Um rude brilho, foi alargando a face
Tropeçou a criança nas pedras
Levantou então, com joelho em desgaste
Entoava seu choro em mil glebas
Estendeu-lhe então a mão segura
Era um olhar rútilo de muitas eras
Disse levanta-te e anda, logo cura
As tardes então permaneceram na lembrança
Dos tropeços da vida e da materna segurança
No galope impetuoso do tempo cruel
Foi-se a mãezinha e provou-se o fel
Nunca mais seus passos foram frouxos
A partir dali tudo que tinha era uma frase
E embora entre feridas, e alguns roxos
Nem toda lembrança escrita seria catarse
Decimar Biagini
24/01/2010
A Arte não se explica
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A Arte não se explica, pelo poeta consciencial Decimar
Todo mundo sabe quando a beleza aparece no olhar
mesmo sem saber direito o que é arte pra explicar
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Há 5 semanas
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