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sábado, 18 de julho de 2009
ENQUANTO VOCÊ DESCANSA
Você passa por aqui
Em cada segundo
E pelo que percebi
Fiz de mim o seu mundo
Não penso no véu da tarde
No pôr do sol em dia frio
Mas na paixão que arde
Fazendo da saudade um desafio
Que sua noite caia serena
Refazendo-a no que tem de melhor
São meus desejos, doce morena
Que nas lembranças, transcrevo de cor
Culpa da sua graça suprema
Imprimindo-me amor, cada vez maior
Decimar Biagini
O ENCONTRO DO SONETO COM A MÉTRICA
Enfermo e perdido eu não vivi o mundo
Ao ler os sábios livros pude em ti encontrar
Meu amor próprio vivo, então me vi em tudo
Em cada verso a viagem então surgia
Do nada curei-me das dores do mundo real
Buscava nexo, mensagem, amor sabedoria
Na letra provei os sabores do bem e do mal
Algoz de minha própria vaidade hermética
Expressei todos os sentimentos que eu tive
E pensei até nos momentos de quem não vive
Hora de duelar-me na escrita sublime
Largo do verso solto, licença poética
Quatorze nos versos e quatorze na métrica!
Decimar da Silveira Biagini
quinta-feira, 16 de julho de 2009
SONETO AO SONHO
Rodeados de trigais
Em graças conquistadas
Sorridentes por demais
As nuvens cinzentas
Correram em disparada
As flores magentas
Embelezavam a estrada
Restou o sol a nos agraciar
E os espinhos nas rosas
Pudemos juntos retirar
Lá no alto, colina formosa
E uma capela a nos esperar
E nós dois prontos para casar
Decimar Biagini
quinta-feira, 9 de julho de 2009
RELATOS NÃO TÃO SOMENTE MEUS
http://www.youtube.com/watch?v=QPk8Lix0r
Aprendi finalmente a amar o tangível
A sentir vontade própria e dizer não
A dizer que quem ama é invencível
Vejo tanta gente sofrendo em depressão
A cura disso tudo está no amor próprio
O conhecimento de mim mesmo
Minha poesia já não é mais sonho
São relatos de quem se joga ao esmo
Deixando de lado o que já não proponho
Não sei se era verdade a dor que sentia
O amor trouxe-me felicidade até na dor
Acho que o que eu tinha era uma vida vazia
Então chegou a completude e sua cor
Hoje falo do sorver o amor lentamente
Da saudade e do afago de minha companheira
Não tenho o condão de ser diferente
Quero apenas mostrar o amor à minha maneira
Talvez por versos eu não consiga
Relatar o quanto abri meus olhos para a vida
Pode ser que amanhã eu não prossiga
Por isso registro a felicidade como única saída
Decimar Biagini
quarta-feira, 8 de julho de 2009
O ANJO E O POETA
terça-feira, 7 de julho de 2009
SONETO AO ROTEIRO DO AMOR
Este lapida as arestas de minha personalidade
Não me importo em buscar sua permanência
Apenas quero sorvê-lo em plena intensidade
Começo então a sonhar com coisas construtivas
Pois concedendo-me trégua, surge nova chance
Onde o normal seria o despertar de minha ira
Surge uma resposta de cunho transcendente
Surgiu tua parceira para comentarmos cada cena
Então de mãos dadas, filmamos um final comovente
TU NÃO SABES O QUANTO SINTO
saudade dos beijos que não te dei
do abraço que na mente eternizei
da cafungada no teu pescocinho
dos teus dizeres e do teu carinho
te quero minha morena
acima de tudo tua companhia
pois a vida passaria mais serena
se ficasse contigo todo dia
tem vezes que me perco
em pensamentos assim
te querendo só para mim
mas o trabalho fecha o cerco
a tarde parece não ter fim
então te namoro dentro de mim
Decimar Biagini
domingo, 5 de julho de 2009
SONETO AO DOMINGO GAÚCHO
Puxe um cepo e conte alguns causos
Pois dizem que prosear cura a dor
Mas não tira da vida seu percalços
Vamos falar de amores e de tempo
Do relampejar na comuna vizinha
Da invernia cortando em vento
E da saudade da linda chinoquinha
Pega ali um toco do cerne da arueira
Para que possamos alongar a prosa
Amanhã já encosta a segunda-feira
E por favor, não pergunte da morena rosa
Pega lá o chimarrão naquela prateleira
Vamos amargar a saudade com erva nova
Decimar Biagini
SONETO AO TEMPO E O VENTO
O vento, intermitente, corre no telhado
As paredes de minha alma estalam
A ansiedade se esvai no meu teclado
Escrevendo sentimentos que não calam
A internet caiu por alguns segundos
O último soneto não pude salvar
São dois sonetos e dois novos mundos
Com um único objeto, me acalmar
Tão cinza, tão perverso, o fim de semana
Minha linda, o que peço, é que o vento te traga
Voltando a sentir teu perfume em minha cama
Mas a brisa, desta vez, parece teimar comigo
Imprecisa, não diz se te verei neste domingo
O tempo, pregando-me em espera, fez-me inimigo
Decimar Biagini
SONETO À NOVA CHANCE
Se algum dia essa vida mudar
E desenhar um novo horizonte
Talvez a terra se jogue no mar
E as águas avancem ao monte
Se algum dia a morte chegar
E com ela eu ficar aborrecido
Pode que eu consiga escapar
E nova vida haja empreendido
Um banho de alegria na vida
Que feche a qualquer ferida
E renove as minhas esperanças
É o que espero antes da sucumbida
Dentre tantas desesperanças
Queria apenas mudar minha vida
Wasil Sacharuk e Decimar Biagini
SONETOS DOMINICAIS
sábado, 4 de julho de 2009
SONETO AO MEU VÍCIO
Que dependência terrível
Suas doses eram insanas
Deixavam-me invencível
Maldita ansiedade na noite silente
A dita piedade se faz visível
No filme depressivo, me fiz inocente
Tornar-me sadio, é impossível
A saudade, a agonia, e você ausente
E as vozes, lá fora, de gente invisível
Na verdade, eu sabia, que era diferente
A cidade, se fez vazia, tão de repente
Meu mundo sem você, é tão visível
Meu vício, em saudade, deixou-me doente
Decimar Biagini
SONETO À CRIAÇÃO LASER
Só tem porcaria
O NOP é mais real
É pura sintonia
Tem poeta maluco
Assim como eu
Tem o tal do Sacharuk
Tem poeta pneu
Sei lá o que estou dizendo
De repente resolvi criar
Metralhando o teclado
Sonetando sem parar
Com olhar vidrado
Louco Decimar
Decimar Biagini
ME PERDI PARA TE ENCONTRAR
Soneto ao "Sei lá, resolvi escrever"
Por alguns dias
Difícil foi perceber
Que não percebia
Então voltei a lhe dizer
Dentre tantas alegrias
Não pude lhe esquecer
Talvez você já sabia
Mas enfim, o sábado chegou
Novamente o soneto
Único que me acalentou
Você deve estar dormindo
E eu aqui, escrevendo para mim
E a noite vai caindo
Decimar Biagini