Quando a manhã se oferece
Uma prece ao céu se eleva
E a luz em nós floresce
No silêncio do altar
Toda alma que se perdeu
Tem direito a recomeçar
Pai, ilumina os esquecidos
Os que perderam a direção
Os que se julgam escolhidos
Sem conhecer o próprio irmão
Abençoa quem não reparte
O pão que sobra em sua mesa
Quem fez do orgulho sua arte
E da riqueza uma fortaleza
Senhor, ampara quem perdeu a estrada
Quem fez do próprio orgulho uma prisão
Quem traz a luz da alma sufocada
E esquece a voz sublime do perdão
Consola a criatura atormentada
Que troca a paz por falsa ostentação
Desperta a inteligência enclausurada
Nos quatro muros frios da ilusão
Não há poder maior que a caridade
Nem julgamento acima da clemência
Nem ouro que nos compre a eternidade
Que o amor transforme a dor em consciência
Pois quem semeia a luz da humanidade
Encontra em cada irmão tua presença
Que ninguém se perca sem amor
Que ninguém se esqueça de viver
Onde houver a sombra e o rancor
Seja a nossa luz o bem-fazer
Não viemos para condenar
Nem vencer o mundo por vaidade
Viemos para amar e despertar
A divina luz da humanidade
Pai, desperta os distraídos
Que ferem sem sequer notar
Acolhe os corações vencidos
Que já não sabem perdoar
Ensina aos sábios a humildade
Aos poderosos, compaixão
E aos que esqueceram a bondade
Devolve a paz ao coração
Se entre o berço e a despedida
Somos instantes do infinito
Que seja o amor a nossa vida
E o bem, nosso destino escrito
Que ninguém se perca sem amor
Que ninguém se esqueça de viver
Onde houver a sombra e o rancor
Seja a nossa luz o bem-fazer
Não viemos para condenar
Nem vencer o mundo por vaidade
Viemos para amar e despertar
A divina luz da humanidade
Somos instrumentos da paz e do perdão
Escolhemos servir, compreender e amar
A luz divina vive em nosso coração
Quando a prece vem
O céu floresce em nós
E o amor nos faz bem