O Viajante Italiano e o Tempo
Dos mares longes, vindo de além-mar
Com carroças cheias, sonhos e esperança
Do Porto em Santos, parte a liderar
Jornada incerta, em nova andança
De Pelotas ouviu falar distante
Riqueza e terra de pasto sem fim
Mas a estrada é um monstro hesitante
Onde o tempo se dobra sem ter um porvir
Se fosse em solo de estrada certeira
Rápido o passo, veloz a missão
Mas bois e charretes, a sorte é ligeira
E arrasta-se a vida na mesma canção
Que é tempo, senão um jogo de engano?
E espaço, se move ao desejo humano?
Decimar da Silveira Biagini
06 de fevereiro de 2025
Poema metafísico
Ao trisavô Ferdinando Biagini
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