DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Amor Zeloso


Como é bom ser bem cuidado

Sem se descuidar também

Seja num ato ou recado

Sempre é válido o querer bem

 

Tem aquele bilhetinho da mãezinha

Que viaja deixando a marmitinha

Tem a amada preocupadinha

Passando em casa com sua viandinha

 

Creio que quem é amado não passa fome

Vive de amor, de mãe e/ou de namorada

Seja materno ou matrimonial isso tem nome

É o amor zeloso, o resto perante ele é nada

 

Melhor ainda, quando se tem o bife da vovó

Unido à comidinha e à marmitinha

Tem comer tudo sem do estômago ter dó

Afinal devemos agradar a toda família

 

De sobremesa, bom, aí que vem o problema

Encarrega-se dela quem pode na boca beijar

E é então que cabe mais um beijo doce

Pois vale a pena

Que bom que assim eternamente fosse

Ser coberto de cuidado até o pescoço

E ter sempre um amor zeloso

Sempre disposto a me mimar

 

Decimar Biagini, 20 de fevereiro de 2009

Um Cenário Só Nosso

Um lugar agradável
Uma música de fundo
Uma companhia afável
Um revelar profundo

Relatos de um passado
que se conta para poucos
Um sintonizar encantado
De amantes loucos

A cerveja fica enciumada
Pois não é atenção do namorado
E tão pouco da namorada
A carne chega num prato decorado
Mas o que vale é a essência da conversa
O que se decora nem sempre se mantém
Mas tem coisas que por mais que se impeça
O amor segura tudo o que vem
Mas a carne está lá, tocada sem pressa
E a cerveja, bom, esta também
Pois como disse, o que vale é a conversa

Decimar Biagini e Inspiratura, 20 de Fevereiro de 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A CASINHA DO NOSSO SENTIMENTO


A CASINHA

DO NOSSO SENTIMENTO

Para que construir pensamento?

Por que não construir sentimento?

Assentarei alguns tijolos no cimento/ Assim nosso amor não ficará ao relento/As paredes serão fortes contra qualquer terceiro elemento/Nas bases de minha alma colocarei cimento-cola para o passado não infiltrar/Assim não teremos com o que nos preocupar/Traga a samanbaia do amor, e o cachoro amigo para junto de nós ficar/ Traga também a colera por favor, para ele não nos atrapalhar/Não precisa muita mobília, pois precisamos nos esparramar/ Seremos uma linda família, fundada em forte sentimento em um novo lar/





Decimar Biagini, 19 de fevereiro de 2009.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Nosso Segredo




Tu és a erva do meu mate
Adoro sorver teu sabor
Antes que a saudade me mate
Quero rever-te meu amor
Nestes versos que o improviso abate
Muito   tenho a dar-te
Mas trocaria qualquer verso
Pelo nosso beijo e seu sabor
Quando ando com o coração disperso
Fico com vontade de gritar para o mundo o que sinto
Mas existem pessoas ruins, então não me manifesto
Quando perguntam sobre nós omito ou minto
Evitando toda inveja que devora
Me fecho no nosso mundo
E lá sou teu senhor e tu minha senhora
Únicos habitantes do amor puro e profundo

Decimar Biagini, 18 de fevereiro de 2009

QUEM CALA PODE VIRAR UM POETA

http://www.youtube.com/watch?v=xDX2TxpuokE (Quem Cala Pode Virar um Poeta)


Como é misteriosa, intrigante e sofisticada a expressão de um poeta
Ela rompe o cárcere intelectual e enriquece o prazer de viver
Quanta inspiração no profundo de sua alma permanece ainda secreta
Embora seja vítima de incompreensão, ainda insiste em escrever
Com a boca deixa a desejar diante de seu teclado ou sua caneta
Tudo por que não domina sua emoção ansiosa no que vai dizer
Pois seus pensamentos vão muito além de sua fala
Prolixo e divagador, tudo é inspiração quando no que escreve põe amor
Então cale a boca poeta, e simplesmente escreva
Pois quem o entende nesta arte, confundir-se-á entre inspirador e receptor

Decimar Biagini, 18 de fevereiro de 2009


Acredite no Amor


Muitas vezes penso e reflito, e volto a pensar de novo, como deveria ser importante para nós o amor.
Evidentemente para se pensar bem, para se sentir com amor, e para se agir corretamente, precisamos de um auxílio sobrenatural que recebemos sabe se lá de onde, com a finalidade de fazermos o que é bom e certo.
Esta força singular, esta dádiva especial concedida ao homem, não pode ser exigida, tem que ser sentida, eis o mistério do livre arbítrio, você só consegue o amor de alguém se este alguém sentir-se livre para escolher o que é melhor no momento.
Em resumo, quem pensa com amor e fala de amor, já está amando, por que deseja amar, e portanto, somos fruto do que pensamos.
O Homem então se joga nos braços de quem ama, como a criança se lança nos braços de sua mãe, e aí vemos novamente que só o amor oferece segurança, quando duas pessoas se amam, nasce a confiança sem limites, forte contra tudo o que contra elas for dito.
Mas o maravilhoso poder das palavras de amor precede esta confiança e, certamente, contribui para a sua existência definitiva.
Logo, não deixe de expressar o amor que sente pelo próximo, mande uma cartinha, um recado, um email, um "scrap", telefone para aquela pessoa querida, faça uma declaração na casca de uma àrvore (se o ibama permitir é claro), compre uma rosa em um semáfaro, abra a porta do carro (se a trava abrir pelo lado de fora).
Mas lembre-se que a essência está no tratar bem, todos querem sentir-se amados e importantes, e gostam de relacionar-se com simpatia, interesse e amor com quem os trata bem.
Acredite no amor, os fracos julgam e logo desistem, os fortes o entendem (embora não consigam explicá-lo) e mantém a esperança.

Decimar Biagini, 18 de fevereiro de 2009.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Respondendo questionamentos antigos




Meu primeiro poema no orkut foi postado em 24/09/2008, numa fase de descoberta e muita ansiedade, hoje talvez obtenha algumas respostas:


Que sou realmente? Advogado, Poeta e acima de tudo um ser humano (telencéfalo altamente desenvolvido, polegar opositor e e capacidade de livre arbitrio)
Por onde eu fujo? Para que fugir, a solução é encarar os fatos, nenhum inimigo é maior do que parece.
Se nunca me encontro? Se nunca me encontro o negócio é não buscar, apenas sentir e observar o que está a minha volta, com essa referência já estarei encontrando-me.
Porque começo se nada entendo? Admitir que nada entende já é socraticamente falando uma solução plausível para um bom começo.
Porque me exponho? Pessoas com muita luz não conseguem ocultar-se nem mesmo nas trevas.
Se tudo vou remoendo, porque finjo perdoar? Nem tudo o que temos dentro de nós deve ser externado, imagina quanta mágoa poderíamos provocar com vingança e dizendo o que pensamos sobre os outros, logo, se as pessoas pensam que as perdoamos, vão sofrer menos, e nós, bom, ainda não consegui responder sobre o que sentimos quando guardamos certas coisas imperdoáveis por muito tempo.
Quem sou eu…?  Pois bem, entre quem sou realmente e entre quem sou eu existe uma grande diferença, na realidade não existe um só indivídio, mas na ficção só existe eu, e é nesse conflito que muitos se perdem, enfrenta a realidade e descobre que nada gira em torno de seu próprio umbigo, ou então fica residindo no mundinho eucentrico.
Talvez a inquietude de não ser compreendido.... (bom, essa hipótese foi levantada, e penso que jamais seremos compreendidos sem que antes possamos perceber quem somos e para que somos, enquanto isso, tudo o que resta é uma inquietude larga)


(Fim da sessão auto-psicográfica)

Decimar Biagini

O que devemos vencer?


O Inimigo é sempre maior do que parece, mas o difícil é saber quem o é.
As vezes nossa ansiedade é a pior inimiga, somos mar em rebentação, e muitas vezes nos dissipamos em gotículas pela areia infinita.
Acredito que nesse duelo entre seco e molhado, tenho muita vontade de fazer como o tatui, dá vontade de enterrar-se na areia, assim como as vezes dá vontade de ser levado pela maré.
Acontece que o repuxo é forte o suficiente para nos trazer ressaca existencial, mas é aí que devemos buscar uma plataforma forte e um ancoradouro, seja na acepção ampla do amor e seu alcance, seja no conhecimento (próprio e externo), no bem querer-se (é muito difícil convivermos com nosso eu e aceitarmos-nos) ou até mesmo nas estrelas, por que não?

Decimar Biagini, tentando ajudar o próximo e a si mesmo em 17 de fevereiro de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O AMOR SOPRA FORTE


Observo atentamente os sinais

Meu ouvido parece um radar

Aves e pessoas, sonoras por demais

Não há sequer um botão de desligar

Os pássaros querem ser ouvidos

As pessoas não sabem o que querem

O mar segue a direção dos ventos

Algumas pessoas sequer os percebem

Entrei num vento tão forte quanto o minuano

Issei minha vela nesse fenômeno chamado amor

Alguns dizem que é um vento de puro engano

Mas falam demais, que gente sem fervor

Que sigam outros ventos mais calmos

Deixem-me seguir este vento que sopra para poucos

Pois se o amor está escrito até nos salmos

Por que dizem que os que nele se entregam são loucos?

 

Decimar Biagini, em 15 de fevereiro de 2009

Desvendar

Titulo: DESVENDAR - DUDEPA - MÚSICA ROMANTICA

Descrição: Não quero repetir a ingrata sina do esquecimento Extinguirei de mim tudo o que possa lhe desagradar Seja o puro amor impresso em cada descobrimento Que seu nome seja escrito no caminho que vou trilhar Sinto uma vontade irrevogável (REFRÃO) Ser todo seu e tudo fazer por seu amor Renunciando ao inalcançável Contentando-me sem sentir dor único objeto de meu viver Remédio de meu frágil transparecer Trazendo em seu amor minha guarida Protetor de minha vida

Música Desvendar, nova edição com vídeos incríveis e romanticos.

RENASCER SEM CINZAS




Nenhum poema faria sentido nesse momento se não conhecesse você
Muita coisa parece autobiográfica aos olhos de quem lê
Não há como esquecer o passado, eu sei bem
Agradeço a ele o que nos tornamos hoje
Também não precisamos ficar procurando o lado oculto que ele tem
Afinal, as coisas são simples e estamos aqui não estamos?
Frente a frente, almas sedentas de projeções e sonhos, frutos de erros e acertos
Chega de imaginarmos complexas representações, procurando meios de penetrar no profundo
Vamos deixar que o amor penetre lentamente no que está abaixo da superfície, sem desconfortos
O que temos que entender é que renascemos a cada instante, um no outro, em nosso novo mundo
Mas sem que tenha havido morte, pois amores antigos deixam experiências, maturando nossa intuição
Os amantes novos então se incorporam ao que veio antes, acrescendo algo à sua percepção
Tudo vai se aprimorando, mas nossa luta constante será o resgate da inocência e da mútua contemplação

Decimar Biagini, 15 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Quedas Livres


Seu partir é o momento em que procuro respirar
Pois o fôlego recupero na espera de nova surpresa
Quando você retorna com aquele mesmo cheiro que deixou no ar
Sinto-me como um leão farejando faceiro a sua presa
Nossos momentos, mistos de dança e combate
Cujos gemidos ressoam como gritos de trégua
Depois tudo se acalma num sorver de um mate
E é então que nossos olhos procuram nova regra
Agora pensando bem, nessa saudade que me abate
Não faz nem uma hora
Parece tanto tempo minha senhora
Quando o amor vem, sempre é ligeira sua posse
Quão longa e solitária é a espera
Mas quando você vem, me sinto uma cachoeira
Meu curso tem queda livre em um crônometro que zera
E é então que você se joga ao chegar em minha beira


Decimar Biagini

VENUS, A LUA CHEIA E NÓS DOIS

VÊNUS, A LUA CHEIA E NÓS DOIS

 

 

Viajei por galáxias sob muitas tempestades

Buscando nas estrelas minha metade

Não tenho nada, nem mesmo tenho a mim

Hoje você foi encontrada, anjo querubim

Em Vênus encontrei o amor

Planeta em homenagem à Deusa Romana

Há quem diga que existe um rumor

De que este planeta só é percebido por quem ama

Mas que sorte nós tivemos

Influenciados pela lua cheia em nosso caminho

Protegidos por Vênus

Quem será o próximo padrinho?

Só agora percebemos

Um mundo de sensações

De sonhos que se tornaram realizações

E nos amando nesse novo mundinho

Divulgamos ao universo nossas emoções

 

Decimar Biagini

Ilha das Flores - Narração do Paulo José


A meu ver, o melhor curta gaúcho...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A LUA CHEIA E NÓS DOIS


Não sei o que acontece com a lua cheia

Dizendo para entregar-nos um ao outro

Ontem fazíamos amor sem percebê-la

Numa cominação mágica, num jeito solto

 

Em pensar que astronautas a pouco lá pisaram

Mas os casais já estiveram nela muito antes

Lá cumpriam promessas e lá se amaram

E o retorno deles os deixava irradiantes

 

Sequer abrimos a janela para contemplá-la

E no entanto tínhamos na pele sua influência

A lua parecia ouvir um gemer que não se cala

 

É como se tivéssemos nela cratera cativa para fazermos amor

Talvez tenhamos vergonha da maneira como tratamos à mãe terra

Mas quando a lua cheia trás guarida, não há lugar para o pudor

 

 

Decimar Biagini

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