DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

O que esperar da vida?

O que esperar da vida

Que não o passo certo
A felicidade fulcral obtida
Alguém amado perto
A luz da caridade refletida
O sentir acima do concreto

Afastar as diversões destrutivas
Separar o joio do trigo
Sorver felicidades seletivas
Não fazer da alma um mendigo

Ter algum respeito consigo
Ajudar silenciosamente e encorajar
Ser mais do que um virtual amigo
Ler para uma criança e a educar

Aconselhar quando estiver bem
Ser humilde e buscar conselhos
Não desejar o que o outro tem
E evitar sedutores falsos espelhos

Agradecer o pão e a caminhada
Acreditar em si mesmo e num propósito
Ter fé na evolução em sua jornada
Ser criativo mas não deixar de ser lógico

Amar e ser amado enquanto puder
Não se preocupar com o amanhã
Mas se ocupar para quando ele vier
Manter o corpo, coração e mente sã

Ver no tropeço um recomeço
Ou uma forma humana de aprendizado
Rir de si mesmo com inteligência
Aprender a não exigir sem dar recado

Se nada disso puder ser colhido
E o plantio for mágoa, ego e rancor
Deus ainda assim lhe dará ouvido
Se pedir perdão sincero e com amor

Decimar Contemplativo Biagini
Na terra de Érico Verossímo, aos
18 de outubro de 2018

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Inabalável verve

Inabalável verve!

Voa alma benfazeja
Quero que assim seja
Um pássaros livre
A vida que não tive

Voa alma transpoente
Traga o brilho da aventura
Como o sol no poente
Lave meus olhos com ternura

Pinte o quadro com entusiasmo
Faça o poema que não fiz
E quando ensinar com marasmo
Apague o quadro escrito à giz

Amanhã não terás mais memória
Mas serás lembrada no teu esplendor
Pois um poeta que não tem história
É como a criança gerada sem amor

Decimar da Silveira Biagini
Retorno à escrita, 17 de outubro de 2018

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

A rua que eu quero!

A rua que eu quero!

Difícil não desejar
A rua que eu espero
Um trânsito sem travar
Um vizinho que não berra

Sem ladrão a nos espreitar
Um asfalto sem buraco e terra
Um pão barato de comprar
E uma casa colonial lá da serra

Uma brisa para acompanhar
Aqueles verões escaldantes
Uma polícia a patrulhar
E assuntos de bairro relevantes

A rua que eu quero já me basta
O Brasil fica para depois
A macroeconomia é nefasta
Chega da carroça na frente dos bois

Decimar Biagini
13 de setembro de 2018

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A educação que não temos!

A educação que não temos!

Hoje nas séries iniciais
e demais séries da nação
Ninguém reprova mais
pois é certa a aprovação
O que sobra para os pais
tendo ou não condição?

Que ideologia tirana
alimenta tais estranhos métodos?
Acadêmico se engana
Superiores semianalfabetos
Quando se forma te engana
Estelionatos e golpes incompletos
Ao ponto de entrarem em cana

Médico doutor Bumbum!
Advogado de ações telefônicas
Cirurgião que toma rum
E pirateia próteses siliconicas

Vive um golpe globalizado
inserida numa cultura de massa
E o político que nasce comprado
É o mesmo que levou teu voto de graça!

A absolutização do indivíduo
favorece esse processo
E então o país fica dividido
Com polarização e retrocesso!

Decimar Tenho Dito Biagini
12 de setembro de 2018

domingo, 9 de setembro de 2018

Ventos e presságios

Ventos e presságios

O vento minuano chegou
Trouxe reflexões e contemplação
Setembro enfim vingou
Previsões e até superstição

Dona Bibiana, personagem peculiar
No livro o Continente
Com aquele altivo linguajar
Dizia à sua gente:

Noite de vento,
Noite dos mortos!

Esperamos algumas notícias
Talvez profecias e soluções
De almas sem malícias
Rodeadas de boas intenções

Talvez Rui Barbosa
Ou um certo Dom Pedro II
A nação desesperançosa
Cheia de político moribundo
Quer voltar a ser viçosa
E despertar do sono profundo

Uma luz, uma plena ajuda
Um caminho sem tatear
Talvez Jesus, ou um novo Buda
Já chega de tanto esperar!

Decimar Biagini

Obs: O vento que passa na sacada diz que com ele  seu tempo aqui na terra vai passando, cabe a você descobrir se fará da sua vida e da das pessoas que o cercam, uma brisa, um minuano, um sudoeste, uma tempestade, um furacão!!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Ampulheta de feriado

Ampulheta de feriado

Um dia sem vento
Feriado ensolarado
O mês de setembro
Começou conturbado

Primeiro o Museu
A história incendiava
Dom Pedro já morreu
Mas seu legado reinava

A facada sem sangue
A democracia sangrava
O algoz tinha gangue?
E a polícia a observava?

A falta de opção
Na seara dos presidenciáveis
Traz frustração
Como a de Temer irrenunciável

Tudo soa polêmica
O que calou foi o minuano
A política tá anêmica
E a independência é um engano

Decimar Biagini
7 de setembro

domingo, 2 de setembro de 2018

Museologia em crise real!

Faça do seu segredo um museu inabalável!

No que você está pensando?
Sim, uma pergunta inquietante
É só o que restou segredando
E o Google não possui num instante

Acredito que o Google não consiga
Guardar segredos como nós internautas
O que não é segredo é a boa briga
E a boca mole das pessoas incautas

Incrível que vídeos no face postados
Tenham proteção autoral e regras
No whatssap são liberados
Como se quem postou não soubesse
Que uma vez na rede, percorre mil léguas

Em resumo, uma vez publicado o que pensa
O pensador perde a propriedade
Assina um pacto tácito com a mídia propensa
A misturar hipocrisia com sinceridade

O pensamento seguro e não lançado
É o único triunfo autoral
Por um momento no escuro é roubado
Caso publicado no mundo virtual

Se não entendeu, não se preocupe
Deixe de dar um like e guarde segredo
Pois até seu like poderá atiçar meu medo
De ser monitorado por algum "Yuppie"

Decimar Vigiado Biagini
2 de setembro de 2018

sábado, 1 de setembro de 2018

O que esperar de setembro?

Conselhos e clichês de fim de ano

Setembro é de reflexão, mês da chance
Pensamos nos projetos inconclusivos
E naquilo que ainda está ao alcance
Sim, o ano já se foi quase todo liso

E você deixou escapar algumas promessas
Algumas coisas ainda estão a disposição
Mas no atual quebra cabeça faltam peças
Rabisque na lousa o que resta da projeção

Temos bons cruzeiros na América latina
Algumas viagens curtas e baratas
Chega de ficar no sofá com cerveja de lata

Se você acordou há pouco tempo
Tente espreguiçar e alongar sua alma
Ou no amor ou no sofrimento,
O crescimento exige sempre calma

Afinal, mudança não gera padrão
E com a disciplina vem o resultado
O purgatório está cheio de boa intenção

E nem tudo que se faz está perdoado
O plantio é facultativo e a colheita
Assim como todo clichê, é obrigado

Decimar da Silveira Biagini
1 de setembro, do ano sem graça de 2018

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Acredite no projeto!

Acredite no projeto!

Tateamos na urna
E ficamos sem casa
Sem dúvida alguma
Melhor ser da Nasa

As ruas esburacadas
São protótipo e desafio
As cidades saqueadas
Por bandidos arredios

Alienígenas que nada
Viver aqui é um desafio
O futuro do planeta
Depende do Brasil?

Então vamos falar a verdade
O Trump para Marte já partiu
O chinês é pura rivalidade
Guerra nas estrelas eclodiu

Mas não se iluda eleitor
Com todo político na cadeia
Somos auto-suficientes em petróleo
O Japão já foi em óleo de baleia

O Dinossauro já imperou na terra
Os estádios da copa são elefantes brancos
O Brasil jamais fará uma guerra
O TSE está cheio de homens santos
Que protegem o país de fraude em eleição
Neymar já levantou e saiu andando
Depois que Gabriel Jesus saiu da seleção

Temos muitos milagres atualmente
O dólar em 4,25 reais é um fenômeno
Vivemos de pão e  circo quase sempre
E previdência e trabalho virou sinônimo

Na Cruz Alta, 31 de agosto do ano do desgosto...

Decimar Iludido Biagini

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Fazenda Santo Antônio

A especialidade da Fazenda Santo Antônio

Tive um sonho tão real
Que bom que realidade fosse
Um doce que não era tão doce
Coloração de ovo colonial

Aquele fogao à lenha
Chapa fina, herdado da bisavó
Panela de barro vermelha
Tão velho que parecia um braseiro só

Os gatos lambendo os pratos
Fruto da preguiça do escalado na louça
O rejeito num cano furado com poça
Que servia de lavagem aos patos

Aquela mesa com gaveta
Utilizada pela vó em tempos de crise
Vapt vupt a comida já se ajeita
Caso chegue alguém que não avise

Mas voltemos à primeira lembrança
Receita de olho atento e repetição
Cada vez que comia, voltava a ser criança
E representava um alento ao coração

A energia da gurizada, roubando milho
Jogando bola campo afora
Pulando em potro sem encilha
São reminiscências "lá de fora"

Quem é gaucho sabe o que quer dizer
Quando fulano ou ciclano foi "pra fora"
E sente alegria em lembrar e reviver
Cada vez que fez um segundo virar hora

Sim, tudo é mais lento na fazenda
Temos tempo para lida e também arte
E é lá que um homem simples vira lenda
Como as estórias do Pedro Malazarte

Para quem desde a primeira estrofe sabia
A dedução certeira paira na ambrosia
Trata-se da minha matriarca doceira
Que herdou da bisa Angelina a boa maneira
De deixar na roça a criançada quieta e faceira

E ao final do dia, causos do seu Pires
Caseiro que pitava ao redor do fogo de chão
Mentia e assustava os medrosos de alhures
E enquanto a juventude perdia a atenção
Trocava os medos pela pesca em açudes
Pescava traíra e não tinha qualquer ambição
Talvez aí estivesse a verdadeira amizade
Ninguém pensava na citadina competição
E quando se pensa num fim de tarde
Assim como o sorriso dos velhos amigos
Todas as imagens, estão tatuadas no coração

Decimar Biagini
30 de agosto de 2018
Lembranças do Urupu

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

VÔOS SAUSSURIANOS

Vôos saussurianos

Borboletinha
Tá tão sozinha
Tristeza não te abate
Pois tens asinhas

Mariposo relâmpago
Tome cuidado
Ao chegar na lâmpada
Sairá queimado

Significante
Busque o significado
Pois sua semântica
É verve e palavreado

Decimar Biagini
Decimar Eco Biagini




Vida invejosa a do acomodado

Vida invejosa a do acomodado!

Você sabe quanto ganha o Biau?
E quanto ganha a Fátima?
Quanto ganha o Galvão?
Quanto ganha a Renata?

Que tal começar pelos deputados?
Pela sua responsabilidade no voto?
Que tal pensar antes de invejar os abastados?
E passar a estudar ao invés de jogar na loto?

Que tal se interessar por política
E cortar o tempo da novela?
Que tal se informar antes de baixar a crítica
E ajudar sua rua, sua favela?

Acha ruim, comece desligando a tv
O celular, encare seus familiares
Pense antes de se reunir só para beber
E antes de julgar, vá lavar seus calcanhares

Perdemos nosso tempo, nossa esperança
Esquecemos que a maior reforma é a íntima
Pelo que me lembro já fomos crianças
Não éramos hipócritas e a alegria era lidima

Busque seu propósito, comece pela família
Largue o ócio, seja o líder da matilia
Se não puder, aprenda a tomar o rumo
Escolhendo seus políticos, já "dá pro fumo"!

Decimar Assustado Biagini
29 de agosto, mês do cachorro louco...2018

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Profecia

Grêmio x Estudiantes

Eu estou meio nervoso
Primeiro o cebolinha
Depois o 1x1 assombroso
Agora que parou a bolinha
Espero que o Renato talentoso
Ponha de novo o Gremio na linha

Marcelo Grohe faz 400 jogos
Se der pênalti meus amigos
É bom tirar da sala os idosos
E que as crianças tapem os ouvidos

Decimar Tenso Biagini
28 de agosto de 2018

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Adeus à lenda: Paixão Cortes

Adeus à lenda: Paixão Cortes

No fim da II Guerra Mundial,
Os gringos tomavam conta das rádios
Dominando o mundo ocidental
Nossos jovens imitavam "way of life"

Viravam as costas para nossas raízes
e os intelectuais rio-grandenses demonstravam preocupação com as matizes
O modismo americano sufocava o Rio Grande

O Brasil estava saindo da ditadura de Getúlio
Perdia-se o sentimento de culto às tradições;
Nossa cultura no esquecimento, mero entulho
Reflexo de proibição do amor às regiões Bandeiras e Hinos dos estados foram, simbolicamente, queimados em cerimônia no Rio de Janeiro e, diante de tudo isso, os gaúchos estavam acomodados àquela situação, apáticos com aquele desvelo.

Surge "O GRUPO DOS OITO", em Porto Alegre,
forte uma proposta de esperança sem igual
onde a liberdade e o amor à terra tinham voz e vez
Jovens estudantes, do meio rural,
de todas as classes, liderados por Paixão Cortes, um folclorista descomunal
criam um Departamento de Tradições Gaúchas no Colégio Júlio de Castilhos (que tal?)
Para preservar as tradições gaúchas revitalização da cultura rio-grandense
Dentro deste espírito é que surge a criação da Ronda Crioula,
estendendo-se do dia 7 ao dia 20 de setembro,
E ate onde eu ne lembro,
São as datas mais significativas para os gaúchos desta querência
Desde então, são milhares de centros de tradições,
e piquetes gaúchos pelo mundo afora
Centenas de festivais e excursões
Ginetes, canções e exposições pelo mundo
Hoje agradecem Paixão pelo sonho fecundo
E se despedem nessa terra eivados de saudade
Descanse em paz Paixão Cortes
Tu fostes gaucho de verdade!

Decimar Entristecido Biagini
27 de agosto de 2018

domingo, 26 de agosto de 2018

Domingo nada legal!

Domingo nada legal!

Pois é tche, pois é tche
Quem diz, quem diz?
Que tem que gostar de clichê
pra ser feliz

Eu me entedio de Faustão
Torço pelos cavalinhos do fantástico
Faço emoticons de montão
E entupo a casa de saco plástico

Tenho ódio da segunda feira
Decoro todos os feriados do ano
E como toda alma brasileira
Deixo a boa ação para o fim de ano

Pois é tche, pois é tche
Quem diz, quem diz?
Que tem que gostar de clichê
pra ser feliz

Bom domingo
Claro, faltava postar no facebook
Melhor que bingo
Ou sábado com Luciano Huck

Decimar Entediado Biagini
26 de agosto de 2018

Qual tema nos poemas mais te atrai?