DECIMAR BIAGINI

DECIMAR BIAGINI
Advogado e Poeta Cruzaltense

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sábado, 6 de dezembro de 2025

Cronologia Natalina

https://youtu.be/VAQlckOoYak?si=MsMg74c0qxrzjIT1


Eu lembro do Natal de oitenta e dois
A sala pequena de um apartamento
Rádio tocando Roberto e Elis
Mamãe noela era minha dinda

Depois veio o tempo da fita VHS
Família reunida, em Minas do Camaquã
Fim dos anos oitenta, no ritmo do stress
Prima de roller, sertanejo e mesa com romã 

Anos noventa, a rua era festa
Garotos soltavam estrelas de mão
Os fogos riscavam o céu da seresta
E eu descobria o tamanho do coração

Dois Mil, Natal mudou comigo
Mudou com tudo, praia ao redor
De brinquedo simples a Renato Russo
Mas sempre pedindo amor

Dois mil e tanto, chegou internet
A mesa ganhou telas e distração
Mas entre mensagens, luzes e pressas
Ainda pulsava a velha canção

E eu vi cada Natal nascer diferente
Na TV de tubo, no celular brilhante
Mas quando alguém me chama pra perto
Tudo volta a ser como antes

O tempo passou
Tenho filhos, sonhos também
Mas sempre que a noite acende
O Pai Nosso é igual, vou além

Porque o Natal que eu carrego
Não é de ontem
Nem do menino que chora
É de tudo que vivi na alma
De oitenta e dois até agora


quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

O Menino está chegando

O Menino está chegando, pelo poeta Decimar 

Não há esmola maior que iluminar 
Ser estrela guia onde a dor se faz
Sorrir na prova pronta a nos testar
Levando presença e chama da paz

Toda a perda é dor suportável 
Se agradecermos a vinda do Consolador
Deixar que parta o que não é durável
É desatar amarras pelo amor

Para elevar-se à senda permitida
Vigia a alma em reforma permanente
A ofensa é sombra mínima da vida
Não há vítimas no plano consciente

Bendiz teu corpo templo verdadeiro
Não desperdices o vigor da idade
Pois tudo volta ao ciclo derradeiro
Na lei da eterna transitoriedade

No erguer suave e claro da esperança
Segue o Divino Menino Libertador
A liberdade nasce da mudança
De quem espalha o bem por onde for

Confiar, vigiar, servir e orar
Quatro verbos de luz e humildade
São chaves que começam a pulsar
No coração de Jesus e da verdade

Qual tema nos poemas mais te atrai?