SITES INTERESSANTES
segunda-feira, 15 de março de 2010
PREFIRO FÁBULAS LIBERTÁRIAS
Liberto-as na união das palavras
Das rosas vou tirando os cravos
Os dois juntos só trazem mágoas
Dizem por aí que o cravo brigou
Outros dizem que a rosa começou
Por certo que ninguém está certo
Por isso os dois não estão mais perto
As músicas infantis têm final trágico
Ameaçam, deixam a criança triste
Por isso que preferem ver o mágico
Que faz estória onde o herói não desiste
Que transforma palavras em sonho atávico
Reproduzido pela criança depois que o assiste
Decimar Biagini
domingo, 14 de março de 2010
SONHO DE POETA
S onho em estudar
O impacto do versejar
N a colheita de atitudes
H umanizando vicissitudes
O perando-as sem calar
D o caminho a sonhar
E u farei minha verdade
U nindo o que encontrar
M atando minha vontade
P rópria de um poeta curioso
O fuscando o inimigo furioso
E perturbando a sua existência
T irando fruto da sapiência
A vencer nos versos com decência
Decimar Biagini
OS TEUS TRAÇOS
Resta-me então descrever-te em palavras
É quando então meu coração abro
A fim de enxergar-te sem quaisquer travas
Teus traços são a expressão de meus desejos
Cuja primeira impressão já causou-me relampejos
Desatento estava, percebestes que te olhava
Num lance de escada, o amor lá então estava
O tempo foi passando, a imagem na cabeça
Curiosidade matando, sem querer que permaneça
Foi então que tive a oportunidade
De desenhar-te mais uma vez
Foi dada em razão da proximidade
Em um bar, não lembro bem o mês
Contornei primeiro tua boca
Carnuda e bem desenhada
Tive uma palpitação louca
Um anjo deu-me uma flechada
Depois observer teus negros olhos
Cujos mistérios me pus a desvendar
Retirei do teu passado os escolhos
A fim de te compreender e te amar
Por fim os cabelos sedosos
Cuja sorte tive de depois acariciar
Vieram então toques nervosos
E o primeiro beijo pude dar
O tempo foi passando
Teu retrato cada vez mais nítido
O amor foi aumentando
Mas até hoje fico tímido
Quando me pegas te fotografando
Naquele olhar risonho e límpido
Decimar Biagini
Homenagem à semana de aniversário da Musa e da Poesia
FLOR DO PÂNTANO

Como eu poderia confiar
Na flor que linda se diz
Sequer poderá enraizar
Pois apodreceria sua raiz
Naquele úmido lugar
Uma flor rara?
Talvez
Seria cara?
Flor de burguês!!!
Mas para que comprar?
Gastar todo o salário do mês!!!
Sei lá, talvez para salvá-la!!!
Pois o banhado vai matá-la!!!
Mas e a essência?
Pode continuar vivendo
Ali, naquela decadência
Num lugar tão horrendo?
Pobre flor do pântano
É preciso ter cuidado
Pois perderá o ânimo
No lugar enlamaçado
Perfeito!!!
Vamos drenar o solo
Tem jeito?
Claro, tudo tem consolo
Decimar Biagini
O AMOR NÃO VEM SOB MEDIDA
Não vem sob medida
Mantém o ser febrio
Sua dor é ardida
O amor é imensurável
Mas de origem conhecida
No platônico imaginável
Ou na saudade sentida
No encontro inigualável
Ou no beijo de despedida
Quem tem amor
Pense nisso
Suporta o pranto
Já disse isso
Sem temor
Em outro canto
Os escritos de amor
São os mais procurados
Uns por perda, por dor
Outros por apaixonados
Uns para pedir por favor
Outros por elos desgastados
Mas por certo que o amor
Não é algo sob medida
Une gente de toda cor
Em qualquer idade na vida
Decimar Biagini
sábado, 13 de março de 2010
SONETO LIVRE AO ENDIVIDADO
Cartões de crédito, àgua, luz e telefone
Os desgraçados ainda abreviam sobrenome
Que saudade da venda da esquina, da fartura
Local onde vendiam fiado e chamavam pelo nome
Hoje sou só um cpf com caixa de correio
Se inventar de pagar todas as contas passo fome
O que é pior é que o mês recém está no meio
Agora vou me jogar nos braços da inadimplência
Jogar tudo às favas ou qualquer outra indecência
E os meus credores que procurem o juizado
Vou me aposentar e não pagar nenhuma conta
Com a taxa de juros vai ficar em alta monta
Por isso vou cuidar de contratar advogado.
Decimar Biagini e Wasil Sacharuk
março de 2010
A RUÍNA DO REI E O CASTELO DE VERSOS
Disse o Rei sábio após a derrota na batalha
Parecia querer ver luz antes de seu império cair
Seu sangue nobre exauria no corte da navalha
Veio o bobo da corte e tentou alegrá-lo
Contou piadas inconvenientes sobre a morte
Pela primeira vez o Rei não desejou matá-lo
Tudo que pensava naquele momento era na corte
- De que vale tudo isso que conquistei?
Perguntava o então derrotado rei
- Após este mundo, que chão pisarei?
Refletia sobre a vida e sua dura lei
Por um momento, após dispensar a vassalagem
Empreendeu seu último suspiro antes da cegueira
Lembrou das lutas, das vitórias em cada viagem
Das virgens tomadas e da vida que passou ligeira
- Por que não usei da diplomacia para fazer concessões?
Pensou então o nobre como se arrependido de tudo
- Seria tudo mais fácil se não fossem minhas ambições!!!
Então em sua última reflexão, um zumbido o deixou surdo
Tudo que restou foi o olfato, então sentiu o cheiro da morte
Era tipo enxofre com fosfato, ali então se sentiu mais forte
Segurou então junto a uma fina malha, uma cintilante cruz
Lutou com ela em sua última batalha, foi então que viu uma luz
Não, não era Deus na janela, esse já o tinha entregado ao diabo
Era apenas a luz das velas, distribuídas no dourado candelabro
Decimar Biagini
13/03/2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
BOM DIA, AMO VOCÊ!!!
Ela me disse ao despertar:
- Bom dia, amo você...
Era algo bonito de ouvir falar
Com alegria a transparecer
Uma frase tão fácil de expressar
Fizemos um mate, olhamos tv
Tremi na base, era hora de levantar
Largamos o catre, um beijo a agradecer
Saímos sem alarde, o amor a tranqüilizar
Só Deus é que sabe, o qual lindo nosso amanhecer
Quase chamei o padre, vontade de casar
A despedida arde, momento de trabalhar
Solidão agora abate, difícil me esquecer
Do despertar suave, ao lado do bem querer
Decimar Biagini
quarta-feira, 10 de março de 2010
DESABAFO JUDICIAL
Cuja justiça anda em carroça
Parece até que minha petição
Caiu para baixo com a manteiga
A justiça de primeiro grau
Tem menor força que juíza leiga
A de segundo anda mal
E o autor a jogar tira teima
Joga o processo para o alto
Para ver no que que dá
A morosidade de assalto
Com decisão a lhe roubar
Decimar Biagini
segunda-feira, 8 de março de 2010
PARABÉNS PELO DIA DA MULHER
O amor que lhe tenho é sagrado,
Nosso namoro tornou-se dourado
Pois o sol surgiu em nosso Horizonte.
Sentimento deste não se esconde...
A saudade é sentimento danado,
Me irrita, me deixa tão limitado
Você está aonde quer que eu aponte.
Deixo aqui meu gorjeio versado
Em homenagem a esta mulher de fibra
A virtude, dessa Senhora é muito rica,
Razão pela qual tornei-me apaixonado.
Hoje é seu dia, Musa de meus dias,
Dia da mulher que se sacrifica,
Que trabalha nos verões e nas invernias.
Peço ao Deus que lhe glorifica,
Que mantenha-me junto a suas alegrias,
E lhe dê força, amor e saúde... por toda vida.
Decimar Biagini
domingo, 7 de março de 2010
TE ESPERO COM UM SONETO
Oi meu amigo, preparei algo para ti
É um soneto incompleto e carente
Com o fim de relatar o que hoje vi
Li muita poesia, vi inseto e vi gente
.
Mas, poeta, meu dia não foi normal
O passo do destino pisou na bosta
passei com dor na coluna cervical
que me deixou com um S nas costas
.
Nova onde de gripe A está prevista
Daí já não deixo a porta aberta
Por isso me sinto tão pessimista
Olhei o noticiário e lembrei de ti
.
Falava de poetas em descoberta
Que descobriram esta arte em si.
Decimar Biagini e Wasil Sacharuk
.
março2010
sábado, 6 de março de 2010
O AMBIENTE ARTIFICIAL
Deitado na cama
Com ar condicionado
Eita vida mundana
Eita mundo devastado
Enquanto mato àrvores
Me refresco com energia
Enquanto alerto leitores
O ar gelado é minha alegria
Lá se vai o velho ambiente
De forma quase tão natural
Vende-se ar a toda gente
Em um novo mundo artificial
Decimar Biagini
sexta-feira, 5 de março de 2010
OS DESEJOS DE UM ESCRIBA
Depois de colher o fruto das atitudes
Quero reagir, falar, semear em lavras
Para a cada colheita eliminar vicissitudes
Quero falar palavras incomuns e impactante
Capazes de abalar alicerces de qualquer ser
Quero me expor publicamente e me recolher
Assim poderei ser um e outro por instantes
Quero encontrar o caminho, a verdade e a vida
Sem que isso seja perturbador, mas essencial
Quero idéias e conhecimentos que tragam guarida
Do contrário daqueles que só nos levam para o mal
Quero encontrar uma natureza além do humano
Num percurso cujo saber não me cegue com poder
Quero evitar a mortalidade, quero evitar o engano
Numa leitura que viverá sempre que alguém me ler
Decimar Biagini
quinta-feira, 4 de março de 2010
ENQUANTO A MUSA NÃO VINHA
O suor impregna no teclado
quarta-feira, 3 de março de 2010
DEUS - O ÚNICO FACHO DE LUZ
Deus é tudo por meio de tudo
Deus é o início o fim e o meio
Tanto que falo com ele até mudo
Tanto que torna bonito o feio
Há quem diga que Deus é ilusão
Porém a ilusão nunca existiu
Deus está em nosso coração
Quem diz ser ilusão nunca sentiu
Deus é a única coisa que existe
O homem sequer sabe de onde veio
Só encontra Deus quem insiste
Em dar amor a quem se assemelha
Essa chama da qual eu tanto falo
É aquela que chora quando calo
É aquela revista em si mesmo, lá no talo
Numa oração intimista, sem sino, sem badalo
Decimar Biagini