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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
MEUS DESEJOS A TI
A cada manhã
Tenhas alegria
E mente sã
A cada raio solar
Enebriando-te a alma
Esterei eu a te amar
A trazer a tua calma
Tenhas uma semana maravilhosa
Como as que já tive contigo
A fazer da tua vida verso e prosa
Tendo-me como teu amor e teu amigo
Decimar Biagini
sábado, 19 de setembro de 2009
ACORDEI COM AS ESTRELAS
http://www.youtube.com/watch?v=DmlR4aGfT9Q
ACORDEI COM AS ESTRELAS
Hoje eu acordei ao lado das estrelas em plena luz do dia
Não é sempre que se é agraciado com essa cena brilhante
Tudo o que desejei, extasiado ao vê-las, eu propus com alegria
O quão comovente é o ser tocado pela plena vida apaixonante
O seguir do dia é tão tranquilo no sorver de boas lembranças
As estrelas devem estar agora em outro lugar, não como antes
Mas sentir a energia naquilo que pude ver, ajuda-me nas andanças:
DE UMA VIDA MAIS ILUMINADA
Como que querendo completar a graça conquistada
Pedi as estrelas que viessem a me tocar no meio da tarde
Foi tão intenso o nosso energizar, o tempo virou em nada
Mas suficiente para perceber que não sou de Vênus, nem de Marte
Sou do mundo dos que valorizam a constelação amada
UM MUNDO DE POEMAS REAIS
CUJO RESTO, NÃO ME APRAZ
Decimar Biagini
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
ABERRATIO HOMINEM
Rumo à desintegração
A energia desperdiçável
No trevo da indecisão
O dilema do inviável
Da existência à criação
A temática abordável
Da sapiência à explosão
O pensamento inconfortável
De ser pó nessa dimensão
A ótica do mundo agradável
O conformismo da enganação
O irreparável indenizável
O abraço na confrontação
A venda do impagável
A humanidade é aberração
Decimar Biagini
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
AOS AMIGOS POETAS
Que imenso prazer vê-los aqui
Agradeço a visita, em bom som
Sois responsáveis pelo que senti
Feliz é poeta que pode ser livre
Livre para conquistar leitores
Sentimento maior nunca tive
Do que relatar a todos meus amores
A poesia, a minha vida, a plenitude
A alegria, a família querida, e a juventude
A melodia, que dá guarida a atitude
De querer sempre cantar
Seja em rima seja em versejar
Sem sofrer, em mero pesar
Mas curando os cortes, por curar
Existo de verdade, graças a todos vocês
Grandes responsáveis pela minha cura
A necessidade de elogios em horas difíceis
Me fizeram muito mais que uma criatura
Um poeta que tem amigos e que não sucumbe
Na solidão de antigos pensamentos bucólicos
Pois hoje escrevo com leveza, sem o antigo vislumbre
Decimar Biagini
LIBERDADE POÉTICA
Diferente dos que já tive
Não sei bem a temática
Talvez aí a maior problemática
Eu poderia falar sobre uma carona
Sobre o perfume daquela mulher
Poderia falar da saudade temporona
Mas não é isso que o povo quer
Poderia falar então de sonhos
Do amor pleno que hoje sinto
Poderia falar de pesadelos medonhos
Se disser que não os tenho minto
Eu poderia falar de tantas aventuras
Inclusive as que não tive
Eu poderia falar dos amigos das lonjuras
E dos inimigos, inclusive
Mas tentando fazer um verso livre
Acabei me acorrentando nas rimas do vício
Não creio que eu seja um ourives
Mas gosto das jóias linguísticas, elas sabem disso
Enfim, minha criatividade se acalmou
Aquela ansiedade se dispersou no escrever
O poema livre mesmo, não vingou
Mas me senti livre, no que pude fazer
Decimar Biagini
domingo, 13 de setembro de 2009
UM AMOR A LAPIDAR
Para que eu saiba para onde vai
Retire de minha vida os escolhos
Tem coisa que só com amor sai
Me ajude correnteza abaixo
Mesmo que ambos estejam feridos
Diga-me onde eu não me encaixo
Que me adaptarei aos seus pedidos
Com frequência, torno-me inconveniente
Pois não tenho tempo para debater alternativas
Só peço meu amor, que seja paciente
Pois me preparo para você há muitas vidas
Decimar Biagini
sábado, 12 de setembro de 2009
ENTRE O CHÃO E A ESTRELA
Vi no espaço infinitas estrelas
Ao alcance do meu olhar
Mas só uma pôde me enfeitiçar
As outras, eu preferi não vê-las
Pois só serviam para atrapalhar
Há na terra bilhões de mulheres formosas
Uma delas, tornou-se minha musa eterna
A encher meus versos com nobres esperanças
Fez com que um ogro despertasse da caverna
Hoje, depois que a estrela cadente passou
Caiu, direto em meu peito, e tudo mudou
O poeta fizera das areias da terra as estrelas das alturas
Obra completa que se escrevera em doces ternuras
A transcrever o amor, num capricho de sua sorte
A relatar sem temor, tendo sua musa como norte
Decimar Biagini
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O HOMEM, O CORPO E O TEMPO
Houve um tempo de desafios
Houve um tempo de calmaria
Houve um tempo de calafrios
Houve um tempo de nostalgia
O homem, o corpo e o tempo
O tempo tenta correr com o vento
O homem freia o pensamento
E o corpo desafia o homem e o tempo
Correr para quê?
Se o prazer está no caminho
Ter corpo para quê?
Se tudo se desfaz sem alinho
O homem é o quê?
Se não um mero pergaminho
A registrar sua reles existência
Na estrofe de seu destino...
Decimar Biagini
terça-feira, 8 de setembro de 2009
AMAR VOCÊ
Posso descobrir o seu mundo e me revelar nele
Um mundo de grandezas em vislumbres originais
Posso ser simples e profundo, ao aprender com ele
Decimar Biagini
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
É NO TALVEZ QUE SURGE A CERTEZA
Do tipo que se coloca em exposição
É mulher rara de fato
Capaz de amolecer o mais duro coração
Talvez tenhamos confundido
O amor com a loucura e com a alegria
Mas o nosso viver foi enriquecido
Com esta doida vida em plena magia
Talvez tenhamos o tangível rejeitado
Aquilo que o mundo acha prioritário
Mas é que no alcance do ser amado
Se pode tocar até mesmo o imaginário
Talvez exista uma solução mais calma
Mas quem ama do nosso jeito não quer só paz
É preciso provar da intemperança na alma
Pois é após a guerra que a tranquilidade se faz
Talvez eu esteja falando bobagem
Mas é que este sensor não existe em quem ama
Quem revela o amor precisa de coragem
É preciso seguir o amor quando ele chama
Decimar Biagini
sábado, 5 de setembro de 2009
A LASANHA DE BOLONHESA
Estava ali a família reunida
O pai ao meu lado e o mano em frente
Estava também a mãe querida
Ah, sim, e uma lasanha bem quente
Era a tal da bolonhesa
Que me encarreguei de prepará-la
Todos reunidos a mesa
Chegada hora de devorá-la
O cheiro já prefaciava que seria sem igual
Tinha queijo chedar e pedaços de champignon
Molho pomarola, salsaretti, tempero e sal
E tinha o tal do guisado, melhor que filé mignon
Mas o melhor de tudo, estava para o final
O sorriso da família e os elogios em alto e bom som
Decimar Biagini
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
SONETO AO DESEJO VESPERTINO
E durante a noite a saudade não te tire o sono
Aceite minha mensagem quero ser teu dono
Que os versos toquem teu coração, sem alarde
Há no amor um momento de superação
Que é do inconsciente desejo bendito
De em puro contentamento por em ação
Que faz do pensamento o amor mais bonito
Ao sentir teu amor eu aqui me alimento
Na loucura dos versos soltos ao vento
Em perpétua saudade de um minuto
Cada beijo teu é a chancela de minha vitória
E o desejo se faz feliz na animada alma
Para que eu possa amar-te daqui até a glória
Decimar Biagini
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
BRINCANDO COM AS RIMAS
Sentada na mesa
Fingi que não vi
Virei sobremesa
Passou-me chantili
E no umbigo a cereja
Tão doce o que senti
Amarguei com cerveja
Decimar Biagini
SONETO AO AMOR SUBLIME
Pois cada dia que passa é um pouco mais
Quando está longe é teu nome que chamo
Fico obsessivo, querendo ser teu dono
Faço versos em tua homenagem e os declamo
Corre-me o suor da ausência, perco o sono
Conforto-me nas palavras que então derramo
Sinto-me disperso, como folhas de outono
Mas o bom disso tudo, é o prazer do encontro
É isso que a diferencia das coisas que não amo
Teu sorriso enebriante chega e me deixa tonto
A vida é mais intensa no calor dos nossos dias
Quando tua permanência se faz presente no verso
E no soneto faço o relato das nossas alegrias
Decimar Biagini
terça-feira, 1 de setembro de 2009
A TUA PEGADA É MINHA TRILHA
Que estava por vir, o passo seguro
Eu parecia prever, o amor puro
Eis que pude sentir, o nosso futuro
Hoje não quero mentir, por isso juro
Que quero eu sair, de cima do muro
Passo então a decidir, pelo futuro
Que o que está por vir, é amor maduro
Atrevo-me a proferir, no verso duro
Que ao contigo conviver, minha dor eu curo
Se um dia eu morrer, não morrerei no escuro
Pois tu podes crer, meu amor eu lhe juro
Que o que pude viver, foi a luz do amor puro
E contigo pude empreender, o passo mais seguro
Decimar Biagini