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terça-feira, 30 de março de 2010
A CONQUISTA DA MUSA
Vi ali uma advogada de verdade
Estava lá, orgulhoso pela tua conquista
Foto aqui, foto ali, sem perder-te de vista
Foi de ansiedade absurda, nossa corrida
E como tudo muda nessa incrível vida
Pude ver o desenrolar de nossa bonança
A paz desiludida foi trocada pela confiança
Hoje te olhando, naquela entrega da carteira
Vi que perdi muito tempo com gente errada
Mas o amor é assim mesmo, dá uma canseira
Damos muita volta para descobrir a alma amada
Graças a Deus, pude degustar uma explosão sincera
Estar bem contigo é mais do que um dia eu quisera
Então que volto para a cena, e a solenidade se encerra
Decimar Biagini
segunda-feira, 29 de março de 2010
RODA MOINHO, RODA GIGANTE
Roda moinho, roda gigante
Já dizia o cantor naquele instante
Em que a poesia sorriu e partiu
Onde o que se viu não mais se viu
Tudo passa muito rápido
Sequer temos tempo para sorrir
Pelo dinheiro o homem é ávido
Pelo dinheiro o homem se fez ferir
Ganhe mais cliente
Isso é grátis, fidelidade
Entre na fila, seja paciente
Aquele plano não era realidade
Roda moinho, roda gigante
Já dizia o cantor naquele instante
E o resto você já sabe
Então sorria, antes que tudo acabe...
Decimar Biagini
SONETO AO JARDIM DO AMOR
Sem que se espere o fim
A fenda na janela que eu vi
Trará meu anjo querubim
Enquanto o anjo não retorna
Regarei as plantas no parapeito
No pranto, arranjo àgua morna
Cantarei os mantras ao par perfeito
Já as orquídeas, sem luz direta
Serão cuidadas de outro jeito
O bonsai, da arte milenar secreta
Se manterá em espaço estreito
E o jardim então só se completa
Cuidando do amor em meu peito
Decimar Biagini
domingo, 28 de março de 2010
A LUTA PELA CONSCIÊNCIA GLOBAL
O homem nunca mudou
Predação de forma alucinada
Até Cristo ele o crucificou
E agora a natureza tá quebrada
Pergunte: por que Deus chorou?
Por que fez sua semelhança duplicada
E depois o livre arbítrio a deturpou?
Mas é assim mesmo pessoal
Cabe a nós esperar o fim dos dias
Ou então lutar pelo natural
Esquecer das velhas tiranias
Para ver se fugimos do triste final
Decimar Biagini
sábado, 27 de março de 2010
O TROGLODITA
Pré-histórico
Falava trogloditês
Pelos de lobisomem
Jeito heróico
E parda tez
Suas família
Acompanhou sua trajetória
Sem mobília
Migrou do nordeste
Foi para a terra da garoa
Conheceu gente boa
Foi que uma armadilha
Tirou o dedo do cabra da peste
Com sua sindicalizada matilha
Cresceu mais que cipreste
Um dia este troglodita
Largou o sindicato do sudeste
Vestiu uma estrela bonita
E fez campanha em família
Jogou no FHC criptonita
E migrou para Brasília
Obteve reeleição invicta
E hoje come sem a matilha...
Decimar Biagini
SONETO À LIBERDADE
Quero me lançar muito além
Na reza que não finda no amém
Na psicografia ditada por alguém
No amar sem escolher a quem
.
Quero um soneto livre e sonoro
Cujo verso é a alegria que devoro
Quero ter o que não tive sem demora
Cuja grande sintonia é o agora
.
Se minha querença é querer muito
Se minha projeção é mero vulto
Encerrarei aqui meu falho assunto
.
Então o soneto ficará sepulto
Guardarei meu sonho como indulto
E a frustração levarei como insulto
Decimar Biagini
NAS CARTAS
Prontas para escrita
Como poeta me viro
Relatando minha vida
Um termo ambíguo
Denominado carta
Envelope para amigo
Menu de mesa farta
Habilitação de quem dirige
Email na nova era
Poema que a Musa exige
E que o poeta esmera
Angústia de quem espera
Ansiedade de quem redige
A quem sente e a quem finge
Verão, outono, inverno, primavera
Cartas, hieróglifos da era das esfinges
Que a escrita criou de forma sincera
Decimar Biagini
quinta-feira, 25 de março de 2010
SENTINELA POÉTICO
Mas enquanto procurar viverei
O poema é meu vício, minha fissura
Onde estiver um leitor, lá estarei
No alcance de um desejo, num clarão
No poetar em relampejo, com devoção
Toda alma triste terá esperança
Todo velho se verá como criança
Todo adulto levará o poema na lembrança
O acaso poético, a sorte que traz mudança
Chamem como quiser, quem escreve não se cansa
De ser Poeta, pois é obra sempre aberta
Da leitura que sua alma que só o leitor alcança
Decimar Biagini
O SENTIDO E O ALCANCE DO POEMA
Adivinharia por onde percorreria o leitor
Mas o verso lido, é mera coincidência
Identificando-se na alegria ou na dor
A leitura vira sentimento ou sapiência
O poeta então pode ser taxado de ator
Depende da interpretação e da vivência
Decimar Biagini
quarta-feira, 24 de março de 2010
DOR DA SAUDADE
Sem alegrias, em tormento
Tento me acalmar, só tento
Quisera eu estivesse 100%
Quisera eu tirá-la do pensamento
Fazer o que, se a dor é sentimento
Decimar Biagini
sábado, 20 de março de 2010
NA COMPANHIA DE UM SONETO
Sentida recentemente
Amizades tão plenas
Na leitura comovente
Enaltecer de escritos
Virtualidades serenas
Os relatos jamais ditos
A evoluir almas terrenas
Comprovada nas fartas letras
a paixão clara e fremente
finda a solidão que penetra
É então com esta meta
que a companhia faz abrigo
e traz alegria aos poetas.
Andréa Iunes e Decimar Biagini
SONETO LIVRE AO PODER DO VINHO
Possuem propriedade especial
Boa companhia e lareira no recinto
Tratam de ajudar no encontro ideal
Capaz de acelerar uma conquista
Na Roma antiga o vinho era exigido
Para que a orgia ficasse mais intimista
Provando que o vinho aumenta a libido
A ansiedade e a tensão, como é sabido
Bloqueiam a espontaneidade e naturalidade
O vinho quebra tudo isso e traz sensibilidade
Misturado ao vinho o gengibre aflora o sentido
Com frutas vermelhas é melhor que um comprimido
Mas vinho bom é vinho velho, isso é pura verdade
Decimar Biagini
sexta-feira, 19 de março de 2010
ERA PARA SER APENAS UM RELATO
Como prova de que no amor nada é exato
A felicidade, as coisas simples, aquilo tudo
Tentativas inúteis de descrever algo desnudo
O importante é sentir, e que assim seja
O amor é algo que fala mesmo quando mudo
Ao perder ajoelha para pedir, vence quando beija
Posso até estar falando algo visto como absurdo
E talvez o amor seja descrito assim, algo irracional
De tão absurda a tentativa de explicá-lo isso sai ao natural
O calor no peito, o entusiasmo, o amor sempre vence no final
Eu diria que o amor é o maior argumento que existe afinal
Mas vamos lá, abrace alguém que ama, falte um dia de trabalho
Converse francamente, ria, enalteça, compartilhe, pegue o atalho
Vá correndo até esta pessoa, pois a vida passa tão depressa
De nada adianta ficarmos dando voltas, perdendo tempo à beça
Decimar Feliz Biagini
quinta-feira, 18 de março de 2010
ANIVERSÁRIO DA MUSA
U ma força peculiar
L uta com suas fibras
H umana forma de pensar
E xistem esquinas e avenidas
R uas pelo seu trilhar
G anhou profissão, família e amor
U niu-se aos que pretendem advogar
E u sou mais seu aluno que professor
R euniremo-nos então para comemorar
R iremos da vida na alegria e na dor
E ssa sua trajetória de conquista em louvor
I ncrível esta sua forma de conquistar
R eunida a um carisma que gera amor
A mim só resta lhe cumprimentar
PELO SEU ANIVERSÁRIO
18/03/2010
Decimar Biagini
terça-feira, 16 de março de 2010
SENTIMENTO PRIMITIVO
Resolvi que deveria uivar à lua cheia
Pensando nos dias que tenho vivido
Descobri que meu coração incendeia
A argumentação quando bem sucedida
Pode ser um primitivo grito animal
Assim como uma paixão bem entendida
Pode ser um bom motivo surreal
Definitivamente me tornei um lobo
Como se minha vida dependesse daquilo
Instintivamente tornei-me feliz no todo
A paixão para mim é como Egito ao Nilo
Sentimento que uniu minha alma junto à tua
Dando-nos de beber sob o testemunho da lua
Decimar Biagini
segunda-feira, 15 de março de 2010
PREFIRO FÁBULAS LIBERTÁRIAS
Liberto-as na união das palavras
Das rosas vou tirando os cravos
Os dois juntos só trazem mágoas
Dizem por aí que o cravo brigou
Outros dizem que a rosa começou
Por certo que ninguém está certo
Por isso os dois não estão mais perto
As músicas infantis têm final trágico
Ameaçam, deixam a criança triste
Por isso que preferem ver o mágico
Que faz estória onde o herói não desiste
Que transforma palavras em sonho atávico
Reproduzido pela criança depois que o assiste
Decimar Biagini
domingo, 14 de março de 2010
SONHO DE POETA
S onho em estudar
O impacto do versejar
N a colheita de atitudes
H umanizando vicissitudes
O perando-as sem calar
D o caminho a sonhar
E u farei minha verdade
U nindo o que encontrar
M atando minha vontade
P rópria de um poeta curioso
O fuscando o inimigo furioso
E perturbando a sua existência
T irando fruto da sapiência
A vencer nos versos com decência
Decimar Biagini
OS TEUS TRAÇOS
Resta-me então descrever-te em palavras
É quando então meu coração abro
A fim de enxergar-te sem quaisquer travas
Teus traços são a expressão de meus desejos
Cuja primeira impressão já causou-me relampejos
Desatento estava, percebestes que te olhava
Num lance de escada, o amor lá então estava
O tempo foi passando, a imagem na cabeça
Curiosidade matando, sem querer que permaneça
Foi então que tive a oportunidade
De desenhar-te mais uma vez
Foi dada em razão da proximidade
Em um bar, não lembro bem o mês
Contornei primeiro tua boca
Carnuda e bem desenhada
Tive uma palpitação louca
Um anjo deu-me uma flechada
Depois observer teus negros olhos
Cujos mistérios me pus a desvendar
Retirei do teu passado os escolhos
A fim de te compreender e te amar
Por fim os cabelos sedosos
Cuja sorte tive de depois acariciar
Vieram então toques nervosos
E o primeiro beijo pude dar
O tempo foi passando
Teu retrato cada vez mais nítido
O amor foi aumentando
Mas até hoje fico tímido
Quando me pegas te fotografando
Naquele olhar risonho e límpido
Decimar Biagini
Homenagem à semana de aniversário da Musa e da Poesia
FLOR DO PÂNTANO

Como eu poderia confiar
Na flor que linda se diz
Sequer poderá enraizar
Pois apodreceria sua raiz
Naquele úmido lugar
Uma flor rara?
Talvez
Seria cara?
Flor de burguês!!!
Mas para que comprar?
Gastar todo o salário do mês!!!
Sei lá, talvez para salvá-la!!!
Pois o banhado vai matá-la!!!
Mas e a essência?
Pode continuar vivendo
Ali, naquela decadência
Num lugar tão horrendo?
Pobre flor do pântano
É preciso ter cuidado
Pois perderá o ânimo
No lugar enlamaçado
Perfeito!!!
Vamos drenar o solo
Tem jeito?
Claro, tudo tem consolo
Decimar Biagini
O AMOR NÃO VEM SOB MEDIDA
Não vem sob medida
Mantém o ser febrio
Sua dor é ardida
O amor é imensurável
Mas de origem conhecida
No platônico imaginável
Ou na saudade sentida
No encontro inigualável
Ou no beijo de despedida
Quem tem amor
Pense nisso
Suporta o pranto
Já disse isso
Sem temor
Em outro canto
Os escritos de amor
São os mais procurados
Uns por perda, por dor
Outros por apaixonados
Uns para pedir por favor
Outros por elos desgastados
Mas por certo que o amor
Não é algo sob medida
Une gente de toda cor
Em qualquer idade na vida
Decimar Biagini
sábado, 13 de março de 2010
SONETO LIVRE AO ENDIVIDADO
Cartões de crédito, àgua, luz e telefone
Os desgraçados ainda abreviam sobrenome
Que saudade da venda da esquina, da fartura
Local onde vendiam fiado e chamavam pelo nome
Hoje sou só um cpf com caixa de correio
Se inventar de pagar todas as contas passo fome
O que é pior é que o mês recém está no meio
Agora vou me jogar nos braços da inadimplência
Jogar tudo às favas ou qualquer outra indecência
E os meus credores que procurem o juizado
Vou me aposentar e não pagar nenhuma conta
Com a taxa de juros vai ficar em alta monta
Por isso vou cuidar de contratar advogado.
Decimar Biagini e Wasil Sacharuk
março de 2010
A RUÍNA DO REI E O CASTELO DE VERSOS
Disse o Rei sábio após a derrota na batalha
Parecia querer ver luz antes de seu império cair
Seu sangue nobre exauria no corte da navalha
Veio o bobo da corte e tentou alegrá-lo
Contou piadas inconvenientes sobre a morte
Pela primeira vez o Rei não desejou matá-lo
Tudo que pensava naquele momento era na corte
- De que vale tudo isso que conquistei?
Perguntava o então derrotado rei
- Após este mundo, que chão pisarei?
Refletia sobre a vida e sua dura lei
Por um momento, após dispensar a vassalagem
Empreendeu seu último suspiro antes da cegueira
Lembrou das lutas, das vitórias em cada viagem
Das virgens tomadas e da vida que passou ligeira
- Por que não usei da diplomacia para fazer concessões?
Pensou então o nobre como se arrependido de tudo
- Seria tudo mais fácil se não fossem minhas ambições!!!
Então em sua última reflexão, um zumbido o deixou surdo
Tudo que restou foi o olfato, então sentiu o cheiro da morte
Era tipo enxofre com fosfato, ali então se sentiu mais forte
Segurou então junto a uma fina malha, uma cintilante cruz
Lutou com ela em sua última batalha, foi então que viu uma luz
Não, não era Deus na janela, esse já o tinha entregado ao diabo
Era apenas a luz das velas, distribuídas no dourado candelabro
Decimar Biagini
13/03/2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
BOM DIA, AMO VOCÊ!!!
Ela me disse ao despertar:
- Bom dia, amo você...
Era algo bonito de ouvir falar
Com alegria a transparecer
Uma frase tão fácil de expressar
Fizemos um mate, olhamos tv
Tremi na base, era hora de levantar
Largamos o catre, um beijo a agradecer
Saímos sem alarde, o amor a tranqüilizar
Só Deus é que sabe, o qual lindo nosso amanhecer
Quase chamei o padre, vontade de casar
A despedida arde, momento de trabalhar
Solidão agora abate, difícil me esquecer
Do despertar suave, ao lado do bem querer
Decimar Biagini
quarta-feira, 10 de março de 2010
DESABAFO JUDICIAL
Cuja justiça anda em carroça
Parece até que minha petição
Caiu para baixo com a manteiga
A justiça de primeiro grau
Tem menor força que juíza leiga
A de segundo anda mal
E o autor a jogar tira teima
Joga o processo para o alto
Para ver no que que dá
A morosidade de assalto
Com decisão a lhe roubar
Decimar Biagini
segunda-feira, 8 de março de 2010
PARABÉNS PELO DIA DA MULHER
O amor que lhe tenho é sagrado,
Nosso namoro tornou-se dourado
Pois o sol surgiu em nosso Horizonte.
Sentimento deste não se esconde...
A saudade é sentimento danado,
Me irrita, me deixa tão limitado
Você está aonde quer que eu aponte.
Deixo aqui meu gorjeio versado
Em homenagem a esta mulher de fibra
A virtude, dessa Senhora é muito rica,
Razão pela qual tornei-me apaixonado.
Hoje é seu dia, Musa de meus dias,
Dia da mulher que se sacrifica,
Que trabalha nos verões e nas invernias.
Peço ao Deus que lhe glorifica,
Que mantenha-me junto a suas alegrias,
E lhe dê força, amor e saúde... por toda vida.
Decimar Biagini
domingo, 7 de março de 2010
TE ESPERO COM UM SONETO
Oi meu amigo, preparei algo para ti
É um soneto incompleto e carente
Com o fim de relatar o que hoje vi
Li muita poesia, vi inseto e vi gente
.
Mas, poeta, meu dia não foi normal
O passo do destino pisou na bosta
passei com dor na coluna cervical
que me deixou com um S nas costas
.
Nova onde de gripe A está prevista
Daí já não deixo a porta aberta
Por isso me sinto tão pessimista
Olhei o noticiário e lembrei de ti
.
Falava de poetas em descoberta
Que descobriram esta arte em si.
Decimar Biagini e Wasil Sacharuk
.
março2010
sábado, 6 de março de 2010
O AMBIENTE ARTIFICIAL
Deitado na cama
Com ar condicionado
Eita vida mundana
Eita mundo devastado
Enquanto mato àrvores
Me refresco com energia
Enquanto alerto leitores
O ar gelado é minha alegria
Lá se vai o velho ambiente
De forma quase tão natural
Vende-se ar a toda gente
Em um novo mundo artificial
Decimar Biagini
sexta-feira, 5 de março de 2010
OS DESEJOS DE UM ESCRIBA
Depois de colher o fruto das atitudes
Quero reagir, falar, semear em lavras
Para a cada colheita eliminar vicissitudes
Quero falar palavras incomuns e impactante
Capazes de abalar alicerces de qualquer ser
Quero me expor publicamente e me recolher
Assim poderei ser um e outro por instantes
Quero encontrar o caminho, a verdade e a vida
Sem que isso seja perturbador, mas essencial
Quero idéias e conhecimentos que tragam guarida
Do contrário daqueles que só nos levam para o mal
Quero encontrar uma natureza além do humano
Num percurso cujo saber não me cegue com poder
Quero evitar a mortalidade, quero evitar o engano
Numa leitura que viverá sempre que alguém me ler
Decimar Biagini
quinta-feira, 4 de março de 2010
ENQUANTO A MUSA NÃO VINHA
O suor impregna no teclado
quarta-feira, 3 de março de 2010
DEUS - O ÚNICO FACHO DE LUZ
Deus é tudo por meio de tudo
Deus é o início o fim e o meio
Tanto que falo com ele até mudo
Tanto que torna bonito o feio
Há quem diga que Deus é ilusão
Porém a ilusão nunca existiu
Deus está em nosso coração
Quem diz ser ilusão nunca sentiu
Deus é a única coisa que existe
O homem sequer sabe de onde veio
Só encontra Deus quem insiste
Em dar amor a quem se assemelha
Essa chama da qual eu tanto falo
É aquela que chora quando calo
É aquela revista em si mesmo, lá no talo
Numa oração intimista, sem sino, sem badalo
Decimar Biagini