NEM TODO NATAL É GRENAL
O festival natalino começou
É difícil lidar com tanta fartura?
Com quem você compartilhou?
Ah, teve que pagar a velha fatura
Se sobrar alguma coisa em saldo
Convide seus familiares para brindar
É possível que do décimo haja caldo
Não duvide dos calcanhares a espreitar
Mantenha um sal grosso no bolso
Pois todo polegar destacado bate
Se não bater cria brotueja até o osso
Pois a inveja é como caroço em abacate
Começa dentro de casa e cai na cabeça
Apodrece tudo que de bom há em volta
Mas se a coisa embaça se fortaleça
Remova rapidamente ou peça escolta
Tá, mas o fulano não é caridoso!
É mesmo? Quanta pessoas você empregou
Quanta atenção deu ao idoso?
Quantas vezes com criança você brincou?
Lembre que a caridade é ampla
Não está no materialismo
Não existe pessoa toda santa
Não há vacina para hipocrisia e silogismo
Sim, você sabe que caridade
É dedicar-se a alguém
Ninguém é tão pobre de verdade
Que não possa ajudar também
Tá não vai contribuir com a ceia
Se ofereça para lavar a louça
Ou para assar quando a brasa encandeia
Fale menos e mais ouça
Pegou agora o conceito de contribuição?
Não? Vou explicar novamente
Quem tem muito não adianta ostentação
Tem que tambem ser boa gente
Nada de ficar se glorificando
Ou humilhar o que tem menos
Pergunte enquanto está se esforçando
Se houve alguma falta nos fenos
Tampouco fazer cara de "Coudet"
Já que acima tivemos um Portaluppi
Enfim, seja melhor que você
Seja cristico, e não se preocupe!
Se brigou com alguém
e não vai ter viva alma por perto
Faça as pazes também
ou nada no Natal dará certo!
Decimar Biagini
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