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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Viva ao Ambiente Artificial e Nossa Indiferença!
Passeando numa rua da Capital, fiquei impressionado
Árvores pintadas em painéis plastificados
Pessoas desfilam com pássaro estampado
Biólogos vendem alimentos contaminados
Foi quando decidi visitar as praças da cidade
Lá, uma idosa vendia crack e animais domésticos
Perguntei-na se sentia vergonha da sua realidade
Disse-me: só quando faço encontros eróticos
Agora os animais distraiam seu tempo
Com os jovens ela não se importava
Pois eles hoje já não são exemplo,à Nação que antes por tudo lutava
Concluí que todos querem apenas sobreviver sem ser culpados
Levando a vida de uma maneira conformada
Perdemos árvores e pássaros, mas temos buzina e ar condicionado
Nas praças, trocamos o aroma natural, pelo cheiro do Crack
Tinha medo de pensar nisso, mas também tenho responsabilidade
Afinal esse é o mundo inventado do qual também faço parte
(Decimar Biagini)
Como vencer meus preconceitos?

Meu crescimento cessa; Meu aprendizado é bloqueado. Posso compreender a lógica, mas a lógica não faz a diferença. Você pode afogar-me em razão, gritos, choros e súplicas, mas os seus apelos por racionalidade e justiça de nada servirão.
Como lidar com isso? Se alguém souber me avisa...
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Artificialidade versus Essência
Pense bem antes de aderir à era do silicone...
Novo poema meu sobre uma não tão nova obsessão.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Soneto Livre ao País Escravo
Fecham as eleições
Dispensam a patuléia
Poucos tomarão decisões
O resto já se faz idéia
As urnas foram contabilizadas
Semi-analfabetos contratarão assessores
As almas já foram compradas
Exoneram-se os parentes colaboradores
Os sangue-sugas já não entrarão em festas reservadas
O povo continuará na fila com suas dores
Daqui a dois anos teremos mais abraços em pessoas desdentadas
Nada muda aqui em pasárgada
A monarquia jamais foi hipócrita
Vale quem é amigo do Rei, o resto não vale nada
(Decimar Biagini, 27 de outubro de 2008)
Anoitecer nas Coxilhas - Homenagem à terra de Érico Veríssimo
o grito do urutau no restingão distante
o clarão sanguineo do sol encobre ainda
os coxilhões que ficam mais adiante
Dos graxains, o grito aquidistante
nos trigais pela campina infinda
os quero queros, na ronda altisonante
sobrevoando uma tapera linda
Qundo a tarde vai morrento no poente
ouço murmúrios da sanga na torrente
fertilizando o solo em toda a parte
A brisa que vem desses soturnos brejos
bate em meu rancho entopilhando beijos
que o vento trás para enfeitar minha arte
terça-feira, 28 de outubro de 2008
COMO É TRISTE VIVER DE CIDADE EM CIDADE
COMO VELHO ANDARILHO SEM VIVÊNCIA!
SEM PODER TER UM LUGAR DE VERDADE
SENDO UM SER VAGO, SEM ESSÊNCIA
VIVER SEM CARINHO, SEM UM AFAGO
TROPEANDO SOLITO UMA EXISTÊNCIA!
ANDAR COM MEDO, DE UM JEITO AMARGO
E PEDINDO ÀS ARANHAS, PELA CLEMÊNCIADEPOIS,
TANGENDO AS LONCAS DO INFINITO,
REPONTANDO MARGURAS COM SEU GRITO
PELO ACASO SEM FIM, CARREGANDO UM FADOA LUZ QUE CINTILA, A LUZ DOS ASTROS,VAI CLAREANDO A ESTEIRA DE SEUS RASTROS
UM SER PERDIDO. POBRE MENDIGO.
(Decimar Biagini, 28/10/2008)
Soneto Livre às Caçadas Livres - Amor Leonino
Ouço canções dizendo um "nunca mais"
Suave evocação d'antigos desvaneios,
mas, gemem à distância, os novos casais
Outros amores vou vivendo, desistir jamais
Floreiam comigo místicos anseios,
onde se agitam taras naturais
São ouvidos um tilintar de freios,
voltando a amar, como meus ancestrais
Com o faro aguçado, sigo novos rastros
Sentindo nova pele, com desejos vastos
Minha fantasia leonina, sempre quer mais
Trago do amor, fantásticas visões
O prazer pode ser dor, novas sensações
Eis que me entrego, observando os sinais
(Decimar Biagini, um eterno leonino apaixonado, 28 de outubro de 2008) http://www.youtube.com/watch?v=xKqLUZPgBkE (Veja no youtube)
Soneto Livre aos Leitores Livres
o afago imenso por ti, o meu encanto
O poeta tem dor, também ri e chora
Que o amor intenso, contagie seu canto
Se um dia minha dor for embora
Versos a fazer não irão faltar
Buscarei a tua dor por aí a fora
Só para te entender e te consolar
Unidos continuemos desafiando a vida
tardes de verão com nossa frente ungida
Pelo prazer de ler e poetar
E, juntos, alegres ou chorões, havemos de morrer
Numa manhã risonha ou triste, quando o sol nascer
Cobrindo em luz e calor nosso eternizar
(Decimar Biagini, após sentir o calor humano de seus leitores, 28 de outubro de 2008)
domingo, 26 de outubro de 2008
O AMOR DOS HOMENS PELAS MULHERES
Uma mulher nas mãos de um malandro:
Por melhor que ela fosse,
morreria como flor,
após ele obter sua posse.
Seu amor morre após a conquista
Gosta de tomar a mulher de assalto
Depois de sua, a perde de vista
Já o Galanteador diria:
- Lindos olhos estes teus
- Se Deus a quisesse por um só dia
- Eu desafiaria a Deus!
Mas a mulher que amou
Essa nunca mais a viu
Sentimento lhe causou
Porque jamais a possuiu
Para o Platônico que está amando:
Logo é melhor que agora
Quando sente que não está agradando
Deixa seu ataque para outra hora
Tudo vai procrastinando
Pelo prazer de observar
Já o Machão, assim relataria:
- Desputas, adoro desputas, ganho quando quiser,
- Sempre é forte a mão quando é linda a mulher!
Entre mil perigos
Gosta de disputá-la
Deixa-na após vencer seus inimigos
Isso se também não matá-la
Mas que seria do amor sem o espírito, afinal?
Mas o que diria o Poeta?:
- Uma paixão brutal! - Uma rosa sem pétala!
Pois procura em seu coração
uma linda frasecomo um brasão,
almeja a espada,a espada mantém seu corte
Mas um poeta sem sua frasenão é nada!
Mas por fim, mulheres, é bom ficar alerta!
Seja Malandro, Galanteador, Platônico, Machão ou Poeta
O Amor parece ser assim:
Nem é a frase com entonação
Nem duelo sangrento
Nem só coração
Nem apenas sentimento
É pura simplicidade
Mais simples que tudode rosa se enflora
ao temer, pode até ser mudo
em sendo triste canta
em sendo alegre chora
tem o doce e o amargo da cereja
não escolhe quem persegue
ajoelha quando perde
Vence quando beija
Viva ao Amor e suas formas!
(Decimar Biagini, 27 de outubro)
O Que deu Errado? Veja no youtube
Na quietude do quarto que me oculto
somente a saudade trás seu canto
se à distância o meu olhar levanto
não mais vejo teu querido vulto
Deixaste comigo um rio de pranto
e, teu sorriso alegre como indulto
um sonho lindo então ficou sepulto
projeção querida que amava tanto
Tudo em vão, não ouviste meu grito?
E, hoje ando buscando o infinito
os fragmentos de meu sonho vário
Porque não se concretizou?
Imagem soberana,
restos de solidão de minha vida humana,
para enfeitar de luz o meu calvário
(Decimar Biagini)
Poema de métricas difusas nas noites confusas
Cenário convulso
de letras e histórias
de verdes campinas cobrindo
minha canção
das madrugadas
silentes auroras
do sereno resfriando meu coração
nestes versos
que compus junto a sensações
frente ao orgasmonum silêncio enorme,
murmuraram beijos num relampejo
quase eternodentro da noite
enquanto a vizinhança dorme
Alvoradas de sangue
clarins repicando
murmurio de vozes cortando amplidões
Num vento leve balançando os galhos,
revolve as cinzas que pelos borralhos
guardam tições que a ventania acende
Agora, nas noites deste chão,
noites serenas, vou curtindo as loncas
destas PENAS, que se manearam,
comigo, na SAUDADE!
Restam as lembranças
de murmúrios de amores varandoinfinitos,
de novos amantes
pousando
ao relento...
e, nos entreveiros
que o afago sangrava
luzia altaneira a espada do vento!
Decimar Biagini (26 de outubro)
sábado, 25 de outubro de 2008
+ Vídeos
SONETO LIVRE AO AMOR LIVRE
Que a mão da vida contenha nossos corações
Que possamos viver juntos, sem nos aconchegar por demasiado
Sabedores que somos que alicerces erguem-se com marcos, e separações
Mas também, que os pinheiros crescem à sombra um do outro
Cantaremos e dançaremos juntos,
sendo demasiadamente alegres
Mas não esgotaremos assuntos,
antes disso, fugiremos como lebres
Amar-nos-emos mutuamente,
mas não nos enalteceremos
Pois haverá também tempestade,
Entre as praias de nossa alma
Eis que a tempestade ficará calma
Será aí que nos aproveitaremos
(Decimar Biagini)
SENSAÇÕES
http://br.youtube.com/watch?v=m8A193L8ruY
Cortam-me feito lâminas os sentimentos
chegam a galope os pensamentos
As mãos se encontram inquietas
os olhos se perdem confusos
de trapos são feitas as pernas
os lábios permanecem mudos
Fundem-se a paz e o tormentotudo ocorre a um só tempo
O peito ameaça explodirjá que faço dele cativeiroonde guardo uns tiros certeiros
que se soltos podem ferir
Na cabeça apenas vertigemas lâminas atingem o coraçãoos galopes vem e vãoos neurônios sobrevivem
São difusos os momentos
São tão fortes os momentos
que os desejos se entregam e procuram um novo mundo
E a vida tão secretase revela em segundose entre tiros e venenos
eu me arrisco como o vento...
Escrito por Juliana EirasProduzido e Narrado por Decimar Biagini
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Morte do Poeta Amador
Agora tudo é saudade
pouco adiantou minha espera
hoje não resta mais nada
alguma alma penada
na ronda do Campo Santo
o urutau com seu canto
assombrando a Madrugada
Assim, sem ocupação
vai se finando o escritor
para o sono sem dor
um céu borrado de luz
destino mau o conduz
a desolada sapiência
Marcando o fim da existência
lá no gramado, uma CRUZ
Que se erga um pedestal
ao poeta desconhecido
somo símbolo enternecido
de sua sobrevivência
escrita com imponência
em pedra talhada ou bruta
a nobresa absoluta
do poeta sem decadência
(Decimar Biagini, 24 de outubro de 2008)
* Canto do Urutau
O que deu errado?
somente a saudade trás seu canto
se à distância o meu olhar levanto
não mais vejo teu querido vulto
Deixaste comigo um rio de pranto
e, teu sorriso alegre como indulto
um sonho lindo então ficou sepulto
projeção querida que amava tanto
Tudo em vão, não ouviste meu grito?
E, hoje ando buscando o infinito
os fragments de meu sonho vário
Por que não se concretizou? Imagem soberana,
restos de solidão de minha vida humana,
para enfeitar de luz o meu calvário?
COLETÃനിയACRÓSTICOS
ACRÓSTICO
As palavras se cruzam
Considerações são feitas
Rapidamente também mudam
Ópio que tu aceitas
Sem perceber te transmudam
Trama semântica
Incrível distração
Cômica, dramática ou romântica
Outra palavra sugerirão
MALUCA
Muitos crimes prescrevem bons sonhos
Acontecendo em locais proibidos
Ladra de beijos
Uivos seus enlouquecidos
Crivando-me de balas amorosas
A cena do crime coberta de rosas
MERGULHO
Mesmo que eu fuja
Escandirei minhas sinas
Rumo a mil léguas submarinas
Ganharei a pérola que perdi tantas vezes
Uivarei dentro dágua
Lindas bolhas sairão
Hoje, depois de alguns meses
Ouvirás o meu perdão
TECLADO
Teclar é como roer as unhas
Envolve um descarrego total
Comece a teclar naquilo que te propunhas
Leia depois e verás qe não fostes mal
Assuma o lado poético
Desperte seu lado emocional
Ouça seu interior, mesmo que patético
Harmonia
Hoje
Assisto
R indo
M eu
O utro
N ascer
I ncrivelmente
A gressivo
DOCE
Dê-me um pouco do seu mel
Oculte meu lado agressivo
Caminhe comigo até o céu
Ensina-me a não ser impulsivo
Intolerância
Inquieto tento mais uma dose
Numa queda ainda pior
Toda dependência me comove
Ouço a voz de alguém superior
Litígio doido que quase me mata
Eis você com aquela conversa chata
Rôer as unhas já não é suficiente
Acho que cicuta será mais eficiente
Nunca pensei que iria desmoronar
Coisa de maluco esse seu olhar
Instigando-me a atraí-la com meus cortes
Assassina! Colecionadora de mortes!
HEMATOMAS
Hei de retornar aí
E encher você de manchas
Mutilarei seus sentimentos
Assim sairei daqui
Turva como a água atrás das lanchas
Ouvirá sussurros antes de dormir
Meu sangue se juntará ao seu
Assim amenizará o que sofreu
Suas escoriações hão de ressurgir
ROSA
Rosa na boca
Olha que louca
Sábia liberdade
Assume a verdade
Computador
Consome-me no fogo
Olhar o incêndio não basta
Msn vira jogo
Ponha lenha no teclado
Usufrua da distância que nos afasta
Termine com essa fogueira acesa
Acabe comigo para que nasça de novo
Domine, conquiste, vire a mesa
Oprima a dor da solidão que massacra
Reine até mesmo onde não há povo
CAMINHO
Corre o vento vago
Arrastando as solidões
Minha alma é um lago
Imerso de indecisões
Nado em ondas
Higienizo decepções
Ouço braçadas
AVIÃO SEM ASA
A sas da imaginação
V iolenta turbulência
I nclinam numa direção
A frontam a paciência
O utros ventos a levarão
S onharei sozinho
E mbriagando-me com vinho
M as sem seu carinho
A ssim que mudar o vento
S oltará seu para-quedas
A frontando-me em novo tempo
Críticas, inveja e incompetência de um escriba amador
Tenho medo de generalizações
Respondo por minhas experiências
Não quero morrer sem decepções
Pois elas têm das suas conveniências
Hoje carrego vinte e seis anos
Mas nem sempre de constante solidão
Gabriel Gárcia Marquez teve seus enganos
Pois seus novos leitores o compreenderão
Triste daquele que não deixa legados
Queria eu poder ser um grande escritor
Não criticaria os nobres antepassados
Quanto mais insisto pior me expresso
Minha má técnica vai se revelando
Confesso que sou um péssimo escritor
(Decimar Biagini, 13 de outubro de 2008, depois de 10 horas consecutivas poetizando na Comunidade Fernando Pessoa)
Soneto: Elogios
Prezados amigos, quanta gentileza
Apraz-me receber os seus incentivos
Sou iniciante que traz a incerteza
Mas certo de que tenho meus motivos
Insisto no que já se foi e meu não foi
Recebo notícias ruins a cada hora
As palavras surgiram como refúgio
Mas não desejo que me levem embora
Nova regra de escrever almou meu ser
O soneto fez-me como Deus ao mundo
Cumprirei com meu destino o meu dever
Eis que o mundo é imperfeito, eu sei bem
Indiferente ao que há em conseguir
O amador busca talento que não tem
Análise após recitar Fernando Pessoa
Mostra a mutação de Fernando Pessoa
Como navegante a desbravar
Sempre fiel a palavra dada e a idéia tida
Tudo mais, segundo Fernando, é com Deus
Ao recitarmos velejamos com o falar
Desgarrados ou não, somos filhos seus
Eis o mistério que possamos revelar
Seremos pegos com os olhos encantados
No sentido da vida sempre a buscar
Ou então, tristonhos, vermelhos, entediados
Recitaremos do esfíngico ao fatal
A mão sustenta, em que se apóia o rosto
Talvez como Fernando o fez em Portugal
(Decimar Biagini, 14 de outubro)
Morrer
Por não ser eu dos seus
Tenho medo de analisar sem sentir
Se sentires medo, ores para Deus
Vontade de morrer,
Sem honra, sem graça
Quem não a admitiu ter?
É quando um vento frio passa
Trovando livremente pela amizade
sou um ser carente
Enrolado como lombriga
jeito de adolescente
Obrigado se causei impressão
seja ela boa ou ruim
A cada amigo, nova obra nasce
é poema sem fim
Na noite escrevestes teu cantar de Amiga
E ouve um silêncio nas comarcas contíguas
Desejo muita luz em nossas vidas
Espero que o que tu sonhares consigas
Que auréola te cerca?
Que nossa amizade não se perca
Esperança consumada
Na imensidão de nossa estrada
Veremos a vida multicor
Sem precisarmos pintá-la
Melhor é não sentirmos dor
iremos somente a observá-la
Amaremos, esse cantar, jovem e puro
Buscaremos o amor por buscar
Não há ser que não seja obscuro
Basta o amor, querer revelar
Saudade
Eis que senti falta dos acrósticos
Meu caminho mudava e me encontrava
Burlei receita médica e diagnósticos
Raramente saio dessa comunidade
Adoro ver união de religiosos e agnósticos
Renovei meus votos, eis me aqui, de verdade
(Decimar Biagini, antes da Comunidade Fernando Pessoa receber pessoas não gratas)
Sintonia
Que coisa mais chata isso que rola com a gente
Quando penso em falar você sempre fala
Quando você pensa eu falo sempre
quando você vem com a cerveja na esquina
eu estou indo com o abridor, isso é sintonia na mente
Você tem as palavras, eu tenho a rima sempre
Dormir ou não dormir?
Não durmo
pseudo-poetas nunca dormem
Sigo o rumo
Enquanto as palavras não me absorvem
Tome miosan
É tiro e queda
Deixa a mente sã
Dormindo como pedra
MSN
Você não pode pedir a atenção de alguém com tanta freqüência.
Pessoas carentes e suas asneiras
E o msn a frizar frases com estilo, parcimônia e proficiência
Feliz dia nublado
O Urutau
Batizada pelos índios como pássaro fantasma
Seu canto é inesquecível e também assustador
Tão triste,tão triste,
que está mais para carpir do que para cantar
Nada igual existe
melhor do que eu escrever é você escutar*
Decimar Biagini
* Som do urutau:http://www.fotograma.com.br/_galeria_animais_aves.htm
Acróstico Livre: SENSUALIDADE
Encantas de formas misteriosas
Nudez nem sempre é bem quista
Suavidade no toque, como nas rosas
Ultimamente abusam da provocação
Assumem uma artificialidade a todo custo
Limitando tudo à banalização
Injustos que são com silicones e grandes bustos
Duelam como em uma competição
Assim plastificam as flores e matam a adolescência
De modismos que passam e se vão
Encantado fico quando lembro de sua essência
A Importância dos amigos no final de uma relação
Já o amor sadio, mantém as amizades como um equilibrista deve manter todos os pratos sem focar em um só
Não ter com quem comentar que esta vivendo um conto ou ficando com uma fada
É como ser personagem de um filme que jamais foi lançado
(Decimar Biagini)
O que me diz o vento que പസസ?
Amigo Virtual
Ficarei sem palavras
Minhas mãos travam ao teclar
Onde mesmo que tu estavas?
Vento que passa e me diz
Que tu és admirável
Com tua poesia feliz
Tornando-me mais saudável
Vamos vestir a esperança
adeus mundo das sombras
Quem espera não cansa
é como ouvir milongas*
* A milonga originou-se de uma forma de canto e dança da Andaluzia, Espanha, que, nos fins do século XIX, popularizou-se nos subúrbios de Montevidéu e Buenos Aires. No Brasil a milonga tem destaque no estado do Rio Grande do Sul, fazendo parte das tradições gaúchas.
Também são chamados milongas os bailes onde se dança o Tango e, por extensão, aos locais onde esses bailes se realizam. Tradicionalmente, numa milonga baila-se o Tango, a milonga e o vals cruzado, ou vals argentino (uma variante da valsa Vienense). Outros ritmos típicos que se podem encontrar numa milonga, são chacarera e a salsa.
Algumas Aspirações sem Inspirações
Pintaria a nova pessoa que sou
É importante registrar meu estado
Pois amanhã direi que tudo passou
Queria fazer uma crônica
Para contar coisas simples
Poderia até ser cômica
Sem muitos requintes
Queria que não me interpretassem mal
Dizendo que estou depressivo
Ser sozinho é ser também natural
É amar meu estado de espírito
Confirmando quem eu sou
Talvez não queira mais nada
Feliz de quem se contentou
Com uma casa em Pasárgada
Decimar Biagini, num domingo qualquer
Poema à Psicóloga de olhos verdes-mutante
deixarei um recado
Antes que se auto-indique
serei educado
Marcarei uma consulta
Pois sou um ser inteligente
Convicto de minha culpa
Reconheço estar doente
Nunca fui em psicóloga
Pois sei também decifrar
Sou um pouco ególatra
Mas afeto vou demonstrar
Gostei da sua proposta
Talvez um dia possa ligar
Farei então uma aposta
Para que possa ganhar
Aposto uma análise
Como vais me entender
Minha voz em meia frase
É fácil de aborrecer
Se acaso duvidar
Confira no Youtube meus poemas
Digite Decimar
Verá que além da voz tenho outros problemas
No entanto anotei
Aquilo que me mandou
Afinal nunca se sabe
Por que Deus lhe enviou
Boa sorte com as análises
Existem casos perdidos
Sou homem de muitas fases
Causo inveja aos enlouquecidos
(Decimar Biagini)
Ficção quase real
uns não podem mais pisar
reumatose, artrose
os impedem de dançar
escrevem trova e canto
deslizam no teclado
seus dedos causam espanto
tamanho é o inchaço
minha vó, dançarina antiga
mostra-me hoje o álbum
de quem dançava ventre sem barriga
anda se arrastando
melancólica e nostálgica
aos poucos vai se matando
(Decimar Biagini)
Postando onde não deve
Não podem postar em alguns lugares
Sentindo-se totalmente preteridos
Insistem e fazem poemas aos milhares
Eis que os homens são a cabeça
As mulheres comandam, são o pescoço
Elas sempre querem que ele permaneça
Parado como cachorro querendo osso
Deletarás de novo, não há problema
Mulheres casadas sabem o que fazem
Manterei sua amizade, pois vale a pena
Guardarás meus versos como imagem
(Decimar Biagini)
Regressões e “Sonetações” (Sonetos Comunitários na Comunidade Fernando Pessoa)
Voltei ao meu passado de menina
E neste sonho que é quase loucura
Não sei onde começa e onde termina. ( Vênus)
”Sonetaremos” enquanto tu regrides
muito da regressão também é cura
Te acompanharemos enquanto rirdes
das coisas que fazes enquanto menina (Decimar)
Depois voltarás com muitas novidades
Vindo a inserí-las em teus sonetos
Com pureza e despida de vaidades (Decimar)
A métrica regrada não importará
Tamanha a liberdade do passado
Então que outro poeta regressará (Decimar)
Soneto livre e Amor livre
Que a mão da vida contenha nossos corações
Que possamos viver juntos, sem nos aconchegar por demasiado
Sabedores que somos que alicerces erguem-se com marcos, e separações
Mas também, que os pinheiros crescem à sombra um do outro
Cantaremos e dançaremos juntos,
sendo demasiadamente alegres
Mas não esgotaremos assuntos,
antes disso, fugiremos como lebres
Amar-nos-emos mutuamente,
mas não nos enalteceremos
Pois haverá também tempestade,
Entre as praias de nossa alma
Eis que a tempestade ficará calma
Será aí que nos aproveitaremos
(Decimar Biagini)
DECI AMAR
Atraíram-me em tango arrepiante
E assim como levaram-me ao esplendor
Deixaram-me com um cérebro ignorante
Jantar Sozinho (Soneto Comunitário na Comunidade Fernando Pessoa)
Coloco dois pratos, como que num ritual
A toalha vermelha teu sangue me lembra
Na espera de um vôo de dor sem igual (Decimar)
Nesta meia luz, só vejo a tristeza,
Quero acreditar em outro final
Nesta solidão, de grande incerteza
Numa taça de vinho afogo o mal. (Camélia)
Antes fostes tu, apenas Abduzida
Pelo bem da minha triste esperança
Só me resta então tua linda lembrança (Decimar)
Maldito seja aquele acidente
Que levou contigo minha pobre alma
Mas um dia, seremos só nós novamente (Decimar)
Saudações de Aniver para amigos que estão longe
Parece que foi ontem que você aniversariou
Desejava-lhe toda sorte do mundo
Mais um ano se passou
Eis que muita coisa mudou
Menos nossa amizade
Na distãncia acompanho seus passos
Companhia de verdade
Virtualmente estreita os laços
Feliz Aniversário
(Decimar Biagini)
Soneto Livre do Guri Maluco
Sinto-me um guri atrevido
Queria poder mais absorver
Talvez na infância que tenha tido
Fiz meu jeito índigo de ser
Em tudo que observo
Nada posso fazer
Meu instinto preservo
Sou louco para valer
Das poesias simples
Pelo prazer de sentir e ser
É porque ando escondido
Tentando viver
Virtualidade
Sabe aquela hora que nada lhe faz sorrir
Pois é, isso acontece quando se está longe de quem se ama
Como é bom estreitar isso, e os amigos curtir
Obrigado por suas postagens
Meu cantinho vai ficando cada vez mais nosso
As leituras são viagens
Vou lendo ao máximo, tudo o que posso
Já me peguei lendo em Francês
Sem nada entender
Já arranhei versos em japonês സ്ട്സ്ദ്
Só pelo prazer de ler
Absorvendo como esponja
Vou intensificando meu viver
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Soneto do Duelo
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Outros vídeos-poema meus no youtube
Mulheres
As mulheres todas são mistérios
Cada uma é todo o mundo a sós
Ó mulher de reis e avó de impérios
Vela por nós
Pobres de nós homens incompletos
Que naqueles seios nos amamentamos
Mal sabemos que somos repletos
De perfeições que não revelamos
Que as mulheres nos confrontem com olhares
E lá nos descobriremos
Que possamos desbravar naqueles bravos mares.
Mesmo que eu fuja...
(Decimar Biagini 12/out/2008)
http://br.youtube.com/watch?v=XNj94NXWPRE
Imagem Sacra
Uma imagem sacra, um pecado santo.
Um mistério a desvendar.
Cada um no seu canto.
A liberdade a rondar.
No meu desatinado encanto.
Requisito para o céu,
será que cumprirei algum?
Ó dúvida cruel.
Consumiria qualquer um
Ou somente eu, sem talento nenhum?
Queria tocar clarinete
Anjos fazem falta
Pegarei um estilete,
farei uma flauta,
mas não sei tocar!
Será que vão aceitar?
Melhor nem tentar.
(Decimar Biagini)
http://br.youtube.com/watch?v=QaDi6BAE_oc
Pesadelo ou Sonho?
Vi uma pétala numa poça de sangue;
uma menina chorando num quarto sombrio.
Seus pulsos cortados me davam calafrio.
Seu olhar arrependido não lhe dera outra chance
Pensei no que a levara a tal destino.
Mas antes que pudesse tirar conclusões,
vi um feto no chão, parecia um menino.
Nada a ser feito no conserto de desilusões.
Na cena daquele assustador auto-flagelo,
percebi seus lábios com batom borrado.
Vi também seu querido urso todo esfacelado.
Quem foi o monstro afinal?
Foi que presenciei a chegada de um vulto no local.
Era a sombra projetada da foice da morte,
que sempre ronda os insensatos.
Olhou para mim, como quem recusa um prato.
Disse-me: - você tem muita sorte, aquele feto poderia ser você
Sabe-se la qual a melhor hora de se chegar ao céu
Lembrarei eu dos natais? Dos olhos embriagados de noel?
Será que minha família fugirá de minha vista?
Ou esquecerei dela como esqueci da minha última entrevista?
Verei anjos tocando clarinete por sobre as nuvens?
Afinal anjo da morte, quando mesmo que tu vens?
Mas o Supremo está lá, observando tudo daquele lado,
governando o lugar onde eu quero viver para sempre.
Céu, lindo céu, será que estou preparado?
Mas e a menina? Para onde ela foi com aquele bebê?
(Decimar Biagini)
http://br.youtube.com/watch?v=SNOj2NtkQA4
Falácias Formais
Vejo juristas sem paixão,representam um aborto legal;
Raposas investigam na lei do cão,
com quebra de sigilo débil-mental.
Pessoas normais ligam direto para seus psiquiatras,
ao invés de conversarem com as outras sensatas;
Candidatos inseguros perguntam o que poderiam fazer,
esses não ligam para ninguém, só para o dinheiro.
Se o Brasil fosse um ser humano;
a corrupção seria um encosto.
Como não é, só querem seu trono;
se apoderar de almas,
criar imposto.
(Decimar Biagini)
http://br.youtube.com/watch?v=a4UT9uZSuag
Triste Sina de Um Poderoso Chefão
Ah, droga, poderei dizer então, sentindo-me preterido.
- Dê-me um pedacinho da sua torta.
Pegando o seu garfo
e espetando um pedaço de carne juntamente com um de cebola.
Não posso obrigar ninguém a comer torta de guaxinim,
delegarei o poder de rejeição,
melhor assumir a posição de não perder,
mantendo-me fechado contra toda argumentação.
Triste sina de um Poderoso Chefão.
(Decimar Biagini)
http://br.youtube.com/watch?v=0JTzge1XXN0&feature=related
Velha infância
Meu problema de memória, durante a infância, era inteira desgraça.
Indo ao Mercado no domingo, escrevia a lista na mão sem que ninguém visse.
até que um dia, cançada de ver minha mão fechada a cigana me disse:
- Moço bonito! Posso ler sua mão? É de graça.
E eu pela primeira vez aceitei, respondendo triste:
- Pode, mas lhe digo daqui, está escrito batata, limão e cachaça.
(Decimar Biagini)
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Racional ou Emocional? - By Decimar Biagini
Nós temos mania de tirar da cabeça o que está no coração
Sempre existe um belo jeito de fugirmos de nós mesmos
É como desligar o rádio no meio de uma ótima canção
Para onde iríamos vagando de dimensão em dimensão?
Na noite vou conhecendo um pouco mais sobre mim
Penso que já é tarde melhor mesmo é dormir
Toda conversa é boa quando ela chega ao fim
Conversar comigo mesmo é entrar sem sair.
(Decimar Biagini, Advogado e Escritor)
Poeta Amador - By Decimar Biagini
Casamento de dois sonetos que escrevi
Narrei, editei e postei no youtube
Escrever não é melhor do que sentir
Mas fiz dessa arte o melhor que eu pude