DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

Entre em contato com o advogado Decimar Biagini

Nome

E-mail *

Mensagem *

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

O Peregrino do Infinito

O peregrino do infinito

Mundo voraz, tempo apressado
A vida corre sem direção
Quem reconhece o próprio passo
Encontra o templo no coração

Nem toda estrada encontra remanso
Nem toda idade conhece a paz
Há jovens velhos de tanto cansaço
E velhos jovens que sonham mais

Gira o mundo, gira o tempo
Gira a roda do viver
A peregrinar no infinito
Gira a vida, sopra o vento
Sussurra o hino ainda não dito

Pelo vale da montanha sagrada
O silêncio ensina a caminhar
Cada encontro ilumina a jornada
Cada adeus nos ensina a amar

Se o tempo avança sem piedade
Nosso espírito aprende a voar
No caos se revela a eternidade
No agora encontro o meu lugar

Gira o mundo, gira o tempo
Gira a roda do viver
Somos peregrinos do infinito
Cada dia menos conforto
Gira a vida, sopra o horto
Tudo passa para renascer

E quando a estrada se fizer silêncio
Restará a trilha que nos fez vencer

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

O SOL DA GRAÇA DIVINAL


O SOL DA GRAÇA DIVINAL, pelo poeta consciencial Decimar 

O sol que desperta sobre a Terra é a silenciosa manifestação do amor de Deus. 
Encontramos nestas vésperas de eleição o clamor de uma humanidade que erra, sofre, se arrepende e, mesmo entre lágrimas, descobre que a misericórdia do Pai jamais abandona seus filhos.

Que possamos nos conectar com o amparo edificante e redentor, cada um buscando o que precisa para sua alma, mente e corpo nesta singela forma de poesia musical em raios de esperança a iluminar os corações.

Ehhh, raio gracioso
Benevolência Divinal
Floresça o broto ocioso

Ehhh, seio da aurora 
A luz divina aflora 
A alma se enamora

No céu que amanhece 
O amor não se esquece 
A vida rebrota

O sol nos chama 
A esperança inflama 
Deus nos toca

Você já chorou 
Quando o povo se afastou 
Mas Deus é mais

Na voz do consolo
A verdade despertou
A esperança é paz

Se a culpa nos consome 
E a dor nos dá um nome 
O amor nos recompõe

O Pai tudo conhece 
E em silêncio oferece 
O pão que não perece

Se a escolha nos feriu 
Se o sonho se partiu 
Com manto Deus nos cobriu

Chorai ao perceber 
Quanto amor sem merecer 
Recebeste sem crer

O sol em seu fulgor 
Desfez nosso dissabor 
Nas lágrimas do amor

Livres para caminhar 
Aprendemos a errar 
E a coragem de mudar

Se a estrada escurecer 
Sua luz há de acender 
Novo amanhecer

O céu se fez jardim 
E Deus velou por mim 
No amor que não tem fim

A dor não foi castigo 
O Pai ficou comigo 
Meu coração, abrigo

O sol voltou a arder 
E a alma quis agradecer 
Por tanto renascer

Pai, fonte de bondade 
Mar de infinita verdade 
Perdão, eternidade

Que a luz nos ilumine 
Que o amor nos ensine 
Que a paz nos determine

Que a lágrima caída 
Se transforme em nova vida 
E a esperança, renascida

Pai Celeste, somos filhos da Tua luz, instrumentos do Teu amor e sementes da Tua infinita bondade, livres para escolher, aprender e evoluir.

Que a Tua misericórdia fortaleça nossos passos, que a fé ilumine nossas escolhas e que a fraternidade floresça em nossos corações.

Unidos em espírito, afirmamos nossa capacidade de amar, perdoar e recomeçar, sob a luz eterna da Tua presença. Assim seja!

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Setenta

Setenta

Shiv'im
Um ciclo que se completa
Um caminho que chega à plenitude
Sete passos pela estrada
Dez vezes a criação
Cada queda traz um ensino
Cada passo, direção
O que era fragmentado
Encontra sua união
O círculo se fecha
Nasce uma nova visão
Não é apenas chegar
É compreender
Não é apenas conhecer
É aprender a viver
Shiv'im Shiv'im
Setenta plenitude
Shiv'im Shiv'im
Setenta completude
Quando a experiência encontra propósito
Quando a sabedoria encontra o coração
O ciclo se completa
E começa uma nova geração
Setenta vozes se levantam
Setenta caminhos a ouvir
Não existe sabedoria
Quando ninguém quer refletir
Escutar antes de falar
Ponderar antes de agir
Liderar não é dominar
É servir para conduzir
A maturidade ensina
O que o tempo revelou
Quem conhece sua jornada
Pode iluminar quem chegou
Shiv'im Shiv'im
Setenta plenitude
Shiv'im Shiv'im
Setenta completude
Sabedoria compartilhada
Experiência transformada em luz
O passado deixa ensinamento
E o futuro nos conduz
Quando muitos se reúnem
Uma visão pode nascer
Quando ouvimos uns aos outros
Aprendemos a compreender
Setenta não é o fim
É o olhar que vê o todo
É a história que amadurece
É a sabedoria no caminho
Shiv'im
Plenitude
Shiv'im
Sabedoria
Shiv'im
O ciclo completo
Setenta
E quando o círculo se fecha
Um novo caminho começa
Shiv'im
Shiv'im
Setenta

terça-feira, 1 de setembro de 2026

A Tal da Aceitação

A Tal Da Aceitação

 https://youtu.be/DWfGPFaoxgc?is=UNSugwwWHoShFefM
Luz

vem cá

vai brilhar

sobre o coração

no silêncio brota direção

o ser já sente

fé latente

vai dar

paz

 

Onde há cerne oculto, necessidade

Habita a sede de um olhar irmão

É luz que acende a nossa identidade

É gesto simples que traz salvação

 

Se a alma escuta a voz da aceitação

Ergue-te então com firmeza e verdade

Realizar-te é divina missão

É ser canal da celeste vontade

 

Te deu o Pai vigor dom e coragem

Para cumprir teu papel com valor

Segue com fé apesar da paisagem

Pois tudo em ti já carrega esplendor

 

Não carregues além o que não é teu

Nem coleciona as dores de outrora

Entrega o fardo às mãos do mesmo Deus

Que te sustenta mesmo sem demora

 

Se foi difícil o tempo que passa

Levanta agora é tempo de erguer

Na nova aurora o amor já te abraça

E o teu destino é sempre florescer

 

Crê

liberta

não lamenta

o dia recomeça

e cada passo é nova promessa

Deus te sustenta

te orienta

te quer

ser

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Grenal dos Zagueiros

GRENAL DOS ZAGUEIROS

No Beira Rio
a bola pediu socorro
cadê gol meu povo?

Quarenta e três faltas
fizeram mais festa que o jogo
Tipo taba em Cruz Alta

Wallace foi gigante
Kannemann fechou a porteira
Bernabei deu carreira

Vini da Pose
parecia o Curupira
corria e não saía

Inter tentou pela ponta
Wallace: "Get over here"
e guardou no bolso

Na quinta já pensei
calça cargo nos dois
bolsos pelos traseiros

Se vier Bernabei
e entrar Mec feliz
Pode fazer o pix


D.B

domingo, 19 de julho de 2026

Enfim, a festa acabou

https://youtu.be/ITtsH4EckGw?is=NsFZFQliLl_GBim2


Enfim, a festa acabou
Rufa o tambor

gira a bola e o mundo

em paixão e fervor

Quarenta e oito

resta um no fim da festa

que jogo doido

Tourada final

Messi pendura o punhal

silêncio imortal

Tango e castanholas

Yamal chega e Messi tchau 

agradece o futebol

Cada gol marcou

mais que placar revelou

quem o outro é só

Canário a cismar

menos selfie mais suar

tempo de mudar

Carlo sério afinal

riu na Brahma comercial

mas banco glacial

Apaga-se a luz

fica a Copa em utopia 

o mundo volta à cruz

O Brasil ressurge

Driblando a decepção

O tempo ruge



A Sapucaí vira eleição....

https://youtu.be/ITtsH4EckGw?is=NsFZFQliLl_GBim2

sexta-feira, 13 de março de 2026

A Arte não se explica

A Arte não se explica, pelo poeta consciencial Decimar 

Todo mundo sabe quando a beleza aparece no olhar
mesmo sem saber direito o que é arte pra explicar

Um quadro, um canto, uma pedra que aprende a respirar
Um quadro, um canto, um mantra que aprende a respirar
e o coração entende antes da mente perguntar

A gente olha em silêncio, sem precisar provar
A gente sai sem pedir licença, e chega sem se apresentar
tem algo maior no mundo quando nasce aquilo que chamam de arte

Cultura é memória que o povo aprende a carregar
sonhos e crenças que o tempo insiste em guardar

Entre tudo que nasce das mãos do humano por aqui
Há obras que parecem dizer que o infinito passou ali.

Então tire o chapéu quando a beleza te encontrar
porque quando o humano toca o eterno… até o silêncio vai cantar

E quer saber
este teu corpo possível 
é a maior obra prima visível
que Deus podia fazer

Avante.... Contempla... Paz profunda...


Éden

Éden Dentro do Peito, pelo poeta consciencial Decimar 

Sopra, zéfiro, sopra devagar
pelos jardins do meu respirar
traz do oeste um sopro de luz
algo antigo que me conduz

Sopra nas folhas do coração
desata nós da recordação
como quem chama o ser a lembrar
que a alma nasceu para respirar

Caminhei por desertos sem voz
procurando um jardim fora de nós
mas o vento tocou meu peito
e mostrou um caminho secreto

Entre costelas, silêncio e dor
havia sementes de um mundo melhor
e uma porta antiga se abriu
quando o sopro do céu me ouviu

E o vento dizia baixinho assim
teu paraíso não teve fim

Gratidão, gratidão
é um templo dentro do coração
portas abertas para o divino
jardim eterno do meu destino

Gratidão, gratidão
é o Éden dentro do peito, irmão
quando o espírito aprende a ver
o céu começa a florescer

Zéfiro dança no meu olhar
como quem veio para lembrar
que cada gesto simples de amor
é uma coluna desse interior

Cada perdão que o peito dá
é uma estrela a se levantar
cada suspiro que diz amém
faz nascer um jardim também

Sopra, sopra vento do oeste
abre o templo que em mim se tece
sopra, sopra doce sinal
meu coração é o jardim imortal

Gratidão, gratidão
é um templo dentro do coração
onde o vento de Deus conduz
o ser humano de volta à luz

Gratidão, gratidão
é o Éden dentro do peito então
quando a alma aprende a sentir
o paraíso começa a florir

Sopra zéfiro devagar
o Éden voltou a respirar.

domingo, 8 de março de 2026

Enfim, tudo é grenal

Enfim, tudo é grenal, Crônica esportiva do poeta Cruzaltense Decimar

Enfim, tudo é grenal, pois este não foi tão breve, como a efêmera modinha ou escândalo da política atual, pareceu mais com as guerras por aí.
Lembrei de Paulo Santana, que diria com sua solenidade barulhenta: “Clássico não se joga, se ganha!” E, se não ganha, pelo menos se reclama com convicção científica, tem tese que vai durar semanas do lado choroso. Mas o certo é que teve a carreata, os fogos, os nemes de distorções de imagens mais importantes como aplauso da torcida da casa ao vencedor.
Porque o grenal é isso: uma mistura de batalha medieval com churrasco de família. Todo mundo briga, todo mundo provoca, mas na segunda-feira o assunto domina o café, o elevador, a escola, a fruteira (morango do amor em falta pelo dia da mulher e pelo ranço natural de alguns sumidos) o escritório e até a padaria. No açougue?... bom, é melhor conhecer o açougueiro, pois o homem afia a faca todo dia. O grupo do zap, bom, ele parece silencioso, mas nestes dias silenciosos que se ouve o grito aquidistante dos verdadeiros amigos... 

segunda-feira, 2 de março de 2026

Espada Azul Sobre A Terra

https://youtube.com/shorts/GHhKx2ksC1Q?si=6dxhGQN9ZjotsxwsESPADA AZUL SOBRE A TERRA

No coração das Missões teu nome ressoa
Arcanjo de luz que a aurora entoa
E a memória antiga desperta e perdoa

Kharmas gravados na carne do tempo
São folhas que caem no teu firmamento
A raiz da violência perde o alimento
Quando tua lâmina toca o fundamento

Nos campos onde o Oriente chora
A pólvora grita e o sangue implora
Teu raio silencia a sombra que devora
E chama homens de bem como nova flora

Nas veias do mundo cansado de guerra

Azul que gira no sopro do céu
Azul que rompe o antigo véu
Azul que sela destino fiel
Azul que escreve outro papel

Ó São Miguel Arcanjo caminha aqui
Cura o passado que ronda a psicosfera
Protege além da aldeia do coração de guri
E sopra em regeneração a prometida era

Espada Azul guarda o povo
E faz da Terra um tempo novo


sábado, 28 de fevereiro de 2026

Sereno e Contemplativo

A paz repouse em tua casa,
No que transcende a consciência;
Que floresça a Divina Providência
Em cada ser que por ti passa.

Tua fortaleza é a gratidão;
Renunciar ao que ainda não tens
Desperta alegria e expansão
E abre caminhos para novos bens.

Lembra: a consciência vem antes do corpo,
E esta morada que te abriga em provisão
Foi plasmada pelo Divino sopro,
Reflexo vivo da criação.

Te concentra no que ainda tens,
Oferecendo o melhor que puder;
Todo capricho nasce do querer bem,
Com entusiasmo, venha o que vier.

Não te esqueças, em tua missão:
Dá somente aquilo que tens na mão.

Decimar da Silveira Biagini

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Nao Seja Seu Próprio Inimigo

https://youtube.com/shorts/woWWSuDdb7o?si=_VVBtdS2a0mTFhyz
Não lutes contra ti esse é o chão
Onde o medo aprende a mandar
Toda guerra começa na mão
Que insiste em se auto atacar

A mente cria grades de aço
Mas esquece de onde vem a luz
Respira e refaz o compasso
Quem muda o passo muda a cruz

Tu não és teus erros antigos
Nem o ruído que insiste em voltar
És o pulso que vence os perigos
Quando escolhe não se sabotar

Não seja seu próprio inimigo não
Solta o peso solta a mão
Quando o mundo grita não então
Respira fundo e muda a direção

Não seja seu próprio inimigo não
Solta o medo solta a prisão
Se a cabeça diz não consigo então
Vai com o peito e o coração

O silêncio também faz barulho
Quando a alma começa a ouvir
Todo abismo é só um mergulho
Pra quem decide não desistir

Não seja seu próprio inimigo não
Solta o peso solta a mão
Quando a mente diz não consigo então
Respira fundo e segue o coração

Não seja seu próprio inimigo não
Solta o medo solta a prisão
Se a cabeça diz não consigo então
Vai com o peito e o coração

sábado, 6 de dezembro de 2025

Cronologia Natalina

https://youtu.be/VAQlckOoYak?si=MsMg74c0qxrzjIT1


Eu lembro do Natal de oitenta e dois
A sala pequena de um apartamento
Rádio tocando Roberto e Elis
Mamãe noela era minha dinda

Depois veio o tempo da fita VHS
Família reunida, em Minas do Camaquã
Fim dos anos oitenta, no ritmo do stress
Prima de roller, sertanejo e mesa com romã 

Anos noventa, a rua era festa
Garotos soltavam estrelas de mão
Os fogos riscavam o céu da seresta
E eu descobria o tamanho do coração

Dois Mil, Natal mudou comigo
Mudou com tudo, praia ao redor
De brinquedo simples a Renato Russo
Mas sempre pedindo amor

Dois mil e tanto, chegou internet
A mesa ganhou telas e distração
Mas entre mensagens, luzes e pressas
Ainda pulsava a velha canção

E eu vi cada Natal nascer diferente
Na TV de tubo, no celular brilhante
Mas quando alguém me chama pra perto
Tudo volta a ser como antes

O tempo passou
Tenho filhos, sonhos também
Mas sempre que a noite acende
O Pai Nosso é igual, vou além

Porque o Natal que eu carrego
Não é de ontem
Nem do menino que chora
É de tudo que vivi na alma
De oitenta e dois até agora


quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

O Menino está chegando

O Menino está chegando, pelo poeta Decimar 

Não há esmola maior que iluminar 
Ser estrela guia onde a dor se faz
Sorrir na prova pronta a nos testar
Levando presença e chama da paz

Toda a perda é dor suportável 
Se agradecermos a vinda do Consolador
Deixar que parta o que não é durável
É desatar amarras pelo amor

Para elevar-se à senda permitida
Vigia a alma em reforma permanente
A ofensa é sombra mínima da vida
Não há vítimas no plano consciente

Bendiz teu corpo templo verdadeiro
Não desperdices o vigor da idade
Pois tudo volta ao ciclo derradeiro
Na lei da eterna transitoriedade

No erguer suave e claro da esperança
Segue o Divino Menino Libertador
A liberdade nasce da mudança
De quem espalha o bem por onde for

Confiar, vigiar, servir e orar
Quatro verbos de luz e humildade
São chaves que começam a pulsar
No coração de Jesus e da verdade

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Noite Literária ALPAS-21, 14 de novembro, no templo Mário Quintana




Noite Literária ALPAS-21

Bandeira tremulando
na secular palavra
Quintana consagrando 

Vozes unidas
no protocolo sagrado
arte conduz arte

Rejane e eu
Jailana em sintonia
três ideais vivos

A presidente
como fênix renascida
Honra em frente

Flashs e momentos
microfones levantam alto
a chama do evento

Casa acolhida
o Mário Quintana abre
asas sobre a noite

Capa e medalha
a honra repousa leve
no gesto que serve

Piano à espera
a palavra é melodia
irmãos no acorde

Nos olhos do público
se acende o encantamento
a arte respira

A noite inteira
um sutil colibri pousa
ALPAS agradecida

Decimar da Silveira Biagini

Qual tema nos poemas mais te atrai?