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domingo, 3 de julho de 2022
Perdõe-se
O caminho perfeito é difícil apenas para os que escolhem a escolha; não goste, não desgoste; tudo se esclarecerá.
Aponte uma sutil diferença, e céus e terra estarão separados. Se deseja que a verdade esteja à sua frente, nunca seja a favor ou contra. A batalha entre “a favor” e “contra” é a maior doença da mente. (SEN-TZE)
E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? ... Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.
(Mateus 7:3-5)
Note o talento e a persistência desses espiritos grandiosos que muito nos ajudam a compreender o quão amoroso e misericordioso é o perdão supremo, os três ensinamentos provocam uma
resposta mais profunda ao mudar a transgressão eliminando quem puniria.
Mesmo quando todos se ajudassem para violar uma regra e não houvesse
ninguém para punir, o "diabo" da nossa limitada moral egocêntrica estaria preso a uma noção de justiça
cósmica de modo que toda a família estaria com problemas, num kharma sem fim. Que tal liberar seus familiares e aceitar eles do jeito que são, agradecendo o aprendizado e liberando esses grilhões de dualidade?
Daí puxo um quarto ensinamento que assisti recentemente no documentário do Netflix sobre o tempo em que o papa Francisco dizia: Deus perdoa sempre, nós humanos de vez em quando, mas a natureza, essa jamais perdoa (implacável).
Uma quinta lição, que só faz sentido até eu terminar a jornada e será esquecida no desfecho dessa divagação confusa mas libertadora quando apagar as luzes e me esvaziar da vaidade reconhecendo que minha intuição nada mais é que uma construção do ego: Abhyasa e vairagya, prática e desapego. Krishna.
Quando assumimos a nossa imperfeição, grande peso nos é retirado dos ombros e então a alegria retorna de tal forma que o retorno ao Divino se torna naturalmente perfeito. Portanto, pare de buscar culpados e comece a se perdoar. Deixe que a natureza busque o equilíbrio. Apenas se esvazie dos pensamentos, busque abrigo na sua consciência de amor e de energia, e a iluminação chegará com o retorno prometido no perdão Supremo.
Decimar Biagini, 3 de julho de 2022.
sábado, 2 de julho de 2022
Montanha-Russa da Vida
Os Robôs Artistas e Poetas
domingo, 26 de junho de 2022
Amor e energia
sábado, 25 de junho de 2022
Quando os peguei em meus braços
Pousada na Capela do Cadeado - 1995
O Bairro onde nasci
sexta-feira, 17 de junho de 2022
O sorriso de Valentina
O Divino foi meticuloso
sexta-feira, 10 de junho de 2022
Aniversário de Portugal
Aniversário do Primo Eduardo
quinta-feira, 9 de junho de 2022
Precauções
Simplificar-se sem derrota
quinta-feira, 2 de junho de 2022
Penso, logo desisto!
O Francês não era bobo!
Nesses dias frios em que aprendi termos como reduflação e andar novamente mascarado (“larvatus prodeo"). Lembrei da conduta de Descartes ao se alistar no exército holandês para fugir dos olhos da inquisição francesa e continuar com seus métodos racionais e teorias filosóficas de duvidar de tudo para continuar pensando e existindo. Aqui na terra de Erico Verissimo prego que se destaca não só toma martelada como já se utiliza na Cruz Alta. Galileu também foi safo em negar sua teoria antes de concluir que a terra girava em torno do sol. O quero dizer com essa ladainha depois de despertar com frio na velha ribalta de Cruz Alta não sabendo se estava na sala tendo insights ou na cama se me valeria a pena abrir mão do voto secreto e tentar convencer alguém de que ainda existe uma saída para esse país? É muito perigoso ter razão antes da hora. Nossa história
recente está marcada pela perseguição a pessoas que foram executadas em nome de suas idéias e
ideais. Muitos pagaram com a vida através dos tempos. Sabemos dos assassinatos de Sócrates,
Jesus de Nazaré, Giordano Bruno, Robespierre, Frei Caneca, Gandhi, Martin Luther King, Wladimir Herzog. Milhares de outros, anônimos, morreram e morrem cotidianamente em nome de
seus sonhos, de suas esperanças. Então, desisto de abrir meu voto!
Decimar Biagini
