DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

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quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Autodescoberta grata



Em gratidão
o ser sereniza
sentimentaliza
trasmuta devoção

Reconhece
bem desfruta
Desobedece
dor convida

Testemunho
reflexão
depuração
ao Deus Uno

Paz alcança
simplifica o ser
angeliza e alcança
propósito e dever

Amadurece
conduz e evolui
Agradece
Pois Jesus flui

Decimar da Silveira Biagini
Poema metafísico
Homenagem ao Espírito Joanna de Angelis
Foto da atriz Regiane Alves
No filme de Divaldo, a própria Joanna a escolheu
8 de agosto de 2024

Poema para Buddha

Poema para Buddha

A mente forja a senda e o ser
Nascente de estado mental
Impura fala, impuro agir
Como o boi à roda fatal

Pura é a mente, pura a ação
Felicidade é sua auréola
Como sombra que acompanha
Presença eterna, fiel e leal

"Odiou-me, feriu-me, venceu-me"
Pensamentos de amargor
Não dissipam o rancor
Não apaziguam a dor

Mas o ódio cede ao não-ódio
Lei eterna do existir
Ódio a ódio nunca doma
Só o amor pode o destruir

Mas a rocha firme resiste
Mara não a pode tocar
O que medita e controla
Encontra a paz, sem cessar

Depravado veste o hábito
Indigno de tal vestuário
Mas o puro, virtuoso
Faz do hábito, relicário

Confundir o essencial
É nutrir o erro fatal
Mas saber o que é real
É alcançar o que é vital

Paixão invade a mente aberta
Como chuva em colmo roto
Mas a mente bem guardada
Resiste à paixão, é devoto

Quem faz o mal, sofre o dano
No presente e no porvir
Lembranças tristes o afligem
Lamenta seu existir

Quem faz o bem, se regozija
Aqui, no passado e no além
Lembrança de atos puros
Traz felicidade também

Recitar sem praticar
É contar vacas alheias
Mas quem vive o ensinamento
Colhe as bênçãos que semeia

Decimar da Silveira Biagini
Poema metafísico
07 de agosto de 2024

domingo, 4 de agosto de 2024

O Gato de Botas

Resenha poética - Gato de Botas, de Paloma Barbieri (Ciranda Cultural)

Numa herança polêmica
Três irmãos e um destino
Doação felina anêmica
Foi a sina de um menino

Do moinho, o burro e o gato
O último era mui especial
Com botas, chapéu e saco
O felino falante era genial

Tornou o humilde rapaz
O Príncipe de Carabàs
O gato, então, foi destemido
Deu-lhe castelo e virou cupido

Decimar da Silveira Biagini

Jogos do Cotidiano



Se sua vida fosse uma Olimpíada
Qual seria a sua modalidade?
O esforço diário, a luta pesada
Em busca da tal felicidade

Você correria os cem metros rasos
Tentaria levar o lixo antes do caminhão?
Ou seria na maratona dos passos
Procrastinando a fétida missão?

Talvez, numa ginástica rítmica
Com leveza e muita precisão
Ou num salto alto, acrobático
Desafiando a própria condição

E se sua vida fosse uma disputa
Quem seria o adversário maior?
Seria o tempo, que nunca reluta?
Ou o medo, com seu tom inferior?

Mas, ao fim de cada competição
O personagem acorda, em divagação
Vai tomar seu café, na sua casa
No seu cotidiano, sem ouro nem brasa

E assim, sem pompa, sem medalha
Encontra no simples seu valor
Porque, afinal, na vida não falha
A rotina é o verdadeiro fecho de ouro

Decimar da Silveira Biagini
4 de agosto de 2024

sábado, 3 de agosto de 2024

O Caminho do Esforçado

O Caminho do esforçado

No seio da luz, saber
Jesus nos guia à redenção
Entre véus do entender
Ecoa firme a lição

Espírito, corpo, luz e fé
Consolo do Rabi e sua voz
Sutil consolo se revela
Equilíbrio buscado por nós

Navegar no mar do além
Saber é bússola e guia
Ventos de hipóteses vêm
Moral, muito além da utopia

Geometria sagrada
Expressão pura do ser
Dimensão refinada
Onde o bom-senso é ver

A vida é melhoria buscada
Nos limites do próprio saber
Gratidão crística na jornada
Alegria que nos faz crescer

Decimar da Silveira Biagini
Aos 04 de agosto de 2024

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Refazimento na Centelha

Refazimento na centelha

O silêncio da alma esconde a luz
No fundo da mente tudo se apaga
E nesse instante a paz se revela
O coração pulsa em breve sossego
O mundo descansa em leve abraço

Encontra-se o amor na breve pausa
O peito suspira em doce afago
Pensamentos cessam e a alma brilha
O tempo congela e a mente cala
Mas volta a inquietude no silêncio

A música acalma e traz a paz
A mente aquieta em som etéreo
Mas a paz não é da cítara vem
É a alma que flui no quieto instante
E o mundo retorna ao som da vida

A alma transcende a mente inquieta
No fluir do ser se encontra o divino
O caminho é feito de consciência
Que nos leva à paz e à felicidade
A luz interior guia-nos em silêncio

Decimar da Silveira Biagini
2 de agosto de 2024

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Suspiro olímpico

Nas tramas dos jogos
Torcidas se entrelaçam
Espaço a vibrar
Eterno em fluir
Tempo a transcender

Universo a se ver
Alma em profusão
Atletas se vão
Louca competição
Infinita lição

Metafísica em cor
Caminhos se abrem
Reflexos no ar
Desafio a buscar
Limites a superar

Suor no etéreo mundo
Sentir a pulsar
Auto conhecer
No eco solar
Essência a brilhar

Relatividade
Sopro a respirar
Plástico somar
Medalhas no quadro
História a contar

Decimar da Silveira Biagini
1 de agosto de 2024

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