DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

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domingo, 6 de abril de 2025

Nuvem Carregada


Da janela virtual

Vejo seres perdidos

Pouca obra original

Aflições e pedidos

Baixo campo vibracional

Poemas tortos e feridos

O que significa isso afinal

Tantos espelhos refletidos

Entendo o processo

Da demência digital

Muito grito no excesso

Da inteligência artificial

Fiz alguns experimentos

Vi o abismo, confesso

Tive tentadores momentos

Só em Jesus, veio regresso

Toda obra presa no ismo

Sem Deus no centro

Pode cair no abismo

Do inútil aborrecimento

Edifiquemos a poesia

Com foco no bem-estar

Para manter alegria

E amor pelo versejar

Decimar da Silveira Biagini

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Muda ou Escuta

Muda ou escuta, musica MPB pelo poeta Cruz-altense Decimar

Se muda?

Árvore velha  
Não se muda  
Se fica  
Apodrece  
Se poda  
Fortalece  

Nem Cipreste  
Nem bonsai  
Nada que preste  
Do verso sai  

Nada produzo  
Só lanço sementes  
Metáfora uso  
Para os descrentes  

O verso cultivo  
Reutilizo adubos  
Para o incentivo  
Dos escreventes  

Se escuta?

Silêncio fala  
Quando reluta  
Eco embala  

Não é fuga  
É repouso  
Nem se julga  
Nem se ouso  

Palavra é brasa  
Arde e disfarça  
Quando se atrasa  
Já se refaça  

Não há estrada  
Que não se gaste  
Mas a pisada  
É o que nos baste  

Desenho nuvens  
Com mãos do vento  
Pinto as dúvidas  
De azul cinzento  

Meu canto é tento  
Meu som: vazante  
Só me sustento  
Se sigo errante  


A Lembrança no armário



Lá deixou Charlie Brown
Um casaco no armário
Para o irmão Nilmar
Que sorriu com relicário

Dias de luta, dias de glória!

Sua mãe de tantas eras
Arrancando memórias
Tirou Nilmar das trevas
A honrar lindas histórias

A vida é isso aí gurizada
Somos o que podemos ser
Cada um com sua jornada
No samba ou no raggae
No blues ou na toada
Qual a sua? Diz aí?

Eu estou aqui na Sexta
Sexta-feira sua linda
Sem pandeiro e sem skate
Sem bola, na berlinda

O que está feito está feito
Só fica amizade na vida
Ao Tiago amigo do peito
Mando um salve na sua lida

Decimar da Silveira Biagini
04 de abril de 2025

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Soneto ao Eco do Amor

Eu te amo ressoa em tom sagrado

Voz que desperta a alma em turbilhão

Vértice oculto em lume revelado

Portal que inunda o ser de inspiração


Quem diz treme é abismo ou é alento

Quem ouve teme e sente a eternidade

Seremos nós o amor ou seu momento

Ou só seu eco em busca da verdade


Flui pela vida antiga indivisível

Mais que um desejo, mais que um querer

Raiz celeste em sombra inacessível


Se o tom suportas deixa-te envolver

No amor não há domínio ou impossível

Há um tornar-se e então reconhecer


Decimar da Silveira Biagini

03 de abril de 2025

terça-feira, 1 de abril de 2025

Mente, Corpo e Alma: O Três em Um do Bem-Viver



Com ciência e esperança
E da fé a nos guiar  
Mente, corpo e nossa alma  
Precisamos equilibrar  
Quem ignora essa dança  
Pode cedo se entregar  

A tristeza é um remédio
Se soubermos entender  
Allan Kardec já nos disse  
Que ela vem nos refazer  
Não é pena, nem castigo
Mas lição pra renascer  

Se a ansiedade aperta o peito  
E o futuro causa espanto  
Chico disse: "O que passou  
Deixa estar no esquecimento  
Vive agora o teu presente  
Com coragem e sentimento"  

A raiva é um fogo ardente  
Que queima quem sente mais  
Mas Jesus nos advertiu:  
"Perdoai, perdoai"  
Pois a mágoa que consome  
Prende a alma em seus sinais  

Quando a dor da depressão  
Fechar portas no caminho  
Lembra sempre, disse Chico
Ninguém anda tão sozinho  
Pois Jesus nunca abandona  
Quem se perde no destino  

Nos ensina o Espiritismo  
Que o viver tem um porquê  
Nada é obra do acaso  
Tudo faz a alma crescer  
Cada queda é uma ponte  
Para o amor florescer  

O segredo está no meio
No sentir e no pensar  
Nem só corpo, nem só mente,  
É preciso equilibrar  
Quem escuta a própria essência  
Sabe bem onde pisar  

Por isso, amigo querido
Não se esqueça do divino  
Que na prece e no silêncio  
Revela o nosso destino  
E quem cuida da sua alma  
Nunca anda sozinho  

Decimar da Silveira Biagini
Cordel metafísico
Na Cruz Alta-RS, 1° de abril de 2025

Na luz do desapego

No templo ruído das contradições
Ergue-se a fé além do vão reflexo  
E os atos, libertos de um mundo anexo  
São chamas vivas nas revelações  

Nada é matéria, forma ou pensamento  
Nem tempo, nem grandeza, nem medida  
Mas há no vento a essência resolvida  
Soprando além de todo esquecimento  

O verbo ecoa em luz que não se apaga  
E a justiça, enfim, nunca se esvai  
Por mais que o véu da sombra se propague  

Se a bússola aponta à eternidade  
Que o homem veja além da tempestade  
Há céu depois do que se desfaz

Decimar da Silveira Biagini
Pregando 1° de abril, na matéria, ano de 2025

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