A poesia é isso aí
Não há o que esperar
Por vezes faz sorrir
Noutras faz chorar
A poesia é a vida
No bolo a cereja
É a paixão obtida
A verve na bandeja
Pelo espírito é ornada
Com gratidão e guarida
Sem poesia não há nada
Egolatria jaz esquecida
Alquimistas do tempo
Melhor amigo de si
No verso sem sofrimento
O poeta com ela ri
Mas há aquele momento
Da catarse prisioneira
Amarras do pensamento
Mera miséria passageira
Estações correm em flores
Males já apaziguados
Filhos, livros, plantas e amores
Sentir os poros arrepiados
Decimar da Silveira Biagini
29 de março de 2025
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