DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

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domingo, 18 de agosto de 2019

Releitura do Soneto

Releitura do soneto

Querido e preterido soneto
Sei que andei ausente
Amando uma escrita diferente
Em versos como os de Mileto

Acontece que fui flechado
Enquanto deixava a porta aberta
Não que eu tenha procurado
Mas o amor atinge até o poeta

Agora, vim visitar tua instigante dimensão
Nesses quatorze versos de encantos
Querendo apenas o teu perdão

É que escutei ao longe teus prantos
Voltei para dizer que parti sem solidão
Graças ao que aprendi com teus mantras

Decimar Biagini, 18 de agosto de 2019

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Depende!

Depende de você!

A verdade
traz confiança
A mentira
Decepção

Se sei disso
Desde criança
Por que a ira
na desilusão?

Derrota ou aprendizado?
Depende da temperança
Se vive ou espera o reinado
Cedo você vira a herança

A vida é curva
O ensino é duro
A água é turva
Mas o gole é puro!

Decimar Biagini

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Cambona

A Cambona da vida

Chega com respeito
Carente por uma centelha
Meio que sem jeito
Como uma operária abelha

Sabe o valor com humildade
Aquece da base até seu peito
Matear na hora do aperto
Com um gaucho de verdade

Como o chimarrão e a brasa
Não escolhe um fim de tarde
É  amiga em toda casa

Num galpão, ouve um causo
Num palácio serve a solidão
No chão, faz feliz o descalço
E na estribaria, esquenta o peão

A vida é brasa ligeira
E a Cambona não espera só
A alma alimenta a fogueira
O mate segura o tempo
Com a lembrança do firmamento
Enquanto o homem não vira pó!

Decimar Biagini

domingo, 28 de julho de 2019

COMO QUERO-QUERO

Como Quero-Quero

Até mesmo o quero quero
É viajante desprevenido
Coloca ovo no pé da Serra
E nunca precisou de ninho

Essa vida bem cigana
De levantar acampamento
Cuja alma logo emana
Um velho pensamento

Olhai as aves
Quanto poder na simplicidade
Pois bem sabem
Que estão aqui só de passagem

Quero-quero é mochileiro
Mas é ligado e bom cuidador
Leva o bom companheiro
E defende o ovo com amor

No que eclode muda de rumo
Outras bandas, outra cor
Deixa na grama seu insumo
E parte sem sentir dor

Decimar Biagini - mirante de Nova Petrópolis-RS, 28 de julho de 2019

sábado, 27 de julho de 2019

ESCOLHA SEU FIM NO ENREDO ABAIXO




Na fila de espera para decisão do destino dos desencarnados, através de uma séria avaliação do que havia feito cada ser em seu currículo pela passagem na terra, um sábio Cacique que vinha de uma tribo já extinta em meados dos anos 80 respondeu ao Geógrafo que no processo encarnatório anterior esteve frente a frente com o integrante daquele eminente genocídio que levantava topografia e relevo para instalação de uma mineradora próximo a uma foz (naquela situação o índio perguntava se o Deus dele aprovava largar mercúrio num rio próximo a aldeia. O Geógrafo, falou que no caso ele não tinha um Deus, que quem iria fazer o levantamento de viabilidade era uma sonda e que um robô iria fazer o rejeito e separação dos detritos):
- Se você não acredita em Deus, não se preocupe, quem tem de se preocupar são as futuras gerações! Cada pessoa tem a crença que merece, o que não podemos é deixar tudo por conta da ciência, da tecnologia, da robótica e deixar de encarar os fatos com humanidade e respeito ao próximo!
O resultado, na opção um (fazer o que a ciência determinava) ele estaria no Umbral hoje, e certamente não teria o reencontro com o velho conhecido. Na opção dois (caiu em si, e tomou uma sólida medida das consequências de seus atos) livrou muita gente do genocídio. Na opção três (pediu demissão e foi substituído por um inconsequente técnico). Na opção 4, assumiu o comando da tribo e lutou pela foz do rio em perigo.
Resumo da ópera, como dizia Chico Xavier - "Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim"!
Decimar Biagini - ensaios de ficção espírita, julho de 2019.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Noite Gramadense



Estamos em recesso
Menos pessoas
E mais progresso
Energias boas

E tudo que te peço
Passar pela rua
Rir quando tropeço
Minha mão na tua
A certeza desde o começo
A benção da lua
E todo amor do universo!

Decimar Biagini

quinta-feira, 21 de março de 2019

Churrascaria Global

Fui num churrasco bem burguês
Tinha assador de mini-saia
Tomava whisky escocês
E o sal rosa do Himalaia
Num tal de tofu japonês

Sua vó veio da Itália
Pêlo no sovaco e no peito
Maionese com batata palha
Com uns brotos meio pretos

A lenha se aposentou
Viu a churrasqueira ecológica
Puxou um cepo e se escorou

O garçom Pablo era argentino
Com camisa canarinho
No caixa tinha um menino
A cerveja sem colarinho
E o gerente era um robô

O galeto era tulipa
Vinho branco era francês
E a turma toda aflita
Com um menu todo chinês

Decimar Biagini
21 de março de 2019

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Acidente em CRUZ Alta

Acidente em Cruz Alta

Hoje presenciei um acidente
Envolvia uma jovem motociclista
A vida é tão surpreendente
A preferencial foi golpe de vista

Pessoas em volta queriam mexer
Outras tentavam evitar os incautos
A menina tentava apenas sobreviver
E eu observava tudo lá do alto

Vinte minutos para chegar ajuda
Bombeiros e SAMU chegam juntos
O pessoal aflito, Deus nos acuda
E lá se foi mais dez minutos

Ambulância fecha as portas
Uma eternidade parada
Dúvida seguiu em linhas tortas
E partiu de sirene desligada

Decimar Impotente Biagini
10 de dezembro de 2018

Trajeto opcional

Trajeto opcional

A vida é diferenciada
Pra alguns é sofrida
Pra outros quase nada
A pimenta pode ser ardida

Mas sem semente, adocicada
A lição é logo entendida
Vai do limão à limonada
Uma idéia já tão batida

Mas difícil de ser vivida
Não pode ser vendida
Mas apenas sentida

O caminho, o estilo de vida
É o que determina seu final
Se escura ou colorida
Resta na sua visão o fulcral

Decimar Mais Leve Biagini
11 de novembro de 2018

Recesso à vista

Recesso à vista

Talvez seja dada a hora
De olhar para a estrada
Pegar a minha senhora
E marmita para a jornada

Amarrar a prancha no teto
Tirar o isopor do escuro
Chamar a família pra perto
Dormir em rede sem muro

Achar o óculos escuro
Sentir a brisa na testa
E não ter hora para a festa

Fazer aquela ceia sem pressa
Chorar com velha cantiga
E fazer Natal à moda antiga

DECIMAR NATALÍCIO BIAGINI
11 DE DEZEMBRO DE 2018

Tempo dentro e fora

Tempo dentro e fora

Tão batido
Tão necessário
O tema lido
É um falsário

Me faz prometer
Mas não aparece
Não dá para saber
Quando some ou
desaparece

O tempo é crédito
O tempo é dúvida
O tempo é débito
O tempo é dívida

Me solicitam
Peço só um momento
Depois gritam
Pois sou desatento
Se me irritam
Eu peço um tempo

Me torno volátil
Me torno elástico
Me torno versátil
Me torno sarcástico

O tempo é ironia
O tempo é castigo
O tempo alforria
E nos faz mendigo

Carentes do que somos
Nos perdermos com o tempo
Na lembrança do que fomos
Viramos folhas ao vento

Tateamos nas redes
Somos varridos pela informação
Nos falseamos de medos
E então nos blindamos de toda ação

Vale mais quem está longe
Cancelamos compromissos
Tanta ausência, quase monges
Não fosse por não refletir isso

Nossas retrospectivas
São um flashback editado
Frustrados nas expectativas
Vamos curtir sem recados

Decimar Sem Tempo Biagini
12 de dezembro de 2018

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Sábado para domingo

Sábado para domingo

Temos mania
De acordar depois das oito
De não curtir o dia
Esperando a noite

E quando essa chega
Bate a preguiça de não sair
E nesse desapego
Só resta escrever, ler e curtir

Deixe de lado a meta no domingo
E aquele frio, que fic na barriga
Dia de colocar dieta de castigo
Chega de desafio, chega de intriga

Para quem acordar cedo
E resolver fazer caminhada
Deixo minha cerveja no gelo
E uma carne bem assada

Mas caso haja entrevero
Aquela montoeira desenfreada
Sugiro árabe carreteiro
E duvido não sobrar nada

Decimar Biagini

Rituais e lembrancas

Rituais e lembranças

Lá pelas tantas chega o Natal
Junto com impostos e prestações
Aquele impulso descomunal
No fundo, são tantas as emoções

E o décimo terceiro chega ao final
Nada com mãos comprometidas
E tão ligeiro quanto o prazo fatal
Chega o ano novo em nossas vidas

Surge a inquieta sensação de mudança
Aquelas promessas outrora esquecidas
Colocada toda frustração na balança
É as pressas que se fazem pedidos
Frutas contadas, ceia: - haja pança

Não bastasse isso, as formaturas
As viagens que você não pode evitar
E seu bolso faz aquelas conjecturas
Não é hora para pensar, mas comemorar

E tudo isso, descobrimos cedo
Que a diferença entre adulto e criança
Está em quem vai pagar pelo brinquedo
E a cada ano, vinheta de tv, muita esperança

É amigo, a humanidade se reinventa
E parece que dos rituais nunca se cansa
É preciso marcar com alegria toda lembrança
Entao curte aí, reposta, ignora,  ou comenta!

Decimar Nostálgico Biagini
4 de novembro de 2018

MODUS VIVENDI*

MODUS VIVENDI*

O local onde tudo acontece
Não é bom de memória
Um fluxo de sangue e glória
Que não segura e logo esquece

O coração não conta história
Ele a faz, sente e vivência
A tarefa não é simplória
Tem que ter competência

Quanto ao cérebro
Esse ser frio e manipulador
Perturba nosso ânimo
E pode até ser motivador

Quando acusa usa recursos
Trabalha com registros do coração
A mágoa faz julgamentos sujos
Batalha com sinistros da rejeição

O processo seletivo natural
Incumbe à alma e ao caráter
Restaura o equilíbrio usual
E enquanto o coração bater
O cérebro nos traíra até o final
Mas o bem deverá prevalecer
Com o auto-perdão fulcral

Então amigos, paz e bem
Cuidem do coração
Vigiem seu cérebro também
Que a alma terá evolução
Fugir disso, é negociar sem refém

Decimar Biagini
4 de dezembro de 2018
* Acordo entre as partes onde se estabelecem condições temporárias.

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