Se o fim se avizinha em sombra e dor
Lembra, alma errante, pelo Chico Xavier:
"Refaz-se a estrada em luz, se há amor
E cada passo é um renascer"
Nietzsche diria: "torna-te quem és"
E em novo fim renasce o ser
Já Sartre, austero, brada em viés:
"O homem é livre para escolher"
Camus sorriria ante o absurdo
Dizendo: "a vida é recomeço"
Que o salto insano nos torna maduros
Heráclito ensina: "tudo é mudança"
O rio que passa jamais é o mesmo
Num ciclo eterno de insegurança
Kierkegaard clama: "ousa saltar"
Pois só na fé há libertação
Que em cada fim há um novo lar
E o vento canta que nada é tão forte
Que o tempo em brisa não possa levar
Se a vida insiste, renasce o horizonte
E em cada fim, um novo olhar
Assim, não temas o tempo adverso
Pois fim é argila em torno obscuro
Moldando auroras no universo
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