DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

Entre em contato com o advogado Decimar Biagini

Nome

E-mail *

Mensagem *

terça-feira, 14 de abril de 2009

SONETO À MINHA GURIA


Você é minha
 inspiração e minha piração
Estou doido por tudo o que representa
Pediu licença e foi entrando no coração
Agora é só saudade quando se ausenta

Tão forte o que faz com esse pobre poeta
Que diante de você, minha  obra se completa
Como pode um enxerto, dominar a árvore
Só espero que sua projeção não me devore

Buscando na memória sua pureza para o soneto
Nas praias de minha alma você tornou-se calmaria
Permita Deus que eu cumpra tudo que lhe prometo

Dentre tantas tempestades, veio você minha guria
Com medo do salgado do mar, tinha perdido o jeito
Abro os olhos, sem medo, e em você não vejo defeito

Decimar Biagini, 14 de abril de 2009

NOSSA PLENITUDE


Ontem, teu perfume fez com que te devastasse
Criou-se um filme, e nele nos vejo naquela cena
Quero tudo de novo, pois a espera valeu a pena
Ela permitiu que todo nosso afeto se mostrasse

Nos sentindo leves, nos entregamos sem medo
E agora nos exaltamos aos olhos do universo
Dizer nosso universo, talvez ainda seja cedo
Mas estamos perto disso, isso eu confesso

Encantados gradualmente com o próprio encanto
Os corpos se tocaram enquanto sonhávamos
Acordamos com olhares quase que risonhos
Com teu rosto em meu peito, te olhava de canto

De volta ao trabalho, restou só teu cheiro
Não há como ser completo o tempo inteiro
Então registro em versos a doce lembrança
E dentro de meu peito vencerei a distância

Decimar Biagini, 14 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

NOSSO DEVORAR




Essa fome que tenho de você
Cumulada com reciprocidade
Que chegue a hora de lhe ver
E aí mataremos nossa vontade

Como é bom esse sentimento
Poder cultivar a doce saudade
Por hora machuca por dentro
E perto de vê-la é pura bondade

Que possamos nos aproveitar
Em cada milésimo de segundo
Que num beijo possa se criar
A maravilha de um novo mundo

Decimar Biagini, 13 de abril de 2009

O PRECONCEITO



Não sei bem qual é a cor do preconceito
Inicialmente devemos admiti-lo com jeito
E tendo jeito, seremos preconceituosos
Eu admito que tenho alguns, pavorosos

Por exemplo, com quem, sem ocupação
Ao invés de trabalhar, vê sessão da tarde
Sentado vê a vida passar naquela sessão
Enquanto isso, eu o recrimino com alarde

Mas daí, ele tem direito à réplica, evidente
Poderá dizer que eu faço poemas de tarde
Seria então uma desocupação diferente?
Vê-se que dependendo da visão a crítica arde

Então seguimos no mesmo paradigma
Não se quebra nem esse padrão
Muito menos existe uma crítica digna
O preconceito vira questão de observação

Então que siga vendo filmes na tv
Enquanto eu sigo com os poemas
Cada preconceito com sua cor, como se vê
E é claro, cada um com seus problemas


Decimar Biagini

ENFEITIÇADOS



Num casal, linda magia a acontecer
Como que bebendo uma poção
O amor renasce, vindo a florescer
Pouco a pouco, em cada coração

Em meio a tantas idas e vindas
Em que cortavam-lhes a seiva
Então surgem histórias lindas
Na busca de nova alternativa

Sentados ante a luz do futuro
Gostando de forma construtiva
De mãos dadas no semi-escuro
Entregam-se de forma decisiva

Sem medo de tentarem algo novo
Permitem-se confiando no instinto
Mantêm segredo diante do povo
Fingem chorar pelo amor extinto

Ocultando a verdadeira alegria
Acreditam novamente no amor
Encantados com a plena magia
Contemplam-se sem o dissabor

Decimar Biagini, 13 de abril de 2009

sábado, 11 de abril de 2009

O TREM DA VIDA


No trem do tempo embarquei
Da janela acompanho os dias
Em qual estação parar, não sei
Deixarei o instinto como guia

Assim que sentir a hora certa
Puxarei a corda para descer
Em cada parada nova descoberta
Tem gente que eu vi nascer
Hoje anda por aí, boquiaberta
Com tanta surpresa a acontecer

Por hora a máquina do tempo
Parece não ter maquinista
Mas alguém alimenta sua fornalha
Os trilhos são feitos de pensamento
Os passageiros se vão com o vento
E a saudade vai cortando com sua navalha

Piuiiiiii! Piuiiiiiii! Piuiiiiii! Piuiiii!
Avisem o maquinista que mais alguém vai sair
Piuiiiii! Piuiiiiii! Piuiiiii! Piuiiiiii!
Entre passageiro que o trem já vai partir...


Decimar Biagini

ILUSÕES E DEFESAS


Buscaria na ilusão mais que resposta
Mas um remédio à mágoa e à decepção
Curaria-me das farpas de quem me gosta
Trataria-os bem, sem que por obrigação

Aprendi tantas coisas sobre o amor
Ainda não aprendi como retribuir
Já pintaram quadros, com muita cor
Em meus olhos tentaram me abrir

Mas fechado para o mundo, indefeso
Não soube sequer agradecer tal ato
É que é difícil retribuir sem sair ileso
Agora estou eu, fechado e machucado

Achei que dentro de minha redoma
Ninguém iria gostar de mim
Mas mesmo retraído, algo se soma
Não queria que fosse assim

Decimar Biagini

A FORÇA QUE VEM DA AUSÊNCIA




A força das palavras é fagulha sem atitude

O crer no amor é busca de quem tem fé

Por mais que nessa caminhada eu mude

Terei uma certeza, por ser o amor o que é

 

O amor não é o que foi nem o que será

É a realidade vista por quem sabe olhar

Pode até parecer para alguns um pouco rude

Mas para outros é calmo como o açude

 

Tenho certeza que busquei no amor o que pude

Hoje peço a Deus, maturidade e muita saúde

Que ao sentir esse novo amor, que eu o cuide

 

Quando pareceu que não poderia mais prosseguir

Deus manteve uma brasa viva em meu coração

E então foi que eu encontrei uma nova emoção

Cuja distância fez o algo crescer, posso sentir

 

Decimar Biagini



Pequena modificação:



O AMOR É COLORIR A REALIDADE



A força das palavras é fagulha sem atitude

O crer no amor é busca de quem tem fé

Por mais que nessa caminhada eu mude

Terei uma certeza, por ser o amor o que é



O amor não é o que foi nem o que será

É a cor da realidade vista por quem sabe olhar

Pode até parecer para alguns um pouco rude

Mas para outros é colorido e calmo como o açude



Tenho certeza que busquei no amor o que pude

Hoje peço a Deus, maturidade e muita saúde

Que ao sentir esse novo amor, que eu o cuide



Quando pareceu que não poderia mais prosseguir

Deus manteve uma brasa viva em meu coração

E então foi que eu encontrei uma nova emoção

Cuja distância fez o algo crescer, posso sentir



Decimar Biagini

sexta-feira, 10 de abril de 2009

FÁBULA DA VIDA


F icaram
Á vidos
B ateram
U nidos
L argaram
A marrados

D uas
A lmas

V oam
I nvencíveis
D oidos
A mantes

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O MESTRE E O COELHO


O GRANDE MESTRE INESQUECÍVEL
DO AMOR, DA MORTE E DA VIDA
FASCINA A TODO QUE INVESTIGA
POR QUE SUA FÉ O TORNOU INVENCÍVEL

ANTES DE SER CRUCIFICADO
PASSOU CORAGEM E SABEDORIA
DEIXOU FRASES COMO APRENDIZADO
NEM MESMO A TORTURA O IMPEDIRIA
DE DEIXAR O AMOR E A FÉ COMO LEGADO

E ESSA HERANÇA INDESCRITÍVEL
FEZ A HUMANIDADE DIVIDIDA
O MESTRE MORREU E AINDA HÁ BRIGA
E SUA PALAVRA É O MOTIVO PLAUSÍVEL

MAS O MESTRE DEIXOU SEU RECADO
QUE FOI INTERPRETADO À REVELIA
ENQUANTO A IGREJA INVENTOU O PECADO
VENDENDO REMÉDIO PRA TODA A AGONIA
COM COELHO DENTUÇO E CHOCOLATE MELADO

Decimar Biagini & Wasil Sacharuk

domingo, 5 de abril de 2009

IMPERFEIÇÃO

IMPERFEIÇÃO

Há quem abdique de alguém
Por ser perfeito demais
Sentir-se superior faz-lhe bem
Outros, parecem estar na cruz
Dedicam-se a felicidade alheia
Há muito tempo não vêem luz
Entre o que se chama de amor
Ou até na pena inconsciente
O companheiro sente dor
Em sofrimento permanente

Tem quem não saiba o caminho
Mas quer que lhe cuidem um pouco
Só quer o tal do carinho
Pois a solidão lhe deixa louco
Por não conseguir a solução
Se apaixona pelo problema
Segue o fogo da paixão
E é aí que mais se queima

No real conceito de necessidade
O amor lhe entrega à sua metade
O que fazer com ela é complexo
Dilema entre côncavo e convexo

O modo de exercer o amor
Pode vender livros e até bons filmes
Mas não existe manual a seu favor
E o bem querer é administrar o ciúme

Nessa interdependência de atitudes
De quem se entrega sem querer nada
Automaticamente se tornam mais rudes
Os que admitem que o amor se acaba

Entre erros e acertos, plantios e enxertos
Vale mais, quem substitui os erros pelos acertos

Decimar Biagini

sexta-feira, 3 de abril de 2009

PENSAMENTOS POETICAMENTE CORRETOS


Qualquer Poeta almeja expor:
pensamentos corretos
Mas o que é correto?
Qualquer um pode ser Poeta?
Não, não afirme nada, por favor!
Nenhuma resposta será completa
Mas qualquer um poderá ser Poeta

Acima de tudo, todo Poeta
Já estou a afirmar, vejam a contradição!
Tem em seu leitor uma meta:
Torná-lo inteligente, criativo e tolerante
Logo, seu verso tomará outra forma, logo adiante

Agora! O que é correto, por certo
Prefiro ficar quieto, não sou tão esperto
Mas acho que você já deve ter descoberto
Pois ao ler com o coração aberto
Que somente o seu pensamento é correto
Enquanto falar com sua alma e não encontrar o teto

Decimar Biagini, 03 de abril de 2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

AMIZADE X OPORTUNIDADE


Quando se tem por objetivo
O prazer e a tal da utilidade
Por algum misterioso motivo
Até mesmo o seu pior inimigo
finge ser seu amigo de verdade

Mas acreditem, por si mesmos
Só os bons podem ser amigos
É entre os bons que há confiança
Sem pisar nos pés, como boa dança

Mas, os homens nomeiam por amigo
Mesmo os que por motivo seja a utilidade
Existem muitas amizades, eu lhe digo:
- Próprias, homens bons enquanto bons
- Impróprias, geradas pelo próprio umbigo
Essa é a mais pura e dura realidade

A amizade entre os bons
É invulnerável a qualquer calúnia
Aquela de múltiplos tons
Segue a dança conforme a música

Decimar Biagini, 2 de abril de 2009

VÍCIO



A Natureza foge do doloroso
E corre para o mais agradável
O reflexivo é o mais temeroso
Pois aponta para o indesejável

Melhor nem pensar nisso
Diz o ser menos honroso
Mas por que mesmo isso?
O alienar é tão poderoso
Uma fuga sem pretensão
Tirar vantagem do desgostoso
Parece pura falta de opção
É tão fácil optar pelo vício
Não existe vida na alienação
A vida é tão dura, é precipício
Foi-se o efeito após a consumação
E o que resta é desperdício
Do próprio tempo em distração

Decimar Biagini, 2 de abril de 2009

Não Basta Esperar




Simplemente esperar o destino
pode levar-nos a um desatino
Temos que seguir o coração
Por uma questão de opção
Usando nossa intuição
Seguindo os ventos e a maré
A esperança a manter-me em pé
Se apenas o esperasse, ignorando isso
Seria pedra, logo não viveria nada disso

Decimar Biagini, 02 de abril de 2009

Qual tema nos poemas mais te atrai?