Envolto em poeira, o cortejo avança
na imensa planície a se desfazer
montanhas nevadas repousam distantes
no céu que convida a alma a viver
O vento murmura segredos antigos
no azul que se estende além do olhar
o verde abundante entoa um chamado
tudo é possível a quem despertar
Nasceu o sábio um brilho em seu olhar
um rei ou guia o mundo assim previa
no lar dourado em meio à fantasia
sentiu no peito um vago despertar
Ao ver a dor quis seu destino achar
deixou seu reino em busca da harmonia
e sob a sombra em paz e em vigília
soube o sofrer e o modo de o estancar
Na noite escura a mente iluminada
desfez as sombras viu-se então liberto
compreendeu a senda revelada
Pregou liberto alento ao mundo incerto
e ao fim da vida em luz transfigurada
se fez eterno além do vão deserto
Decimar da Silveira Biagini
Na Cruz Alta-RS, 24 de março de 2025
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