Sopra, zéfiro, sopra devagar
pelos jardins do meu respirar
traz do oeste um sopro de luz
algo antigo que me conduz
Sopra nas folhas do coração
desata nós da recordação
como quem chama o ser a lembrar
que a alma nasceu para respirar
Caminhei por desertos sem voz
procurando um jardim fora de nós
mas o vento tocou meu peito
e mostrou um caminho secreto
Entre costelas, silêncio e dor
havia sementes de um mundo melhor
e uma porta antiga se abriu
quando o sopro do céu me ouviu
E o vento dizia baixinho assim
teu paraíso não teve fim
Gratidão, gratidão
é um templo dentro do coração
portas abertas para o divino
jardim eterno do meu destino
Gratidão, gratidão
é o Éden dentro do peito, irmão
quando o espírito aprende a ver
o céu começa a florescer
Zéfiro dança no meu olhar
como quem veio para lembrar
que cada gesto simples de amor
é uma coluna desse interior
Cada perdão que o peito dá
é uma estrela a se levantar
cada suspiro que diz amém
faz nascer um jardim também
Sopra, sopra vento do oeste
abre o templo que em mim se tece
sopra, sopra doce sinal
meu coração é o jardim imortal
Gratidão, gratidão
é um templo dentro do coração
onde o vento de Deus conduz
o ser humano de volta à luz
Gratidão, gratidão
é o Éden dentro do peito então
quando a alma aprende a sentir
o paraíso começa a florir
Sopra zéfiro devagar
o Éden voltou a respirar.
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