DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Soneto do Livramento

Soneto do Livramento


Eu quebrarei as correntes do passado  
Rompendo os laços que ferem a razão  
Não mais serei por sombras arrastado  
Nem carregarei do ontem a prisão  

Rejeito as dores que um dia me ataram  
Erguendo pontes de amor e de saber  
Se em meu DNA mágoas já sussurraram  
Faço do afeto a força de renascer  

Em meu caminho há luz e liberdade  
Escolho a vida com nova construção  
Onde minha vitória disperse a tempestade  

Talvez novo tempo pulse no meu chão
Trazendo em luz a paz que invade
Renascendo em mim livre coração

Decimar da Silveira Biagini
03 de fevereiro de 2025

Um sol (dia quente) após o outro

Um sol (dia quente) após o outro
Podemos descrever o fim dos dias
Num alívio pela diminuição do calor
Podemos antever o sentir de sintonias
Altiva intuição de paz, consolo e amor

O chamado para recolhimento
Visto em gradual alaranjada cor
Traz reflexão e mensageiro momento
Transferência de consciência do Criador

Quando o astro rei se despede
Há quem tema a angústia da tardinha
Mas a mente é tudo que nos mede
No vazio humano Deus protetor se anuncia
Sol nascerá de novo, creia no que pede

Decimar da Silveira Biagini
04 de fevereiro de 2025

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Fulminação Repentina

Fulminação repentiną

Fazia muitos acrósticos
Uns deles me inspiravam
Limitavą-me com prognósticos
Muitos leitores recitavam
Incrível a dinâmica cambiante
Não creio seguir adiante
Apenas passa tempo
Ç(não existe na lingua oficial)
Assim derramo sentimento
Ouvindo vozes ao vento
Rasurei acrósticos novamente 
Eis o clarão nos boralhos
Percorro leitores decentes
Eis que a naturalidade se perdeu por ledos atalhos
Não sei mais se leio ou se escrevo, artificial inteligente?
Talvez pudesse conciliar ambos
Incrível e comovente
Nessas rimas e trechos mulambos
Apenas a lúdica vontade

Decimar da Silveira Biagini

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