉ
PRIMEIRA GRANDEZA
Morreram e germinaram teus elogios
Enraizando a alma do poeta amador
Das lágrimas emocionadas e calafrios
Farei de ti meu amigo e grande leitor
Pois só é válido o elogio daqueles meus
Considero-te por saber o que é o trabalho
Do poeta que busca a perfeição aos seus
E por hora pensa em fugir da vida em atalho
O tufão de inspiração que hoje se faz presente
Sobre minha alma como sobre um trono
É o exame lançado do elogio comovente
Que nossa amizade não seja folha de outono
Que possamos escrever sem a pontuação aparente
Pois quem define o soneto é o leitor e seu dono
Decimar Biagini
SONETO À REGRESSÃO
Hoje vim lançar versos a te indagar
Arrojo-os como uma sonda a tua alma
A pedra que há no fundo a rima vai tirar
Então não tenha medo, não perca a calma
Quero que durma e acorde no teu passado
Encare então a luz que te cegou ao nascer
Pense na primeira dor do pulmão dilatado
E dos tapinhas que conseguiste esquecer
Agora debruçado sobre o seio materno
Diga-me quem mais mereceria teu carinho
Quem te embalava e agasalhava no inverno
Um poço profundo é um ser que se diz sozinho
Então quero que acolhas meu verso fraterno
A fim de enfrentar a vida relembrando teu caminho
Decimar Biagini
ELA NO SONETO
Vão-se os meses amando aquela
Que conquistou o coração do poeta
Marcas do tempo que o poema revela
No correr os olhos pela obra aberta
Minha musa é suprema, serena e bela
A barra de rolagem no blog diminui
O verso não se repete ao falar dela
Pois infinitas formas a rima possui
Vejo sua imagem no correr da tela
Penso no seu amor e a frase se conclui
A sonoridade é murmúrio em aquarela
Ingresso no terceto e o amor ainda flui
Tudo se finda e ainda penso nela
Abro meu coração e o soneto o distribui
Decimar Biagini
sábado, 1 de agosto de 2009
ARTE DE SENTIR
R isquei um verso
T e amei sem eira
E m meio ao universo
D e todo sentir
E is a paixão
S imples a sorrir
E m meio à multidão
N ão quis mentir
T raduzi a emoção
I nventei de ir
R efazer meu coração
DOMINGO DE ANTIGAMENTE
Mendigo, esfarrapado
Chateando e oprimindo
O menos atarefado
Numa vida anterior
Eu encilhava o pingo
Para ver o meu amor
Eu o passava sorrindo
No tilitar das esporas
Chegava na venda
Cuidava as horas
Para visitar a chinoca
Mamãe a perguntar pela nora
E a sogra a fazer pipoca
Decimar Biagini
PERFUME POÉTICO
NAS TRILHAS DO IMPROVISO
MUSA DO POETA
Ano passado, pensava mais na dor e na tristeza
Cheguei a pensar que pensava um pouco
Ontem, pensei que antes não pensava nada
Hoje, penso que te amo como um louco
Tentei manter o teu amor em segredo
Mas na escrita te apontava com o dedo
Sendo musa permitistes que te revelasse
Estás em tudo, por onde quer que o leitor passe
Corro pelos versos no improviso
E mesmo assim me acompanhas
Sei que não há nada de errado nisso
Pois o amor é lindo por coisas estranhas
Só sei que todo nosso amor registrado fica
Sinto o teu cheiro nos poemas que tracejo
Já ouço tua voz na batida de cada tecla
E o encerrar do verso é o cessar do teu beijo
Cintilante quero mais, na alma do poeta
Decimar Biagini
ENSINANDO A VERSEJAR
Liberte-se você também, com esperança
Assim esse acadêmico ficará tranquilo
Que ao libertar-se, a sorte se lança
Mas não esqueça, que rimar é estilo
O poeta morre e a carne padece
A obra fica no azul do firmamento
É então que uma estrela aparece
E seu leitor vira alma em movimento
Quem ama inventa qualquer coisa
Para um poeta esse ofício é duro
O ser criativo rabisca em toda loisa
Mas só poeta bom, descreve o amor puro
Sou concentrador, vejo uma só musa
Meu verso solto, as vezes até abusa
Se um dia ela se for, fico órfão de amor
Mas tropeçando no verso, me refarei na dor
Pouco me pesa, se mofeis sorrindo
Sou arrogante, e de poucos amigos
Ame ou odeie, pode ir decidindo
Farei da sua leitura, um dos meus motivos
Decimar Biagini