No coração das Missões teu nome ressoa
Arcanjo de luz que a aurora entoa
E a memória antiga desperta e perdoa
Kharmas gravados na carne do tempo
São folhas que caem no teu firmamento
A raiz da violência perde o alimento
Quando tua lâmina toca o fundamento
Nos campos onde o Oriente chora
A pólvora grita e o sangue implora
Teu raio silencia a sombra que devora
E chama homens de bem como nova flora
Nas veias do mundo cansado de guerra
Azul que gira no sopro do céu
Azul que rompe o antigo véu
Azul que sela destino fiel
Azul que escreve outro papel
Ó São Miguel Arcanjo caminha aqui
Cura o passado que ronda a psicosfera
Protege além da aldeia do coração de guri
E sopra em regeneração a prometida era
Espada Azul guarda o povo
E faz da Terra um tempo novo