Em abismo insondável a mente é chamada
Na senda infinita que a Deus nos conduz
Se a essência do Alto nos vela a jornada
Razão e mistério são só uma cruz
O verbo divino em silêncio se oculta
E a forma criada em sua alma o contém
Do Uno provém esta chama indulta
Que em rédito santo retorna ao além
O homem é espelho da pura verdade
No tempo finito é sopro imortal
Se ao lume sagrado se rende a vontade
O cosmos renasce em fluxo eternal
A graça fecunda a visão que ilumina
O Verbo é ciência, é vida, é ser
Na sombra da carne se oculta a doutrina
Mas nela resplende a luz de saber
E ao fim da jornada, no seio do nada
O Todo se curva ao Eterno que é
A mente retorna à fonte sagrada
E em Deus se dissolve o ser que já é
Decimar da Silveira Biagini
Na Cruz Alta-RS, 30 de março de 2025
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