DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

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sábado, 26 de agosto de 2023

Ciência e Religião

Ciência e religião, amigos consoladores

Na Terra Moderna, um embate eclodiu
Anti-religioso, o homem persistiu
Ele se bastava, a razão erguida
Substituia crenças, a fé reprimida

Gerações passadas, conflitos ouvidos
Fé e Ciência em luta, amigos perdidos
Mas além da tensão, equilíbrio emergia
Síntese brilhante, verdade se abriria

Teilhard de Chardin, palavras de luz
Via novo caminho, sabedoria reluz
Não eliminação, nem dualidade à vista
Síntese harmônica, a que verdade persista

Terra Moderna, palco de transformação
Conflito se resolve, nova harmonização
Razão e fé, de novo juntas a dançar
No fenômeno humano, síntese a brilhar

Decimar da Silveira Biagini

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

202 anos de Cruz Alta

202 anos de Cruz Alta

Cruz Alta, cidade de fé e sorte
História e versos, pulsar encantado
Cosmo e Cristo, pioneiros fortes
Mística, Portal, legado sagrado

Campo e lenda, mito em canção
Alma, encanto, versos que ecoam
Nome de Cruz, devoção em coração
Vida e luta, povo que se entoam

Sonho eterno, Cruz Alta a pulsar
Erico imortal, memória a vibrar
Em floreios e versos, poema se tece

Espírito espreita, tenta ajudar
A cidade vive, e o soneto renasce
Plantio e colheita, Verbo a sondar

Decimar da Silveira Biagini

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Ancestralidade latente

Ancestralidade latente

Muita emoção
Visita dos avós
Um só coração
A rogar por nós

Os netos
Troféus dos anciãos
São anacletos
Sagrados da tradição

Honrar os pais
Amparar os novos
São leis ancestrais
A amparar os povos

Decimar Biagini

sábado, 22 de julho de 2023

Reiki para atrair prosperidade


Voce é um ser poderoso
Só precisa repousar
Sinta-se num lugar majestoso
Pois é hora de se repaginar

Depois, seja leve e pense simples
Isso transcende a receptividade
Já traçou projeto com requintes
Agora o Divino prepara conectividade

Lembre que a energia já existe
Gurus são meros eletricistas
Trocam a lâmpada que não resiste
E a atração trará boas estatísticas 

Decimar da Silveira Biagini

Fábula

Chapéuzinho vermelho e o lobo bom

Trilhar os primeiros passos
Com zelo, fé e carinho
Tempos presenciais escaços
Para quem não tem anjinho

A missão é nobre e bela
Levamos com gratidão
Servir, amar e cuidar dela
Valentina, fruto da paixão

Decimar da Silveira Biagini

Orquestra para um doce lar

Orquestra para um doce lar
Para construir um lar
Precisamos de uma equipe
Motivada deve estar
Que falta de fé não a prejudique

Para construir um lar
Todos são importantes
Boas lembranças a lembrar
Não basta retratos na estante

Para voltar para sua morada
E sentir-se seguro e feliz
É preciso ter Jesus na estrada
Pois Ele sabe o que diz

Sinta o vento bater
Deixe o sol entrar na sua vida
O lar te fez amadurecer
Faça a gratidão ter guarida

Decimar da Silveira Biagini

segunda-feira, 17 de julho de 2023

O caminho da luz na ignorância de Jó

O caminho da luz na ignorância de Jó
No fulgor do além, ressoa o Criador
Em majestade, Sua voz ecoa
Do mistério que envolve a escuridão
Ao coração de Jó, Deus assim fala:

"Nas brumas do tempo, onde estavas tu
Quando o mundo brotava em primavera?
Com sabedoria imensa, então Eu
Fiz a Terra e os astros na esfera

As águas do mar, quem limitou
Impedindo que avancem sem freio?
Quem orquestrou a aurora e o alvorecer
Em esplendoroso e vivo arpejo?

Contempla as estrelas, és capaz
De guiá-las com mão soberana?
O desígnio eterno, entendes tu
Ou o enigma da noite insana?

Na riqueza das matas, sabes, Jó
A origem, o porquê e a razão?
No voo das aves, compreendes tu
Cada espécie, seu rumo e função?

Me explica o relâmpago a brilhar
O trovão, seu rugir tão potente
A ordem dos céus, sabes proclamar
Qual estro divino, canção presente?

Em cada mistério, Jó, observa bem
Minha mão está sempre atuante
No curso dos séculos, além do além
Eu conduzo a história adiante

Agora, Jó, entende o que Eu sou
O Deus que transcende a ignorância
Em meio às agruras, confia em Mim
Pois Eu guio tua jornada com ânsia."

Assim, na tormenta, em meio à lição
Jó encontrou luz na escuridão
Deus revelou-se, com compreensão
E o simples mortal ganhou coração

Decimar da Silveira Biagini

A tal da reforma íntima

A tal da reforma íntima 

No resgate da consciência, a limpeza é essencial
Sentimentos e pensamentos, o caminho sensacional
Elevando a frequência, buscando evoluir
Missão interna, Deus em nós a construir

Na Terra fomos postos, por Deus designados
Nossa jornada clara, mas o ego desviado
Da missão verdadeira, cegamente se afastou
Em missões externas, muitos se encontrou

Aos poucos recordamos, a essência em nós pulsar
Mas poucos compreendem, a limpeza a se realizar
Perdidos nos labirintos, sem enxergar o porvir
Correm para lá e para cá, sem rumo a seguir

Gandhi, Chico Xavier, seres de luz a brilhar
Dalai Lama, Teresa de Calcutá, exemplos a admirar
Guiados pelo Eu Superior, na verdade a navegar
Enquanto bilhões perdidos, pelo ego a vagar

Que possamos lembrar, da missão interior
Elevar nossa consciência, a cada novo dia e hora
Limpar sentimentos e pensamentos, luz irradiar
Assim seremos exemplo, nessa jornada singular

Decimar da Silveira Biagini

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Aqui não há nenhum santo

Aqui não há nenhum santo
Assusta nas derrapadas
Uma claudicada materialista
Diga quem não dá uma pecada?
Imagina e concretiza conquista

Gosto de brinquedos caros
Não sou de ficar para trás
Ser espiritual exige preparo
Sou apenas um latino rapaz

Sei a hora de acelerar
Viemos para um mundo de provas
E a hora de frenar
Pois cada um segundo suas obras

Decimar Biagini

domingo, 9 de julho de 2023

Retrocausalidade

Retrocausalidade
No tempo emaranhado, um enigma surge
A retrocausalidade, onde o passado se imerge
Entre escolhas e destinos, um jogo se desenha
Livre arbítrio ou fatalismo? A mente se apanha

Na teia do tempo, o futuro se entrelaça
Em cada decisão, uma realidade se embaraça
Somos senhores do destino ou meros joguetes?
A humanidade se debate, nas incertezas mais discretas

Do passado ao presente, num fluxo incessante
Caminhamos rumo ao futuro, na trajetória constante
O livre arbítrio nos guia, nas encruzilhadas do caminho
Mas o destino espreita, oculto em seu manto mesquinho

E assim seguimos, entre dúvidas e questionamentos
Explorando a existência, com anseios e tormentos
A retrocausalidade nos convida a repensar
O que é o livre arbítrio e como podemos criar

No tecido do tempo, o destino é entrelaçado
E a humanidade busca um sentido, um legado
Que possamos encontrar na liberdade a resposta
E moldar nosso destino, com amor e esperança imposta

Decimar da Silveira Biagini

Perdemos a elegância?

Perdemos a elegância? Suor e lágrimas nostálgicas!

Aquecimento global, triste melodia
Elegância se apaga, geração perdida
Roupas de inverno, lembrança fugidia
Lã de ovelha esquecida, história esvaída

Calor sufocante, gelo se desfaz
Moda em transformação, tempo veloz
Congela a elegância, falta audaz
Planeta clama, história a nós

Geração chamada a despertar
Preservar o planeta, consciência abraçar
Moda sustentável, novo olhar
Lã de alpaca obsoleta, futuro a encontrar

Decimar da Silveira Biagini
Fotografia de 1956, Marylin Monroe, do brilhante fotógrafo Robert Litle

Sermão Quântico

Poema Estilo Sermão da Montanha Quântico
No Evangelho quântico, o mistério se revela
Sete silabas ecoam em cada verso
As religiões, tão newtonianas, na espera
Da verdade profunda, do etéreo universo

Deus não se define, pois simplesmente é
Seu ser transcendente envolve toda a criação
Ateus, questionadores, trilham seu próprio réis
E o evangelho ressoa em cada coração

Os sete chakras primários em sintonia
No hino dos átomos, nas ondas sutis
A dualidade se dissipa, a fé irradia
Pois Deus transcende as teorias hostis

Ter ateus é um bem para o evangelho
Pois Deus não se justifica, apenas é
Sua essência permeia, em todo espelho
E na busca sincera, a verdade se dá de pé

Ergue-se a voz da alma, na busca infinita
A poesia das partículas, o divino a se entrelaçar
O Evangelho quântico, mensagem bendita
Revela o Deus que é, no cosmo a pulsar

Assim, nos sete cetros, a sonoridade ecoa
E o véu se desfaz, nas ondas do amor
O Evangelho quântico, em sua tese que voa
Convida a contemplar o divino fulgor

Decimar da Silveira Biagini

sábado, 8 de julho de 2023

Trajetória do Poeta Espiritualista



No noroeste do RS, um médium jovem e valente
Buscava orientação em seu dom tão eloquente
Mas havia uma dúvida que o fazia questionar
Qual entidade seguia, a quem devia escutar

Na vastidão do além, ouvia vozes a lhe chamar
Espíritos de luz e sombras, prontos a lhe falar
Mas sabia o médium, com sua alma empreendedora
Que concordar sempre, não era a lei que apregoara

"Não se faz ciência espírita concordando com afinco,
É preciso analisar, investigar sem medo do abismo
Desenvolver o espírito, o olhar aguçado de pesquisador
Rompendo as barreiras, ser cientista de alma e fervor.

Determinado, o jovem médium tomou a decisão
De buscar a verdade, sem temer o desconhecido então
Construiu seus instrumentos, com sabedoria e arte
Para explorar o imaterial, desvendar cada parte

Cercado de incertezas, seguiu seu caminhar
Com versos enxutos e sonoros, pronto a desbravar
Sabia que a jornada seria árdua, cheia de desafios
Mas estava disposto a encarar todos os meios

Nos estudos do Livro dos Espíritos, encontrou inspiração
Nas obras de Kardec, fundamentos para sua evolução
E, assim, o médium jovem mergulhou em seu labor
Pesquisando as verdades, explorando o mundo interior

Ouvia as vozes, mensagens do além que chegavam
Mas com discernimento, as respostas ele filtrava
Pois sabia que a ciência espírita, em seu leito fecundo
É construída com amor, razão, estudo profundo

E assim, o médium jovem seguiu sua trajetória
Caminhando entre mundos, com fé e sabedoria
Em sua busca constante, encontrou seu equilíbrio
Servindo à causa espírita, seu dever e compromisso

Que sirva de exemplo o médium em sua jornada
Para todos que desejam trilhar a mesma estrada
Pois a ciência espírita é luz a iluminar
Um convite à pesquisa, ao amor e ao amar

Decimar da Silveira Biagini

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