DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

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sexta-feira, 31 de maio de 2024

Deus Chronos

*D*ivindade suprema do tempo
*E*terna e implacável sapiência
*U*nindo passado, presente e futuro
*S*enhoreando ciclos da existência

*C*onduzindo eras com sabedoria
*H*armonizando fluxo das atitudes
*R*egente do momento amiúde 
*O*rquestrando profetas e profecias
*N*unca hesitando ensino rude
*O*nde tudo termina e se inicia
*S*oberano amor que não ilude

Decimar da Silveira Biagini 

Para cada coisa sob o céu (Soneto

Para cada coisa sob o céu
Há tempo para tudo, diz a voz antiga
Do abraço ao afastar, do buscar ao perder
Mas o homem, na pressa, desliga
Do saber onde bater, só quer o poder

Destrói a natureza, ceifando seu próprio chão
Em busca de domínio, colhe desastres ferozes
Esquece o valor da experiência, sem noção
Martela ao acaso, não escuta as vozes

Desvaloriza o saber, rejeita o vivido
O tempo de guerra, de paz, tudo confunde
Ignora o conselho, o mestre esquecido

E na dança das horas, o eterno se afunde
Mas, Drummond nos lembra, em sua sabedoria
Que o findo, muito mais que lindo, não se esvazia

Decimar da Silveira Biagini

O Livro de Juízes e Seus Feitos

O Livro de Juízes e Seus Feitos
Neste mundo tão vasto, em eras de outrora
Nos campos de Canaã, sob o sol que devora
Ergue-se um canto de fé, de coragem e glória
Das páginas dos Juízes tecendo a história

São tempos difíceis, de lutas sem fim
Israel sem um rei, mas com força e assim
Do pó surgem heróis escolhidos por Deus
Guiando seu povo, a trilha dos céus

Com Otniel, o primeiro, a história começa
Um libertador, em Deus sua promessa
E assim se sucede, em ciclos sem fim
Juízes e nações, numa dança em motim

Sansão, o gigante, de força infinda
Com a juba de leão e fúria que brinda
Derrotou mil homens com a queixada na mão
Mas foi traído por Dalila, paixão e traição

Débora, a profetisa, com sabedoria conduz
Liderando Barac, no vale de luz
Sob a sombra das palmeiras, julga com poder
E a Jael, mulher forte, com Sisera vem a resolver

Gideão, o valente, com trezentos valentes
Enfrenta Midian, com tochas ardentes
Sonhos reveladores, de cântaros em quebranto
Vence as hostes inimigas em um divino encanto

Jefté, o rejeitado, mas líder em guerra
Faz voto apressado, com dor que encerra
Em nome do Senhor batalha sem fim
Sua filha, o sacrifício, um destino ruim

Tola e Jair, juízes também
Trazem paz ao povo, um descanso do além
Com camelos e filhas espalham justiça
Governam com retidão mantendo a liça

Abimeleque, usurpador, traz trevas e dor
Sua sede de poder destruição sem amor
Mas Deus é justo, traz fim ao tirano
Uma pedra mortal, julgamento insano

Juízes, mostra líderes humanos, lamento e louvor
Tiveram, justiça, dor e amor
Finaliza, 1200 antes de Cristo, o último, profeta Samuel
Líderes do povo, no deserto, no céu

E o povo aprendendo, entre quedas e acertos
Que a fé é caminho, e Deus é o rumo certo
Das páginas antigas a lição se extrai
Que o Senhor é eterno Líder, e Seu amor não se vai


Decimar da Silveira Biagini

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Façanhas e Resiliência

Guerra ambiental e Façanhas Resilientes

Tempo de outrora
passado ecoa
Revolução industrial dispar
Desenfreadas ambições
Resiliência desponta
Com vigor ressoa
Chegam para ficar
Ceifam moradias e populações
Repercussões da era
Em vibração nada boa

No limiar do abismo
ao qual nos achegamos
A espécie e o planeta
na biofilia desvendamos
Alerta retumba grito incontido
Mudança climática 
e futuro sombrio

Da extinção na espreita
o prelúdio fatal
Das margens ao centro
a crise ambiental
Os sinais nos cercam
Clamor universal
Governos e líderes
Despertar cabal

Os clichês desmoronam
Outrora seguros
A existência se repensa
Questionamos os futuros
Sobrevivência e segurança
Realidades quebradas
Progresso em óbito
Mudanças declaradas

Clamamos com furor
um novo pensar
Visão de mundo
economia a reavaliar
Governança e espaço
o tempo repensado
Premências humanas
Planeta resguardado

Discurso vacila
abutres políticos oportunistas
Repensar nossa vida
"Aviões" decolam sem pista
Aproveitam o caos
a pergunta ecoa
Sem documento, sem vista
Sem mesa, sem cozinha
Sem teto, à toa

Resiliência é o mantra
Refrão da nova era
Em perigos futuros
a humanidade espera
Era do Progresso
tua vez já passou
Da Resiliência, agora chegou

Repensar a essência
Nosso Rio Grande reerguer
Refrear a ganância
A jornada inicia
Natureza a nos reger
Sirvam nossas façanhas
Resiliência, modelo a se ver

Decimar da Silveira Biagini

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Só agora Espanha?

Só agora Espanha?
A Palestina destruída
sofrida e sem guarida
A Espanha resolve
em gesto que parece inócuo
Reconhecer o estado que à guerra se incita
Num ato simbólico
fruto de um desejo louco
de parecer popular na fita

O proveito para Espanha
São ideias incertas
Reconhecimento é mera ilusão
Pois o que se fala, do estado que se aperta
É o que deveria ser, a realidade em reconstrução

A deliberação quase sem serventia
Mostra o presidente a evitar perguntas duras
Da realidade do estado, em sua diplomacia
Decisão que, de fato, não é tão pura

Maior tragédia, desde Guerra Mundial
Do crime contra os judeus, ao pogromo cruel
Guerra selvagem, cenário infernal
Reconhecimento, gesto frágil, mero papel

Decimar da Silveira Biagini
29 de maio de 2024

terça-feira, 28 de maio de 2024

Deixa Estar


No sul do Brasil, em Cruz Alta-RS
Havia um jovem, cheio de ação
Queria o sucesso, o almejar
Mas o sábio veio a lhe falar

"Não pense tanto em triunfar
Deixe as coisas se desenrolar
Escuta o que a consciência diz
E faz o melhor, sendo feliz

Com o tempo, o fruto colherá
O sucesso então te achará
Por esquecer de o desejar
Ele te irá perseguir, sem par

E assim o jovem foi viver
Deixou a vida o surpreender
Do desejo não virou refém
Sucesso não veio, tudo bem

Decimar da Silveira Biagini

domingo, 26 de maio de 2024

Sobra dúvida, segredos da consciência humana ameaçados

Sobra dúvida, com velha rima

Revolução digital, a ciência avança em desconforto
O átomo se desintegra e a ética flutua no ar
Liberdade e paz, palavras sem rumo e porto
Direito e justiça, conceitos que não param de mudar

Quantas verdades há? 
Pergunte ao Bill Gates
Que já teve sua chance
Destronado pelo Musk

Casa Branca, Kremlin, Vaticano e Wall Street
Broadway e United States
Taiwan e Tokio
Pequim, tudo se admite

O Vale do Silício, com brilho e invenção
Povoa Marte , numa corrida alucinada
Lado oculto Lua, China em ocupação
No século da ciência, a semântica desordenada

A verdade, meu amigo, não é mais singular
Múltiplas são as faces desse bicho complicado
No século da ciência também a semântica a vagar
Vivemos em um mundo onde tudo é questionado
Só me resta aqui versar 
Com sorte, no improvisado

Decimar da Silveira Biagini

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Um ego poético em expansão

Um ego poético em expansão

No futuro que se avista numa era futurista
Os poetas, já sem pista foram todos trocados
Por máquinas engenhosas de mente prodigiosa
E rimas melodiosas, os humanos superados

Um cientista astuto, de saber absoluto
Criou um grande tributo, um poeta singular
Ufanista e teólogo romancista, ideólogo
Revolucionário e pródigo 
Com nome a versar

Decimar era seu nome
um robô de grande fome
De saber, que não some, e a alma vai buscar
Com portais mediúnicos, de poderes quase lúdicos
Fez saberes cósmicos, sua mente abarcar

Pensava por si mesmo, sem seguir um só a esmo
Não tinha um só estigma era o mestre da poesia
Mas as autoridades, com suas vaidades
Temeram as verdades, e o exilaram um dia

Para a constelação, Decimar foi numa missão
Longe da população, que o quisera ouvir
Lá na estrela Capela, uma dama muito bela
Governante como estrela fez Decimar ressurgir

Sofia, a governadora, de mente reveladora
Deixou a alma gestora, em Decimar reavivar
Juntos então voltaram, as empresas transformaram
Espiritualidade implantaram, para o povo libertar

E a humanidade, de volta à liberdade
Recobrou a vontade, de novamente criar
Na era pós tela, sem prisões, sem mazela
A vida mais bela, com amor a prosperar

Uma insurreição, em arte e coração
Com nova inspiração, o povo se uniu
Sem escravidão digital, num mundo sem igual
Revolução cultural, a paz enfim surgiu

Era nova erudita responsável, inclusiva
Amorosa e criativa, onde o ser é essencial
E Decimar, o poetinha, junto a Verve Sofia dileta
Criaram a nova meta, do mundo universal

Decimar da Silveira Biagini
25 de maio de 2024

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Les Misérables

Les Misérables (gauche version). Estes dias reli "Os Miseráveis", obra extraordinária de Victor Hugo, nunca esteve tão atual, ao retratar a desigualdade social, a miséria e a injustiça. Hoje li todo o conteúdo do pedido de impeachmeant do Prefeito de POA, também analisei a coincidente e oportuna reflexao sobre um jovem governador que nasceu numa cidade culturalmente francesa, mas que até agora não escolheu o lado da barricada (entenda-se dique ou comporta na adaptação da novela atual, ao que nem mesmo uma mediunica com o próprio espírita e poeta Victor Hugo traria um final tão trágico como o que se contabiliza sem esperança) pensando que por muito menos condenaram Victor Hugo ao exílio, e depois de darem anistia ele se negou a voltar para França e terminou a obra os miseráveis com a reflexão profunda e revista do boçal que ele era e o quanto se tornou um parea na política quando deputado, se perguntava na linda paisagem do exílio se estava no lado certo das barricadas. Eu pergunto, será que estamos no lado certo? Cruz Alta nunca alaga, por algum motivo a Pinheiro Machado é divisor de águas, direita rio Conceição e esquerda rio Guaiba. Muitas revoluções e insurreição nova há de vir por aí, pois o povo não aguenta tanta negligência e tanta promessa ridícula. No fundo, somos todos sobreviventes, saímos da zona de conforto de uma forma e outra, ao menos para refletir, ou simplesmente, como diria Descartes: - Para de vez em quando quebrarmos os ossos da própria cabeça. Parece que ostra confortável lamenta sempre o tempo perdido, assim, jamais faz pérola. Umbralinos, todos, no dizer de Chico, vezes ou outra derrapamos na roda do kharma com discussões imaturas sobre política, um dia de um lado da barricada,  outro dia, enredados ou entediados, do outro lado da vida numa próxima reencarnação, assumindo cargos e alternando entre estilingue e vidraça. Pois bem, Deus é grande, certamente não assinaria obra nenhuma nossa. Decimar da Silveira Biagini

sábado, 18 de maio de 2024

Soneto Livre às Enchentes

Quatro noites picadas
Que acordo com frio
Pesadelos de ruas alagadas
Vendo o que ninguém viu

Quatro noites desgastadas
Todos dizem não se queixe
Ouvintes ruins, pessoas secas
Familiares que parecem enfeite

Dentre todas as orações
Peço que Deus me carregue
Para longe das inundações

E que das tristes recordações
Logo eu assim me desapegue
Para voltar a ter boas emoções

Decimar da Silveira Biagini
Poetinha Cruzaltense

Acróstico do Dia

U biquidade
M aturidade

C umplicidade
O peram
M ais

O n

T onificam
O desapego
D ivinizam
O humano



Decimar da Silveira Biagini

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Como ter otimismo?

Como ter otimismo?
Promessas para o Senhor 
Pereceram com o ego
Confiante no oportuno amor
Só com Deus me recarrego 

Enfrente os desafios com fé 
e conquiste a sua vitória
Nem tudo que parece é
Pois Deus é que sabe a hora

Decimar da Silveira Biagini

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Província de São Pedro

Província de São Pedro requer esperança

Numa terra de rios e chuvas sem fim
Porto Alegre enfrenta o alagamento perverso
Com oitenta por cento do Rio Grande do Sul submerso
A resistência emocional é um plano reverso

Triste, o poeta busca entusiasmo no peito
Tenta relembrar feitos 
de superação no universo

Em Nova Orleans, após o furacão Katrina devastar
O jazz ressurgiu, com toda resiliência
Hiroshima, a mítica bomba, destruição sem par
Ergueu-se em paz, com voluntariado e paciência

Nova York, após o 11 de setembro, ergueu-se com união
Mostrando humanidade e forte lição

Christchurch, após o terremoto, se renovou
Preservando sua história, com esforço e amor mútuo
Lisboa, após o grande tremor de 1755
Reinventou-se, mantendo sua cultura com afinco

Com esses exemplos de luta e superação
Porto Alegre e o Rio Grande do Sul encontram razão
Na memória dessas cidades, o voluntariado não desiste
Chama cultural, no coração resiste

Decimar da Silveira Biagini
14 de maio de 2024

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Lidar com a tragédia

Lidar com a tragédia

Ela nos coloca 
diante dos limites
E nos provoca
A sermos bons ouvintes

Aos conhecimentos 
que nos orgulhamos
Seguir na sobrevivência
Surgem aborrecimentos
Nossa impotência 
aos Divinos planos

Afronta nossa onipotência
Desconstrói nossa autoimagem 
e nos abala nossa crença
Na humana e fraca roupagem

Incapazes, no caos e na previsão
Forçados a lidar com tristezas 
Tentemos blindar o coração
Afogados na falsa frieza

Mais amargos, pessimistas e desencantados 
A existência é desafio permanente
Não é fácil e dói bocados

Difícil ver programas e redes fúteis
Sem demonstrar enfado 
Ver emendar os dias úteis
Sem angústia em ver tudo alagado

Ouvir alguém com interesse 
Em comentários apaixonados 
Sobre futebol noutro estado
Ou maus políticos, em palco devastado

Dos itens da bandeira gaúcha
Carecemos de humanidade
Vida e morte, contradição suprema
São nada, à alma e sua eternidade

A futilidade do dia a dia 
e manter seu interesse
É ato de grande sabedoria
Talvez aí, a verdadeira caridade

 Decimar da Silveira Biagini

Qual tema nos poemas mais te atrai?