DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Revisando cláusulas abusivas



Inicio do ano, nos propomos
Depois da saúde sacudir
Eu e meu atirado corpo
A descobrir quem somos

Foram meses difíceis
Velhos hábitos aflitos
Inimigos invisíveis
E alimentos restritos

Fica então o registro
Dos vinte quilos perdidos
Por que insisto nisso?
Para deixar exemplos bonitos

Assuma seu corpo
Ele lhe foi emprestado
E mesmo depois de morto
Terá contas a serem prestadas

Decimar Biagini

terça-feira, 22 de setembro de 2020

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Benedito

Benedito

Na entrada do CTG
Guardava a chama crioula
Coisa linda de se ver
Postura com altivez e pachorra

"Nego Benedito", o Guardião
Assustava a gurizada
Ao exigir respeito no salão
Um olhar seu já bastava
O Rio Grande era seu Patrão

Decimar Biagini

* Seu olhar entre uma pigarreada e outra é uma pintura indecifrável
Cada dia lanço sobre ele um olhar diferente

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Tua história é tua bandeira

 

TUA HISTÓRIA É TUA BANDEIRA


Vai Guri, conta a história da tua gente

Da cancha de bocha, da mangueira e do potreiro

Do por que o gaúcho é tão diferente

Contes da chama crioula e do teu orgulho altaneiro

 

Este ano não teremos o desfile costumeiro

Quero que te emociones pela data especial

E então esse COVID passará bem ligeiro

Estamos numa guerra guri, tempo anormal

 

Mas nossas avós sempre nos ensinaram

Que assim como o vento, tudo passa

Quero que leves o respeito que te passaram

Não permitas que tua tradição caia em desgraça

 

Nosso 20 de setembro é uma data

Não deixes passar em branco jamais

Pois o ritual tornará a vida mais sensata

Pela memória aos teus ancestrais

 

Decimar Biagini, 16 de setembro de 2020.


terça-feira, 15 de setembro de 2020

O Lobby Guará



Então é inflação
E o que você fez
Assistiu televisão
Viveu "à burguês"

O arroz subiu
A pipoca também
O dinheiro sumiu
Quanto você tem?

Talvez nessa jogada
Um vira-lata caramelo
Não sirva para nada
Não sobre pro cabelo

Então é inflação
De 200 o BC fez
Netflix, suba não!
Deixa pro outro mês

Decimar Biagini

domingo, 13 de setembro de 2020

699 anos da partida de Dante Alighieri


Você já deve ter se indagado
A vida se encerraria na morte?
Pois o poeta fez um tratado
E descreveu a outra sorte

Dois lados da moeda
Um, na sua divina comédia
Outro, então se envereda
No Inferno de Dante, tragédia

Depois dessas obras
Dotadas de insight incrível
Imaginação de sobra
Restou ao mundo invisível

Por certo, veio o reconhecimento
Albert Eistein, já dizia, irredutível:
Saibam todos, que a imaginação
Vale mais do que o conhecimento

Decimar Biagini

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Faltam Sorrisos


Impressionar
E perder-se
Tentar dominar
E esquecer-se

Compartilhar
e despedaçar-se
Disponibilizar
e endereçar-se

Onde você foi?
Será que saiu de si?
Curtiu, disse oi?
Agora, ousa sorrir?

Decimar Biagini

sábado, 5 de setembro de 2020

Setembro, na Terra Saudade

Setembro na Terra Saudade

Alguns meses exalam poesia
Setembro é uma água de cheiro
Me relembra um guri na invernia
As temperatura caindo ligeiro

Aquela vista no horizonte
Nebulosa de tanta fumaça
Churrasco e causos de ontem
Que a memória logo laça

Costumava ouvir estórias
No galpão da peonada
Do gaúcho e suas glórias
As derrotas rendiam risadas

Anedotas com picumã
Depois do banho de tina
A ingenuidade era tão sã
De uma cabeça tão tiatina

Restou alguma paisagem
As estâncias viraram tapera
Os peões pediram passagem
E hoje a cidade guia nova era

Decimar Biagini
Cruz Alta, setembro, ano da praga.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Todos iguais?

Sobre as máscaras e algus teimosos 

Aquela música dizia:
"Todos iguais, todos iguais"
Noutro trecho, a ironia:
"Uns mais iguais que os outros"

Decimar Biagini

sábado, 29 de agosto de 2020

A buscar raízes



Para o conselho tutelar
Deixo claro, para constar
Ele só quis me ajudar

Aviso aos mais críticos
Ele não está no tablet
Mas são momentos lúdicos

Capinamos uma velha cancha
Não conselheiro, não terá apostas
Trata-se de eliminar a mancha
Dessa atual sociedade de bostas

Decimar Biagini

vida invejosa

Vida invejosa a do acomodado!

Você sabe quanto ganha o Biau?
Quanto ganha o Alok?
Quanto ganha o Faustão?
Vou lhe dar um toque

Que tal começar pelos deputados?
Pela sua responsabilidade no voto?
Que tal pensar, antes de invejar os abastados?
E passar a estudar ao invés de jogar na loto?

Que tal se interessar por política
E cortar o tempo da novela?
Que tal se informar antes de baixar a crítica
E ajudar sua rua, sua favela?

Acha ruim, comece desligando a tv
O celular, encare seus familiares
Pense antes de se reunir só para beber
E antes de julgar, vá lavar seus calcanhares

Perdemos nosso tempo, nossa esperança
Esquecemos que a maior reforma é a íntima
Pelo que me lembro já fomos crianças
Não éramos hipócritas e a alegria era lídima

Busque seu propósito, comece pela família
Largue o ócio, seja o líder da matilha
Se não puder, aprenda a tomar o rumo
Escolhendo seus políticos, já "dá pro fumo"!

Decimar Assustado Biagini
29 de agosto, mês do cachorro louco...

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Semeie e colha



Talvez um dia
Você entenda
Que a alegria
Se encomenda

A imaginação
É um processo
Nessa projeção
Virá o sucesso

Faça um pedido
Então eu lhe peço
Quando atendido
Agradeça ao universo!

Decimar Biagini

sábado, 15 de agosto de 2020

Ser pai, propósito infalível

Ser pai, propósito infalível!

Em alguns dias
Fui pântano escuro
Sem melodias
Ficava abaixo do muro

Torpe, como lençol com moscas
Pensamentos maus e insanos
Quieto, com ideias toscas
Sequer fazia bons planos

Aí você nasceu
Como uma flor de lótus
E então cresceu
E com você fiz votos

Orgulhoso, observo
Você come, brinca e salta
Um ser alegre e sonoro
E hoje, minha poesia o exalta

Decimar Biagini

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Quase te amo, alvorada!



As ruas, hoje esquecidas
Pessoas recolhidas, despertas
Privadas de sonhos e vidas
Esperanças dúbias, incertas...

Acordo de madrugada
Num súbito, três horas
Sonho? Que nada
Só sirenes e suores

Pego o termômetro
Coração acelerado
E por um momento
Fico anestesiado

Viro de um lado ao outro
Nenhuma febre
Nem vivo, nem morto
Tento escrever, sem verve

E lá pelas sete horas
Antes que Dele duvide
Só silêncio, sem escolas
Quem diria, maldito Covid

São oito horas
Escuto carros
nos quebra-molas
Bom escutá-los

Pensando em Deus
Oro um pai nosso
Oro pelos meus
Faço o que posso

Decimar Biagini

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