DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

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sábado, 31 de janeiro de 2009

Degustar

Nessa madrugada silente
Observa-se um amor em luto
Nasce uma nova semente
Após o apodrecer daquel fruto


A noite requebra as ancas
São brancas bandeiras santas
Quando o recomeçar rompe as trancas
De meu porto então deparo
Com o jamais visto
Nascia um fruto previsto
Do amor que então preparo
Algo bem mais robusto
Obesas flores de susto
Eis que então me deparo
Com um atraente arbusto
Chegando até ele me amarro
No doce beijo que degusto

Despindo o Amor

http://www.youtube.com/watch?v=Zrp_K8Zeddw

Despindo o Amor


Permitimos que as emoções transparecessem
E não desestimulamos o novo amor
Deixamos que nossos corpos estremecessem 
Utilizamos a dúvida a nosso favor
Da cama fizemos nosso barco
Cultuamos o salgado do mar em nossos corpos
Nosso instinto selvagem serviu de marco
Depois disso fizemos nossos votos
Novo rumo se anuncia
O que passou passou
Por onde nosso barco rumou
É coisa sem serventia
O que importa é o que se profetizou
E nossa profecia deu para se perceber
Hoje quando falo, não sei se sou eu ou sou você
Sob à tarde das vestes
A aurora nudez
Ingrato o que fizeste
Perder-te de vez
Quem bebe copos de aurora
Nos claros seios de tua rosa
Jardineiro foi se embora
Por não cuidar de ti minha mimosa
Em torno de tua Rosa eu vejo
És hoje alma mais viçosa
Em razão do aprimorar de nosso beijo
Culpada pela química gostosa

Decimar Biagini

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O AMOR SE APROXIMA

Ah amor! Como é terrível! Como é perigoso!
O que podemos fazer tendo amor?
Podemos dominá-lo quando é teimoso?
Que pecados temos se detectamos sua cor?

E na cor encontramos a química
Que estava traçada em caminhos cruzados
Se nos calássemos o amor faria mímica
Tudo para tornar-nos enamorados

Observei o amor nas mãos das pessoas por muito tempo
Por alguns motivos eu mesmo já lancei mão dele
Como quem se descuida deixando folhas cair ao vento
Agora que o recebo, vejo que alguém não tomou conta dele

Nova porta se abriu, o que fazer com esta possibilidade
Quem a viu, vai agir com mais calma, mais simplicidade
Quem mentiu, vai sofrer à duras penas com a verdade

Esquecerei as defesas fundidas pela razão
Mostrei o meu reino, e este tem proximidade com a realidade
Agora entrego-te a chave do meu coração

Decimar Biagini 
 

Barcos ao Mar


O nosso esforço não será em vão

Pois tudo o que se deseja

É para se realizar, eis a razão

Então que assim seja

 

Pois bem, saiba que naquela solidão

Barcos de papel jogaram-se ao mar

Nosso destino já não é solitário

Pois nossos barcos puderam se encontrar

 

E depois disso, quais serão os sintomas

Tudo bem que tentaremos desvendar

Entre subtrações, chegou a hora das somas

 

Nesse novo amor algo vai nos acrescentar

Pois o amor é progressivo e indivisível

Então deixe que o resto ele irá realizar

 

Decimar Biagini

 

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Relatos

Eu havia esquecido que o encanto está na procura às respostas, pq qdo as respostas são encontradas, as travas são quebradas e um novo caminho vai surgindo. Cercada de mistérios a história parece que sempre terá um final triste. Entre a utopia e a magia, despindo-me de meus medos, revelados alguns segredos, vejo um sonho lindo escorrendo entre meu dedos.

Quando sentados frente a frente, assumindo minha parcela humana, entre a emoção e a razão, a impulsividade e a prudência, revelo parte de minha imperfeição, fraqueza minha essa que derruba-me do pedestal, meu erro fatal, agir com o coração irônica magia, quem diria, me colocaria mais uma vez, entre o racional e o emocional.

Imagem por fim desfeita, restando um vazio, posso ver meu lado negro, meu lado sombrio. Sinto um gosto amargo, deve ser o gosto do meu próprio veneno, frente a frente comigo (contigo), posso me conhecer (reconhecer), vendo em teus erros (meus erros) compreendo enfim porque eu (você) os cometemos.

Brincadeira excitante, química alucinante... Nos minutos restantes sempre acabo me rendendo, caindo entre meus delírios, finjo não sentir, sem sentir, sentindo, nessa guerra, luto desarmada, com a alma carregada dos mais puros desejos.

 

Fernanda Silva

 

Que o teu dia seja mais feliz  que o meu

Desejos, Eternizações e Promessas



Desejo um beijo incandescente
Do tipo que se dá ao acordar
Abrirei os olhos e o que terei em frente
Alguém que só queira me amar
Juro pela água que corre na torrente
Que não jurarei por jurar
Aquilo que acredito tem que ser como se para sempre
Ou então jamais deverá começar
Nestes versos que faço de improviso
Enquanto encontro um pseudo-sucesso
Que isto seja de aviso
Apenas é o amor que te peço
Obrigado por me deixar legal
Neste dia tão nublado
Você é uma aurora boreal
Que me deixa eternamente iluminado
Mas mesmo que todo amor chegue ao final
Quero me sentir no meio do caminho eternizado

Decimar Biagini

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

SONETO LIVRE AO EXPELIR





Você não foi permitida aqui
Mas furou o bloqueio
Agora já não consegue me ferir
Mas, machucou bem feio

Pois então, é ora de lhe expelir
Afaste-se do meu meio
Deixe-me voltar a sorrir
Deixar o pulmão bem cheio

Vamos lá, hora de sair
A mágoa sairá bem ligeiro
Basta que haja o permitir

Encontrei agora outro cheiro
É do amor, que começo a sentir
Um amor que me vê por inteiro

Decimar Biagini, em 28 de janeiro de 2009

SONETO LIVRE AO POETA SOLITÁRIO


Soneto Livre ao Poeta Solitário

 

Na casa nova há silêncio, uma quietude larga

Aspecto sepulcral como os ventos d”outono

Na cama sozinho, uma amplidão se alarga

Pobre de mim, um cachorro, em abandono

 

Ao criar-te, projeção, um suspiro me embarga

Sinto-me que enfim, poderia ser seu dono

Nessa tristeza maleva, que aflige e amarga

O pensamento me leva, vou perdendo o sono

 

Nessa madrugada, quando a calmaria atordoa

De coisas imateriais meu coração se povoa

No peito do poeta, monarca sem trono

 

Em que a ausência da rainha lhe deixa a toa

E na cama em que degusto o amargo

Bate um vento ruim, deixando-me vago

 

Decimar Biagini


http://www.youtube.com/watch?v=B3mMFqxRnwA (ASSISTIR O VìDEO)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Soneto Livre à Loira Noturna

Soneto Livre À Loira Noturna

Em teus olhos rondam mil pecados
Fazem homens silenciarem nas baladas
Alguns saem vitoriosos, outros machucados
Entre malícias e fantasias estampadas

Lembrando cordionas, gemendo em desafios
Aprecio-te de longe, tentando ler teus lábios
Enquanto o descer da cerveja trás calafrios
Me perco em pensamentos e devarios

Traduzo tuas palavras em um lindo tango
Vejo que a lua de mim se aproxima
Provocando enchentes que vão me afogando

Num êxtase de desejos selvagens
Loira linda, teu sorriso me alucina
Imaginar teu beijo é vivenciar miragens

Decimar Biagini

SONETOS COMUNITÁRIOS - SILÊNCIO, HOMENS SONETANDO!!!


Wasil Sacharuk:
Vamos dividir um soneto? ok... pode começar...
Abraço enorme de quebrar costela delete 12:30 (3½ hours ago) Decimar:
Diga o tema e me atraverei.

Será um prazer... delete 12:49 (3½ hours ago) Decimar:
Soneto Livre ao Amor Real

Há muito mais de mil anos
Num lindo castelo medieval
Uma princesa fazia planos
Queria viver um amor sem igual

Acontece que se apaixonara pelo lacaio
E era prometida ao procurador real
Um belo dia, a princesa sofreu desmaio
Pois estava grávida do bobo anormal

(Agora é com vc o final) delete 15:57 (22 minutes ago) Wasil Sacharuk:
Muda o quanto precisar... adorei isso

Soneto Livre ao Amor Real

Há muito mais de mil anos
Num lindo castelo medieval
Uma princesa fazia planos
Queria viver um amor sem igual

Acontece que se apaixonara pelo lacaio
E era prometida ao procurador real
Um belo dia, a princesa sofreu desmaio
Pois estava grávida do bobo anormal

Sua vida no reino virou um inferno
A criança deveria nascer no inverno
Entretanto nasceu no triste outono

Foi mais uma armadilha do coração
Encontrou grande amor na resignação
E seu filho descansa no eterno sono. delete 16:20 (0 minutes ago) Decimar:
Sacha,

O negócio é o seguinte, agora o desafio é maior ainda, vamos editar para youtube... Sei que és fantástico, consegue fazer um instrumental medieval para colocar de fundo e algumas imagens surreais? Se precisar eu declamo... Abraço
Soneto Livre ao Amor Real

Há muito mais de mil anos
Num lindo castelo medieval
Uma princesa fazia planos
Queria viver um amor sem igual

Acontece que se apaixonara pelo lacaio
E era prometida ao procurador real
Um belo dia, a princesa sofreu desmaio
Pois estava grávida do bobo anormal

Sua vida no reino virou um inferno
A criança deveria nascer no inverno
Entretanto nasceu no triste outono

Foi mais uma armadilha do coração
Encontrou grande amor na resignação
E seu filho descansa no eterno sono.

Soneto feito em parceria entre Wasil Sacharuk e Decimar Biagini, em 27 de janeiro de 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ADEUS LIZANDRA


Um fato que surpreendeu amigos e parentes
Professores, funcionários e alunos
Que a viram partir tão repentinamente
Lizandra toma agora novos rumos
Ficando em nossa memória para sempre

A vida é mesmo surpreendente
Uma hora vem e leva um dos seus
Mas não podia ser diferente
Pois tudo mais, é com Deus


Decimar Biagini

O MENDIGO E SEUS PERTENCES





Homem que canta triste
No seu viver sem momento
Seu único amigo que existe
É seu cachorro pulguento
Lá se vão os dois amigos
Sem ter ao menos abrigo
Tomando sereno ao relento
Conversando com o vento

Sem saber para onde vai
Sem compromisso nenhum
Carrega um relógio sem ponteiro
Tudo que herdou de seu pai
Guarda consigo como relicário
Pois ganhou em seu aniversário
Na época que tinha dinheiro
Resta-lhe o amigo e o relógio
Para consolarem o seu calvário
Entre herança e desgosto
Arrinconadas na memória
Leva a mão ao rosto
Lembrando de dias de glória
E seu amigo sempre fiel
Única testemunha de sua história
Vai chegando de mansinho
Cusco chamado de Gabriel
Vai se encostando com carinho
Como seu tocaio
Anjo lá do céu
E ambos choram sem ensaio
Compartilhando tristezas ao léu

Decimar Biagini, em 26 de janeiro de 2009


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Vôo à distância

http://www.youtube.com/watch?v=-MKLTdDp8SE Vôo à distância Que esse poema possa encurtar a distância Que sussurrado seja quando você adormecer Enquanto isso vou escrevendo sem ânsia Como você diz, é paciente, sabe quando acontecer Um mundo de ilusões, digam o que quiser Não fossem nossas visões, viria o que vier E estaríamos cegos e sem contato Na verdade são projeções, nada é exato E é aí que nos divertimos para valer Nessa tela de sensações, lado a lado Decimar Biagini

VIRTUALIDADE

video
VIRTUALIDADE

Não sou nada sem o carinho de meus amigos, 
sejam eles no mínimo virtuais.
A internet é cheia de perigos,
mas não quero deixá-la jamais.

Nos poemas trago minha libertação
De uma mídia que banaliza
e tolhe a imaginação
Que teu voar seja puro de coração

Que tuas mensagens continuem sinceras
De hipocrisia já chegam as dos políticos,
em tempos de crise quase apocalípticos

Que o futuro que se limitará a poucas eras
Seja um futuro de muita união, sem mitos
Que possamos lutar com palavras, sem guerras

Decimar Biagini, em 21 de janeiro de 2009

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

COMO? x QUANDO?



Como? x Quando?

Como será o seu rosto?
Seu olhar, irá brilhar?
O beijo terá que gosto?
Como será, nosso encontrar?

Já não me preocupo com o quando
Apenas com o como será
Pois os dias vão passando
E tudo seu tempo terá

Só quero que minha boca não seque
Que minha mão não caleje
Pois quem espera não esquece

Como não? Quem sonha merece
Quem quer o amor o reconhece
E então, é aí que acontece

Decimar Biagini



http://www.youtube.com/watch?v=nH2oG9KKgKw


Soneto Livre à Saudade

No domingo triste quando o silêncio vem
Vendo os passarinhos trocarem afagos
Lamento ansioso pela visita de alguém
Aguardo atento na imensidão dos pagos

Quanto à projeção amada, que ficou além
Investi muito, plantando flores no jardim da esperança
Mas as flores, desconsoladas, murcharam também
O que fazer, se meu coração agora se cansa?

Choro sozinho, pois falta o carinho
Não é tristeza, mas boas lembranças
Algumas flores murcharam pelo caminho

As flores novas, cultivo-as no cantinho
Emurchecidas vão, bem de vagarinho
Juntam-se comigo nessa tarde, na saudade!

Decimar Biagini, num domingo de saudade

domingo, 18 de janeiro de 2009

RETORNO A CRUZ ALTA




RETORNO A CRUZ ALTA

VOLTEI A TERRA ONDE NASCI
FIZ DA PANELINHA MEU PEDESTAL
LÁ NAS CAPITAIS EU ME PERDI
AQUI ME REENCONTREI SEM IGUAL

ISSO POR MAIS QUE SE ANDE
MAIS DO QUE O VERSO SE EXPANDE
NA COMUNA DESSA TERRA
TODA ALMA SOLTA SE ENCERRA

BENDITA ÁGUA DA FONTE
QUE ME TROUXE DE VOLTA
DAQUELES MONTES
SEM TRAZER REVOLTA
APENAS AMOR PELO RIO GRANDE
COMO ETERNO VIAJANTE
NAS LETRAS QUE ME FAZEM UM GIGANTE
GRAÇAS A CRUZ ALTA QUERIDA
VOU LEVANDO A MINHA VIDA
NA IMENSIDÃO DE CADA INSTANTE

DECIMAR BIAGINI

Onde estará meu Universo?



Eu te falo
Da tua falta em meu sonho
debruçado sobre a base do verso
na rima humilde, confesso
que é para ti que componho
mulher que um dia, será meu Universo

Eu te falo
assim, calmamente
nestes versos que ainda tenho a darte
neles, vivo o para sempre
Embora saiba que é difícil encontrar-te
E o presente
Encarcerado sutilmente em minha arte

Enterro o passado, pois ele só mente
Busco nova brisa, leve e acariciante
E em ti farei meu universo pleno e altisonante

Juro pelas avezinhas que cantam nas estradas
Que ei de encontrar-te
Mesmo que no perfume das flores machucadas
Pois as as flores que se abrem não serão observadas
Caso um dia eu puder tocar-te

Óh, amor intangível
Embora hoje busque-te no infinito
Serás possível?
Sem que haja algo mais bonito
Me farás invencível?
Frente a tudo que contra ti for dito
Espero que sim
Pois se não,
Será meu fim
Então,
Que venhas logo
Senão,
Me jogo,
No que restou de mim

Decimar Biagini

http://www.youtube.com/watch?v=p_PaNLxXAaI

sábado, 17 de janeiro de 2009

Soneto Livre à Solidão

Soneto Livre à Solidão

Num eterno buscar sem glória
Arrastando uma vida simplória
Nestes versos que aqui espalho
Uma lista de rimas na memória

Encontro prazer sem trabalho
Relatando sentimentos e histórias
Buscando um caminho sem atalho
Expulsando um silêncio enorme

Enquanto a felicidade aqui dorme
Parece mesmo que a terra emudeceu
Que o compreender não é uniforme

Nesta solidão que agora me acometeu
Parece que todo mundo ficou mudo
Dizei-me Senhor! A causa disso tudo?

Decimar Biagini

http://www.youtube.com/watch?v=L228L1n10E8

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

SONETO LIVRE AO CARNAVAL LIVRE




Festa popular, cíclica e agrária
Criada no Nilo em 4.000 A.C
Muito antes das queixas e profecias do Bispo
Seu objetivo é festejo, e não batalha

Tudo bem que a Igreja adaptou seu nome
Disse adeus carne, virou carne vale
Veio a quaresma, o jejum e a fome
Então, nesse tempo o povo que se cale

A dúvida sobre a data cai nas mãos do Prefeito de Cruz Alta
Cede a pressão cristã, numa cidade que carrega uma cruz na nomeação?
Ou atende as escolas, mantendo o planejamento para comemoração?

Invade o território sagrado da quaresma de forma incauta?
Ou larga o povo pelado no sambódromo, provocando outra discussão?
Tudo pelo bem de uma data, que cá para nós, nunca foi exata


Decimar Biagini , em 16 de janeiro de 2009 ( O presente soneto é mera sátira, não expressa a opinião do Autor, apenas suscita reflexão e relata uma polêmica que paira sobre a cidade de Cruz Alta)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Soneto Livre ao Espelho




Minha imagem no espelho
É ilusioriamente perfeita
No refletir que me asemelho
Lembro que espelhos se quebram

Minha vaidade em teste cego
Guia-me por caminho perigoso
Eis que as vezes eu me pego
Reprizado num mar tenebroso

Se todos os cinzentos forem pretos
Todos os coloridos serão também
Então sumam daqui, espelhos incorretos

Espero que não machuquem mais ninguém
Pois os que te admiram são repletos
De imperfeições que não vêem


Decimar Biagini

domingo, 11 de janeiro de 2009

Soneto Livre ao Sumir

Numa sala escura
Num sofá emprestado
Numa loucura
Num jeito calado

Não sei o que aconteceu
De repente me perdi
Ou então algo acresceu
Parece que não vi

O que alguém esqueceu
Numa transição
Misto do novo com o antigo eu

Mas está tudo bem
Mandarei recado e deu
Aí estarei zem....


Decimar Biagini

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O Contador de Histórias


O Contador de Histórias



Nada se transmite na escola pelos corredores
Os alunos não entram na história dos professores
Os professores não entram na história dos alunos
Abaixo a frieza nas salas de aula, para novos rumos

Lutemos contra a impessoalidade
Chega de encarar com frieza o conhecimento
Enfrentemos uma nova realidade
Viremos contadores de histórias em cada momento

Que o conhecimento ganhe vida e se funda com nossa história
Que as pessoas se sintam privilegiadas em estar ao nosso lado
Que os inimigos aprendam tanto conosco que torçam por nossa glória

Que ensinar não seja uma fonte de tédio,
mas uma aventura prazerosa
Que não nos faltem gestos como remédio
A toda hipocrisia tendenciosa

Feliz Aprendizado a todos...


Decimar Biagini

domingo, 4 de janeiro de 2009

Beijo Incandescente

video

Hoje acordei com aquele beijo
Melhor que um café na cama
Abro os olhos e o que vejo
Alguém que diz que me ama

O raciocínio tornou-se dispensável
Deixei minha espinha formigar
Tornei-me mais uma vez vulnerável
Pelo prazer de sentir e amar

Abri a mente e o coração por instantes
Eis que me acolheu de forma memorável
E tudo voltou a ser como era antes

Desejos repletos de amor reiniciaram
Coisas de um casal incansável
Doces situações que não se planejaram

Decimar Biagini

Assistir no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Vcq3vloDEEI

sábado, 3 de janeiro de 2009

Soneto Livre ao Ano Novo

video
Uma enxurrada de calendários
Muitas canetas comemorativas
Agendas bonitas e multicoloridas
Roupas brancas saindo dos armários

A virada do ano é a esperança para novas vidas
Provoca esperança e sentimentos vários
Revela novas superstições pré-estabelecidas
É uma virada que ofusca até alguns aniversários

Que o próximo ano não seja morno
Que possamos aprender sem calmaria
Que possamos ser massa nova a dourar no forno

Que tenhamos o que comemorar ao tinitar de taças
Que possamos sair desse ano com aprendizado
Pois a pior desgraça é não aprender com a desgraça

Decimar Biagini

Feliz Ano Novo A Todos...

http://www.youtube.com/watch?v=rD2WO2t4z9c

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

DESBRAVAR



Como navegante a desbravar
Sempre fiel a palavra dada e a idéia tida
Tudo mais, é com Deus
Ao recitarmos velejamos com o falar
Desgarrados ou não, somos filhos seus
Eis o mistério que possamos revelar
Quantos velejadores conheceram prematuramente as ruínas
Só Deus sabe quantas tempestades enfrentei nesses meses
Talvez uma delas me leve rumo à mil léguas submarinas
E lá talvez reencontre a pérola que perdi tantas vezes
Seremos pegos com os olhos encantados
No sentido da vida sempre a buscar
Ou então, tristonhos, vermelhos, entediados
Recitaremos do esfíngico ao fatal
A mão sustenta, em que se apóia o rosto
Talvez como Cabral quando saiu de Portugal
O salgado empregna em nosso velejar de forma natural
O cheiro do mar fundesse com seu gosto
Eis que a búsola da vida quebra, apontando para um novo final


http://www.youtube.com/watch?v=caGEs32pPC4

FULMINAÇÃO REPENTINA (ACRÓSTICO NA COMUNA BRINCANDO COM AS LETRAS)


Fui deixando os acrósticos
Ultimamente não me inspiravam
Limitava-me com prognósticos
Muitos leitores até recitavamIncrível a dinâmica cambiante
Não creio que acrosticar adiante
Apenas gosto de passar o tempo
Ç(não existe na língua oficial)
Assim vou derramando sentimento
Ouvindo vozes e firmando-as no vento
Rumo aos acrósticos novamente
Eis que a cinza não se consumiu pelos borralhos
Procurei ler todo acrosticante decente
Eis que muita coisa se perdeu por copiosos atalhos
Não sei mais se leio ou se escrevo, o que seria inteligente?
Talvez pudesse conciliar ambos
Incrível o que os acrósticos fazem com a gente
Nessas linhas que criei, com rimas e trechos mulambos
Acho que minha vontade foi fulminando repentinamente
Decimar Biagini


Visite a Comunidade e atreva-se a acrosticar: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=74850913&tid=5264156108688681193&na=2&nst=293

Soneto Livre ao Perdão Supremo

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Hoje venho pedir perdão

Aos que feri ou prejudiquei

Com pensamento, ato e palavrão

Nenhum mal ou dor é maior que o Rei

Não quero também ter pena, apenas compaixão

O Rei sabe das minhas intenções, eu também sei

É bom saber o que sou e o que quero, sem ilusão

Hoje abro o meu coração, e assim. em paz estarei

O Rei sabe que sou um ser carente e vulnerável

E por isso sou rotulado como um ser instável

Também sabe que tem dias que não sou agradável

Sabe que por essas razões insisto nas falhas

Que acuso os outros de atitudes também minhas

Tudo por uma torpe dependência das opiniões alheias

Decimar Biagini, 2 de janeiro de 2009

Assista no youtube clicando no link: http://www.youtube.com/watch?v=oVbnmiKDK_A

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